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1 Edio Do 1 ao 3 milheiro

Criao da capa: Objectiva Comunicao e Marketing Foto: Miguel Silveira Direo de Arte: Glauco Arajo Reviso: Hugo Pinto Homem Copyright 2000 by Fundao Lar
Harmonia Rua da Fazenda, n 13, Piat. 41.650-020 livros@larharmonia.org.br www.larharmonia.org.br Telefax: (71) 286-7796

Impresso no Brasil

ISBN: 85-86492-08-6

Todo o produto desta obra  destinado  manuteno das obras da Fundao Lar Harmonia

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Adenuer Marcos Ferraz de Novaes

Psicologia do Esprito

FUNDAO LAR HARMONIA C.G.C. (MF) 00.405.171/0001-09 Rua da Fazenda, n 13, Piat 41.650-020  Salvador  Bahia  Brasil 2000

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Novaes, Adenuer Marcos Ferraz de Psicologia do Esprito Salvador: Fundao Lar Harmonia, 08/2000 247p. 1. Espiritismo. I. Novaes, Adenuer Marcos Ferraz de, 1955.
 II. Ttulo.

CDD  133.9

ndice para catlogo sistemtico: 1. Espiritismo 2. Psicologia 133.9 154.6

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"Que  o Esprito?" "O princpio inteligente do Universo."

Ao Esprito s chegam as Leis de Deus.

H uma Psicologia Esprita fundamentada numa Psicologia do Esprito, considerado fora dos limites fsicos.

"No te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo." Jesus  Joo 3:7.

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ndice
Psicologia do Esprito Consideraes iniciais Conceitos O que  o Esprito Perisprito Evoluo Anmica As fontes da alma espiritual Atributos do Esprito Mediunidade 
Evoluo do Esprito Inteligncia Inteligncia Lgico-Matemtica Inteligncia Lingstico-Verbal Inteligncia Musical Inteligncia Corporal-Cinestsica Inteligncia 
Espacial Inteligncia Intrapessoal Inteligncia Interpessoal Inteligncia Intuitiva Inteligncia Emocional Inteligncia Emocional na educao 11 17 23 33 37 55 59 
63 67 71 77 90 91 92 92 93 94 94 95 96 102

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Razo Emoo e sentimento Sensibilidade Eu e ego Desejo Vontade Poder Impulso Criador Mente, Crebro e Pensamento Psicopatologia e Doenas Mentais Amor Sexo Prazer 
Dor e sofrimento Saudade Linguagem Imagem Arqutipo Identidade, Individualidade e Personalidade Sistemas de defesa O deus interno nima e nimus Conscincia e Inconsciente 
Objetivos da Reencarnao Outras formas de evoluo

111 115 119 123 127 131 137 141 145 151 193 197 201 203 207 209 213 217 221 225 229 233 237 241 245

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Psicologia do Esprito
Acertadamente Allan Kardec considerava o ensino dos Espritos como capaz de nos trazer "a definio dos mais abstratos problemas da psicologia"1 . Pode-se perceber, 
pela colocao do Codificador, que a Doutrina Esprita tem muito a elucidar quanto s questes magnas da alma, que, por enquanto, tem seu estudo cientfico permanecido 
no domnio da Psicologia e cincias afins. Penetrar nesse campo, bem como naquele que se depreende dos princpios do Espiritismo no  tarefa fcil, exigindo coragem 
e abertura por parte dos estudiosos das duas cincias. Mesmo acanhadamente, e sem considerar a realidade espiritual, a cincia psicolgica tem se debruado sobre 
a estrutura e funcionamento do "aparelho psquico" do ser humano, trazendo importantes contribuies para sua compreenso. Conquanto a cincia tenha observado a 
alma com os paradigmas materialistas, no se pode desprezar os avanos conquistados, sobretudo por se tratarem de princpios que nos capacitam  compreenso da verdadeira 
natureza do Esprito, enquanto essncia criada por Deus.
1

O Livro dos Espritos, Concluses, pg. 490, 76 Edio, 1995, FEB.

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Porm,  tambm importante considerar que, enquanto nos ocupamos em provar as teses espritas, cujo esforo no tem sido em vo, as cincias psicolgicas tm avanado 
e podem nos oferecer importantes contributos para a compreenso da natureza humana no que diz respeito  sua estrutura psquica. Mesmo considerando o avano no campo 
do Esprito no ter sido muito grande nos meios acadmicos,  possvel vislumbrar sua estrutura pela plida percepo cientfica. Provar as teses espritas no introduz 
o Espiritismo nas discusses dos temas psicolgicos clssicos, nem tampouco significa entender a alma humana.  preciso que nos debrucemos sobre a natureza ntima 
do Esprito c o om olhar psquico e espiritual. Nesse sentido, o Espiritismo deve apresentar-se como ferramenta especial, tal qual um microscpio eletrnico que 
faz sua varredura para encontrar a menor e mais preciosa estrutura elementar, fazendo sua investigao meticulosa que nos levar  percepo dos escaninhos do Esprito 
imortal. No podemos limit-lo, transformando-o em simples objeto de crena dominical, mas tornando-o a lente do microscpio que o prprio Esprito se utilizar 
para enxergar-se a si mesmo. Para penetrar o mundo misterioso e pouco explorado dos fenmenos psicolgicos o Espiritismo deve tambm se munir de ferramentas simples 
que a prpria cincia oferece. Deve apropriar-se dos instrumentos pertinentes  insero do saber cientfico oferecidos pelas academias; deve apresentar protocolos 
cientficos adequados, experimentos coerentes e que sejam passveis de repetio; ser preciso avanar alm dos limites estabelecidos com pacincia e determinao, 
sem preconceitos; sem tais ferramentas o

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Espiritismo ser cientfico apenas para si mesmo, sem conseguir alcanar, como parecem desejar seus estudiosos, o status de Cincia do Esprito. No se trata de 
submeter-se  lgica materialista, mas de avanar com a prpria cincia, orientando-a e levando-a  percepo do Esprito, atravs da mudana de seus paradigmas. 
A questo no  apenas provar a existncia do Esprito, mas tambm demonstrar que o equvoco est no vis cientfico. Uma Psicologia do Esprito far suas observaes 
na intimidade de seu objeto de estudo, retirando o espesso vu estruturado a partir de paradigmas materialistas, alcanando alm das comparaes realizadas pela 
viso mecanicista que ainda se encontra presente nas cincias da alma. O desafio de apresentar uma psicologia do Esprito  por demais audacioso, principalmente 
considerando os limites da percepo humana. Porm,  preciso tentar romper as barreiras provocando o prprio Esprito a fim de que decrete sua liberdade e a ampliao 
da "viso" sobre si mesmo. No se trata de rever o "olhar" humano sobre si mesmo, mas de buscar um outro ngulo de percepo. Os sculos de predomnio da "viso", 
tendo o corpo como identidade e a matria como paradigma, no permitiram que se buscasse mudar o foco, isto , deixar de tentar encontrar o esprito na intimidade 
da matria para se perceber um Esprito que a usa. O campo de busca no pertence a nenhuma cincia em particular. Embora entregue inicialmente  Filosofia, posteriormente 
 Teologia para, sob a proteo da Cincia, alcanar modernamente a Medicina e a Psicologia, no est restrito a nenhum saber especfico. O esprito "sopra onde

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quer", isto , as especulaes so livres e devem levar as cincias aos limites do conhecimento. O campo2 do Espiritismo, pela "viso" mais ampla, oferece possibilidades 
de se encontrar uma compreenso mais essencial do Esprito. Considero que  possvel  Cincia chegar s mesmas concluses do Espiritismo, porm  necessrio que 
ela abdique da viso do corpo, qual Tirsias que, mesmo cego do corpo, apresenta suas percepes transcendentes diante dos deuses. Quando pensei no ttulo deste 
trabalho imaginei que deveria alcanar a viso da alma sobre a prpria alma, isto , a viso do Esprito sobre si mesmo. Porm, a palavra psicologia pode, para muitos, 
conter um vis comportamental e canhestro que enfeixa suas definies dentro dos limites do saber acadmico. Talvez seja melhor o leitor entender que o livro trata 
do Esprito enquanto ser, tal como foi criado e como se desenvolve. Pretendo que a palavra psicologia deva ser compreendida como um campo que contm o funcionamento 
e a estrutura do Esprito. A preocupao tambm  no confundir Esprito com esprito; este ltimo  a personalidade encarnada ou desencarnada que possui corpo seja 
material ou semimaterial e o primeiro, o ser simples e ignorante, individualizado, criado por Deus  sua imagem e semelhana. Cuidei para que o livro no se tornasse 
uma proposta de anlise metafsica e filosfica sobre o Esprito  moda dos gregos, mas uma concepo mais especfica sobre o ser humano enquanto singularidade. 
 necessrio, porm, esclarecer que, em que pese meu cuidado em no enviesar o livro pela matriz psicolgica, seu contedo  apresentado a
2

A palavra campo aqui  empregada no sentido amplo que contm todos os paradigmas do Espiritismo bem como tudo aquilo que nele se estuda e se aplica.

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partir de uma perspectiva simultaneamente espiritual e psquica, pelo que peo desculpas ao leitor. Portanto a anlise aqui  parcial e o leitor poder perceber 
que certos temas, propositadamente, no so tratados em sua complexidade e abrangncia costumeiras. Nesse caso peo que recorram  literatura clssica que a eles 
se referem. No me considero um escritor; escrevo, mas no o fao por hbito ou por profissionalismo; no tenho essa virtude; na realidade o fao pelo desejo de 
dizer algo; pela vontade consciente de passar algumas idias sobre a Vida;  como querer transmitir uma mensagem de que se acredita ser portador. Por esses motivos 
no possuo a linguagem caracterstica dos escritores, nem as construes estilsticas necessrias. Desculpe-me novamente o leitor se, por vezes, no conseguir fazer-me 
entendido. s vezes tenho dificuldades em escrever o que penso, mas espero ter superado qualquer deficincia de conhecimentos gramaticais e literrios. Busquei escapar 
s tentativas pessoais de construir uma arquitetura da psiqu, por considerar que esse esforo poderia enrijecer o que , por natureza, flexvel e, principalmente, 
virtual. Embora no haja limites para o saber, compreendo que o h para minha capacidade de entender o Universo, a Vida e o Esprito. Quanto mais nos debruarmos 
sobre ns mesmos, mais cedo encontraremos o deus que mora em ns e ao Criador da Vida. Por esse motivo no alcancei a totalidade da compreenso sobre o significado 
essencial do Esprito. Espero que o leitor busque em outros livros o aprofundamento da questo alm de desculpar-me pela ousadia.

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A histria da humanidade tem sido confundida com a das realizaes externas do ser humano. Seus feitos externos so exaltados em todos os nveis e de vrias formas 
distintas. A histria da humanidade  a histria da evoluo do Esprito e esta abrange tambm suas conquistas interiores, seu amadurecimento nas relaes, sua compreenso 
sobre si mesmo, sua capacidade de entenderse, de compreenso da Vida e de explorao do Universo  sua volta. No podemos desprezar essa outra parte nem achar que 
a civilizao cresceu e se desenvolveu por que a tecnologia alcanou horizontes largos em pouco tempo. No podemos esquecer que o ser humano que fabrica o chip  
o mesmo que mata seu semelhante por motivos fteis. No h necessariamente evoluo interna s porque a houve externamente. Certamente que a civilizao est caminhando 
para a busca do esprito, tendo em vista o esgotamento temporrio de sua procura externa. Os insucessos externos juntamente com as conquistas a faro voltar-se para 
si mesmo.  necessrio avanarmos na direo do Esprito e na busca da superao dos prprios limites de percepo. Entender-se Esprito  to ou mais importante 
quanto perceber o esprito. Independentemente das conceituaes expressas ao longo da histria do ser humano e das definies que foram dadas sobre ele mesmo, h 
que se considerar a maravilha que  sua realidade e a beleza de sua existncia. Acima de tudo e de todas as concepes sobre o ser humano, ele  a alma de Deus.

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Consideraes iniciais
Quando me refiro a Esprito no estou me referindo  pessoa desencarnada portadora de uma personalidade e perispiritualmente constituda. Estou analisando o ser 
em si; aquilo que constitui a parte no material e no perispiritual do ser; ao que, na questo 23 de "O Livro dos Espritos", de Allan Kardec, consta como "O princpio 
inteligente do Universo." Tratado por muito tempo como alma e confundido com o princpio que anima a matria orgnica, o Esprito ainda  um grande desconhecido 
em sua essncia. Acostumados a exigir de ns mesmos provas da existncia da pessoa alm da morte do corpo, esquecemos de tentar enxergar o Esprito em si. Como funciona? 
Podemos entend-lo como um todo factvel de ser visto em partes constituintes? Os atributos que enderevamos a ele podem ser dirigidos ao perisprito? Tentaremos 
penetrar nesse mundo aparentemente incognoscvel de interrogaes, porm sabendo que se trata de uma tarefa difcil por se encontrar no domnio da especulao metafsica. 
O Esprito, enquanto ser que sobrevive  morte, dotado de personalidade singular, se encontra atualmente

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assumindo sua cidadania nas cincias acadmicas. Sua existncia, provada e tornada consciente pelos estudiosos da alma humana, agora necessita ser compreendida em 
sua intimidade. A Psicologia do Esprito pretende avanar em busca da essncia divina e de sua constituio. Dotado de capacidades mltiplas, na maioria desconhecidas, 
o Esprito tem sua estrutura subdividida pela cincia e pelo prprio ser humano quando quer entender-se a si mesmo. A grande maioria das capacidades do Esprito 
 transferida para o crebro e demais partes do corpo humano, sem que se tenha o cuidado de comprovar ou de dar-se ao trabalho de testar outras hipteses at mais 
consistentes. Independente da separao que se queira fazer entre as pessoas que se dizem materialistas e as que se declaram espiritualistas, existe algo nelas prprias 
que as motivam a tal ou qual declarao. Esse algo se pode chamar de alma, esprito ou fora (energia). Independente de ser eterna ou no, imortal ou mortal, corporal 
(fsica) ou no, h nela algum princpio que deve merecer nossa ateno.  esse princpio que pode nos levar  essncia da natureza espiritual do ser. Falar sobre 
o Esprito sem exemplificar ou apresentar imagens e idias que se aproximem do que ele , sem utilizar paradigmas materiais  tarefa dificlima. Por isso o leitor 
vai perceber que, embora tente sair dessa possibilidade acabarei por utilizar-me de figuras de linguagem e de exemplos da via material. Tentarei sempre que possvel 
abstrair-me da linguagem enviesada para me fazer entender melhor.  tarefa que tentarei tornar mais fcil. A concepo de uma evoluo do Esprito no contato com 
a matria nos d a entender que  atravs dela que

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entenderemos a Vida. Desprezar sua importncia  acreditar que sua existncia  iluso, to pregada pelas religies, e de nada serve para o ser humano. Mas, Esprito 
e matria so faces de uma mesma folha. A Vida deve ser compreendida com ela, porm nem sempre a partir dela. Torna-se difcil entender a Vida sem a matria, como 
tambm  um equvoco acreditar que a Vida se restringe a ela. Limitados  percepo pela via material, quando dela queremos fugir esbarramos no extremo oposto, desprezando 
a riqueza existente entre as polaridades. A possibilidade de imaginarmos uma realidade que exclua a matria, tal qual concebemos aquilo que nos serve para existir 
no mundo e constitui sua estrutura, se assemelha a conceber o nada. Certamente que o espiritual no pode prescindir do material assim como no  possvel  moeda 
ter uma nica face ou uma sombra existir sem luz.  preciso reconsiderar o "mundo material"  luz da viso do Esprito, da mesma forma como Plato propunha o "retorno 
 caverna" para se rever o mundo humano a partir do que se viu fora dele. A matria se torna vil quando a enxergamos pelos seus paradigmas.  fundamental ao ser 
humano saber o que ele , isto , o que  o Esprito que ele ; como  sua estrutura, seu funcionamento e suas relaes com o meio. No presente trabalho tentarei 
penetrar neste domnio saindo das definies clssicas, religiosas e filosficas, sobre a natureza da alma ou Esprito. No me vejo com conhecimentos teolgicos 
e filosficos para discutir as definies existentes sobre o que  a alma ou o Esprito, por isso tentarei expor o que penso e sinto buscando apoiar-me, sobretudo, 
nas obras de Allan Kardec, bem como na Psicologia Analtica criada por C. G. Jung.

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Tentarei analisar o Esprito sob uma tica no s pessoal como a partir das psicologias que tratam do inconsciente. Por esse motivo poderei equivocar-me em meus 
raciocnios e abstraes. Peo ao leitor que me corrija e retome seu prprio entendimento quando lhe parecer que sa muito de sua compreenso e, sobretudo, do real. 
Devemos ampliar as buscas filosficas dentro do "campo" esprita, estendendo-nos, alm de apresentar respostas s questes magnas da Vida. Podemos,  moda grega: 
a) buscar a unidade essencial da Vida, isto , apresentar de forma mais robusta o Esprito, enquanto criao primeva de Deus; b) definir o esprito e apresent-lo 
antropomrfico e menos sacralizado; c) trazer as propostas de renovao da sociedade e de construo do reino de Deus tambm e principalmente para o mundo material; 
d) desenvolver mais estudos sobre a natureza da razo que transportou o ser espiritual  condio humana; e) apresentar estudos de natureza psicolgica sobre o comportamento 
humano buscando desvincular-se dos sistemas repressivos e alienantes caractersticos do Sculo XX; f) estabelecer estudos sobre o significado da religio esprita, 
"religio natural que parte do corao", como uma proposta de encontro do ser humano com Deus e principalmente consigo mesmo. Certamente que essas propostas no 
podem ser levadas a efeito no espao restrito deste livro, nem tampouco tentarei desenvolv-las. Deixo o registro para que passemos, ns espritas, a nos ocuparmos 
delas. O modo como os gregos concebiam a Alma ou Esprito, influenciou sobremaneira o pensamento do ser humano a respeito de si mesmo, porm nada transformou essa 
percepo mais do que o movimento cristo. De

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alguma forma, aquilo que o Cristo fez com seus atos e palavras, mudou o referencial humano da Terra para alm da matria. Mesmo considerando que o cristianismo no 
alcanou diretamente todo o planeta, devemos admitir que os modos e os costumes ocidentais tm influenciado o oriente. As naes mais ricas e influentes da Terra 
so crists. Os estudos espritas proporcionados por Allan Kardec serviriam tambm  Psicologia visto que estabeleceram uma delimitao do campo espiritual. De um 
lado polarizou a cincia psicolgica,  poca incipiente, na rigidez de seus conceitos mecanicistas, e do outro contribuiu para o estudo mais apurado da psiqu humana. 
O Espiritismo tem um papel relevante na humanidade, visto que  responsvel por apresentar uma Doutrina ou conjunto de princpios que desvenda a verdadeira natureza 
do ser humano. Apresenta-o como Esprito.

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Conceitos
Sem desprezar os conceitos clssicos citarei alguns sobre temas comuns visando proporcionar uma viso psicolgica a respeito de determinados assuntos. Tenho conscincia 
de que os conceitos que trarei so incompletos visto que tratamos de uma expresso particular visando os objetivos deste livro. Espero que o leitor busque em outras 
fontes definies mais completas e abrangentes. Comeo com a questo da separatividade entre a conscincia e o mundo. Quando se fala em ciso ou separatividade entre 
a conscincia e Deus ou entre o eu e o Universo parece uma separao fsica, concreta, proposital como se fosse algo deliberado pelo prprio sujeito. As afirmaes 
de separao se devem  concepo paradigmtica de quem as faz.  apenas um modo de explicar a partir de uma percepo de si mesmo, de seu prprio referencial. O 
sujeito que concebe a separao no consegue deixar de ver o Universo como um objeto separado de si mesmo.  um vcio de percepo. A aparente separao, em realidade, 
 o prprio processo de estruturao do ego que se auto-referencia para conseguir entender o Universo e a si mesmo. O dualismo (dialtica)

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iniciado pelos filsofos gregos usado como forma de conceber, explicar e lidar com o Universo, pode nos induzir a pensar nessa separatividade ilusria. A viso da 
totalidade  um degrau adiante do dualismo, mas ainda deriva dele. H outro(s) modo(s) de se entender o Universo e suas relaes. O que quer que se diga sobre a 
natureza do ser humano, no se pode negar que ele  o autor da concepo que tem sobre si mesmo e sobre Deus. Sujeito e objeto no esto separados nem so uma coisa 
s ou uma mesma realidade. Ambas as consideraes se devem a uma concepo dualista e mecanicista. A unidade do objeto tanto quanto a do Universo so ordens de grandeza 
que se assemelham, visto que partem do princpio da dualidade. Separar sujeito de objeto  como querer distinguir a palavra escrita da pgina que a contm. So distintos, 
porm inseparveis. Querer consider-los uma coisa s  como afirmar que a conscincia e o inconsciente so iguais. So intercambiveis, porm excludentes. Precisamos 
transcender a preocupao bsica, embora pertinente, de discutir matria versus Esprito ou se energia e Esprito so distintas realidades. At mesmo devemos transcender 
em apenas discutir se o Esprito existe. Talvez seja mais importante discutir o que  e como funciona o Esprito. Discutir se matria e Esprito so distintos, face 
 existncia de inconciliveis paradigmas, torna-se um "pseudo-evento".  difcil afirmar, dada nossa percepo dual, onde termina a matria e comea o Esprito. 
A tentativa de defini-los e restringi-los a unidades excludentes obedece aos ditames do dualismo em nossa conscincia. Tambm poderemos estar diante de um "pseudoevento" 
quando queremos provar a existncia dos espritos impondo os mesmos instrumentos com os quais detectamos

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am atria.  claro que  possvel ao esprito impressionar a matria, porm  preciso entender que um esprito para impressionar com sua imagem, por exemplo, o filme 
de uma mquina fotogrfica, ter que necessariamente fotoeletrizar-se, isto , envolver-se com a matria. No podemos acreditar que um rdio poderia captar imagens, 
pois lhe faltam implementos. Da mesma forma no pode o Esprito ser visto. Provar-se-ia este fenmeno, mas no se provaria a existncia do Esprito. A questo no 
 provar a solidez da matria ou a imaterialidade do Esprito. O problema  persistir exclusivamente nessa nica busca. Trata-se de paradigmas distintos e inconciliveis, 
portanto a discusso pode se tornar incua. A viso unitria que engloba sujeito e objeto, mente e corpo, Esprito e matria como uma totalidade ou como uma unidade, 
no pode limitar-se s observaes e aos sentidos do organismo humano e dos paradigmas estruturados a partir deles. Essa limitao pode parecer cooptao do espiritual. 
Se assim ocorre, pode haver danos inimaginveis  nossa percepo de ns mesmos. Isso decorre do atavismo em nos ligarmos aos sentidos fsicos e deles extrairmos 
nossas concluses sobre o Universo e sobre ns mesmos. Nossa psiqu se estrutura a partir de paradigmas sensoriais. Devemos comear a pensar e construir idias considerando 
que somos Espritos e que usamos a matria para evoluir. Dessa forma certamente estaremos iniciando outra forma de estruturar a psiqu. A questo no  simplesmente 
o que conhecer ou o modo de conhecer. No se trata de conhecer diretamente o objeto ou sua representao simblica.  preciso que discutamos o que  conhecer e para 
que conhecer algo.

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Talvez no seja possvel o conhecimento direto do objeto ou, mesmo que o seja, para que o faramos? Ser que devemos apreender a realidade atravs dos smbolos e 
sinais ou diretamente sentindo os objetos como eles so? Novamente voltamos ao dualismo. Talvez devamos ampliar o conceito de objeto ou o conhecimento que temos 
dele para apreenso de leis. Precisamos conhecer leis. Por detrs do "objeto" h a relao com ele e  isso que se constitui o novo objeto. A preocupao em "conhecer 
a realidade" nos afasta do verdadeiro objetivo do viver que  apreender as leis de Deus. Isso se d na relao com o objeto, independente do modo de conhec-lo ou 
se o alcanamos diretamente ou no. A Vida nos oferece a oportunidade de conhec-la e senti-la; desprezar a importncia dos sentimentos realando a supremacia da 
razo  viv-la pela metade. Em contato com a matria o Esprito consegue penetrar nas leis de Deus.  preciso entender que devemos ter cuidado quando concebemos 
a matria, o corpo ou a realidade externa como mera iluso (maya). Isso se assemelha ao discurso maniquesta da oposio do mal ao bem.  necessrio conhec-la, 
vivenci-la e aprender com ela. Por mais que as definies tentem aprisionar o Esprito, ele "sopra onde quer" no dizer do Mestre Jesus. Ele no se permite limitar-se 
aos conceitos embrionrios das cincias nem s amarras do preconceito materialista. Buscar uma Realidade Absoluta que no seja Deus  to absurdo quanto negar sua 
existncia. O incognoscvel no se revela sem a mudana na estrutura da psiqu e isso s ocorrer quando o Esprito alcanar novas leis.  preciso

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que ele ascenda na evoluo para compreender o que ainda lhe  incompreensvel. Concebido por Deus o Esprito contm um arranjo virtual que promove automaticamente 
reconfiguraes estruturais  medida que ele evolui. Essas reconfiguraes o capacitam a novas possibilidades de apreenso das leis de Deus. Ele se assemelha a um 
diamante com seu especial arranjo atmico que lhe d a caracterstica peculiar e com uma consistncia prpria. A seguir colocarei alguns conceitos sobre determinados 
temas que podem diferir das definies correntes. Novamente afirmo que tais definies so incompletas ou podem estar em desacordo com o senso comum. Mesmo que estejam 
"erradas" espero que o leitor compreenda que so pessoais e visam subsidi-lo na compreenso deste modesto trabalho. Peo que tenha pacincia para com meu raciocnio 
e o acompanhe at o trmino do livro. Outros conceitos a respeito de temas aqui analisados superficialmente, ligados a Psicologia Analtica podem ser encontrados 
em meu livro "Sonhos: Mensagens da Alma". Tempo. Muito embora para a psiqu o conceito de tempo saia da esfera real e interpenetre-se com o de espao,  preciso 
entendamos que ele na verdade contm uma idia associada ao movimento e  sucesso de eventos.  inegvel que a percepo da existncia do tempo advm do processo 
de transformao que se verifica com a matria, que no  fruto apenas da viso do ser humano. A identidade do Esprito com o corpo  que permite estabelecer a idia 
do tempo. A palavra tempo resume a idia da dinmica externa da Vida. Embora haja tempo para as transformaes da

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matria, no Esprito ele se torna extremamente diferente e no pode ser contado da mesma forma que o fazemos, isto , tomando o Sol como referncia. H um tempo 
na psiqu assim como existe um tempo relativo na Fsica. Esse tempo serve como referencial para uma busca ou para a sensao de crescimento pessoal. No existem 
segundos, nem horas, nem dias, tampouco anos ou sculos. Na psiqu h s processamento de informaes e sentimentos para a aquisio ou no das leis de Deus pelo 
E sprito. O Esprito vive um eterno presente. O ego no s se situa no tempo como sua existncia est intrinsecamente a ele ligado. O Esprito evolui, porm o tempo 
de evoluo  o de seu ego. Tudo que ocorre no psiquismo se d ao mesmo instante em face das conexes com os resduos de eventos passados, como se o tempo fosse 
nico e real. Espao. O espao  outro conceito relativo e do domnio do ego. A rigor ele no existe, pois seria admitir a existncia de um ente alm das coisas 
e da matria. Quando se diz que o espao  curvo ou que ele tem existncia real est se falando de uma modalidade de energia desconhecida, invisvel, que se confunde 
com o que se chama de espao. O Esprito no ocupa espao, ao contrrio do ego que necessita se sentir num espao. Em verdade a matria se aglutina em torno da energia 
que provoca a curvatura. O Esprito atrai a matria. O cyberespao, ou espao virtual  um conceito cuja utilizao nos mais diversos campos tecnolgicos ir aos 
poucos inserindo o ser humano nos domnios do Esprito. Energia.  uma palavra que, pelo uso em diversos campos contm uma srie de idias e de possibilidades. Na

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Fsica a palavra quer dizer matria e vice-versa. Representa uma certa fora que movimenta a matria, isto , os corpos em geral. Atravs dela  possvel retirar 
a inrcia natural dos corpos.  comum se aplicar, inadequadamente, a palavra energia quando se pretende falar de algo que transcende a matria por falta de um termo 
mais apropriado. Ela  uma das modalidades em que se transforma o fluido divino, substncia suscetvel ao psquico, a que Allan Kardec chamou de Fluido Csmico ou 
Fluido Universal. Aquilo que designamos como matria, ou energia condensada,  simplesmente o "campo" do Esprito.  nela que ele se percebe. A experincia do duplo 
corte descrita por Thomas Young (1803) parece querer nos mostrar a existncia de algo alm da matria (ligado ou no a ela) que lhe modifica inteligentemente o movimento. 
Este algo cuja natureza  desconhecida (no  uma energia), se apresenta como suscetvel s modificaes da gestalt (forma ou estrutura). Como se a forma ou configurao 
do anteparo (simples corte ou duplo corte) fosse determinante para a natureza do sujeito e sua manifestao. A percepo de que a energia se comporta s vezes como 
onda e s vezes como partcula se deve  natureza de quem percebe e no  natureza do que  percebido. O objeto percebido se altera ao entrar em contato com o observador, 
melhor dizendo, o observador altera sua percepo no contato com o objeto. Conscincia. A conscincia  outro conceito a priori, pois  apenas campo de um modelo 
de percepo da psiqu. Esse modelo foi institudo a partir da impossibilidade de se acessar contedos de experincias de vidas passadas.  o campo restrito da memria 
integral a que o ego tem acesso. A matria impossibilita ao ego o acesso pleno s memrias

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do Esprito. A psiqu ou mente  um instrumento importante para o Esprito. A conscincia  como um filtro que retm a parte que no interessa ao Esprito e que 
vai estruturar uma parte da personalidade acessvel ao ego. A outra fica retida no inconsciente. Movimento. O movimento  o deslocamento de objetos no que se chama 
de espao.  a troca de lugar. Porm podemos entender o movimento como o impulso que a matria recebe ao ser ativada pelo influxo da energia oriunda do Criador da 
Vida. S o Esprito se movimento sem deslocar os objetos, isto , sem trocar de lugar com eles. Psiqu. O mesmo que mente.  um fenmeno de exteriorizao ou manifestao 
do Esprito, sendo-lhe rgo funcional que se localiza no perisprito. Atravs dela ele consegue manipular a matria. Por se localizar no perisprito ela  virtual 
para o corpo fsico, justapondo-se a ele. Pela sua condio intermediria entre o perisprito e o corpo consegue mobilizar a matria orgnica atravs do crtex cerebral. 
Podemos entender a psiqu, ou mente, como um instrumento do Esprito. No  produto do crebro, porm age diretamente sobre ele. Vida. Vida (com V maisculo) compreende 
todos os processos que se referem ao esprito enquanto personalidade no corpo ou fora dele. A Vida compreende todos os processos em que o ser humano se envolve consciente 
ou inconscientemente. Abrange as vidas sucessivas do esprito tanto quanto suas prximas encarnaes. Refere-se tambm  providncia divina bem como s leis universais 
que

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interagem com o esprito. Embora haja muitas vidas, s h uma Vida para o Esprito. Fluido Vital. Princpio da vida orgnica. Alterao do fluido csmico que permite 
plasticidade  matria tornandoa suscetvel  influncia direta do esprito. Por causa de suas propriedades favorece o desenvolvimento do Esprito e atravs de sua 
manipulao a apreenso das leis de Deus.  responsvel por fenmenos medinicos e sua presena  imprescindvel para a ocorrncia da maioria deles. Ser Humano. 
Uso o termo ser humano ao invs de homem, tendo em vista que essa ltima denominao usada para a espcie confunde-se com o gnero, bem como por conter um vis masculino 
caracterstico. O termo ser humano se aplica a e ncarnados e a desencarnados, pois que a perda do corpo fsico no lhe altera a condio humana. Pensamento. Produto 
da necessidade de comunicao que procede do Esprito. Sua elaborao ocorre pela conexo entre emoes que recebem o influxo do Esprito.  matria que nasce no 
perisprito. Ele  traduzido atravs de palavras, sinais, mmica, alteraes orgnicas, bem como por todo o tipo de ao humana. Diferente do instinto que procede 
do corpo, o pensamento origina-se da mente que o emite com ou sem a conscincia do ego. As idias so reunies de pensamentos que se agrupam por similaridade. Mundo 
Espiritual. que, vez por outra,  desdobramento. Possui estratificada que a dos Lugar onde habitam os espritos e freqentado por encarnados em uma sociedade to 
ou mais encarnados, sendo to desigual

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quanto a da Terra.  a primeira estao de passagem aos recm desencarnados. Religio.  o "campo" do saber que se ocupa da transcendncia do ser humano e da busca 
de suas razes espirituais. Atravs dela ele realiza sua essncia. A incurso da religio na vida do ser humano  fruto de sua ascendncia espiritual. A procura 
pelo espiritual, pelo transcendente e pela prpria divindade , e ser sempre, crescente. Por esse motivo, as religies tm interferido na viso de mundo do ser 
humano e na percepo de si mesmo. As conceituaes ditadas pelas religies so fruto de cada poca e de acordo com a evoluo espiritual alcanada. Nenhum conceito 
 definitivo. A verdadeira religio  aquela que leva o indivduo ao encontro consigo mesmo e com Deus. Reforma ntima. Pressupe um processo de transformao efetiva 
que inclui a aquisio do conhecimento gradativo das leis de Deus. No se trata de simples modificao no comportamento, mas mudana emocional e racional. A reforma 
ntima  um trabalho de conhecimento de si mesmo que permite a ocorrncia cotidiana de transformaes na forma de construir as prprias idias e de vivenciar as 
emoes.

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O que  o Esprito
A maioria de ns j deve ter-se feito a clssica pergunta  "Quem sou?"  e, provavelmente, obteve as mais diversas respostas sem, no entanto, provavelmente, satisfazer-se 
com qualquer delas. Resolvi fazer-me a pergunta mudando o pronome quem pelo que,  semelhana do questionamento de Allan Kardec em "O Livro dos Espritos", na questo 
n 1, a respeito de Deus. No afirmo que obtive respostas mais satisfatrias, porm a mudana do pronome me tornou mais consciente de mim mesmo e da natureza humana, 
alm de mudar o foco da percepo. O que me leva alm dos limites da natureza humana, fazendome penetrar no mundo transcendente da espiritualidade. Percebi que quanto 
mais me aproximava da idia de mim mesmo, distanciando-me de conceitos preestabelecidos, mais entendia Deus e Sua criao. Mesmo consciente de que as limitaes 
impostas pela minha concepo de mundo, pelo meu nvel de evoluo e pela prpria natureza da psiqu no me levariam muito longe, arrisquei-me  aventura do livre 
pensar e cheguei ao territrio fantstico da proximidade com Deus. Cada vez

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mais O entendia e encantava-me com Sua obra, num misto de respeito e xtase transcendente de difcil verbalizao. No me via simplesmente encontrando palavras para 
explicar o que encontrava, mas me percebia aprendendo e incorporando cada idia que intua sobre minha prpria essncia. No creio que se chegue  prpria essncia 
sem destituirmo-nos da presuno de que as palavras ou o domnio da linguagem so suficientes para tanto.  preciso transcender a matria, despir-se de preconceitos 
e enveredar livremente nos campos da inspirao e da intuio. Na questo 23 de O Livro dos Espritos, Allan Kardec levanta o problema da natureza do Esprito com 
a seguinte interrogao: Qual a natureza ntima do Esprito? Cuja resposta muita clara no deixa dvidas quanto  nossa dificuldade em entender e perceber o Esprito 
enquanto essncia criada por Deus. "No  fcil analisar o Esprito com a vossa linguagem. Para vs, ele nada , por no ser palpvel. Para ns, entretanto,  alguma 
coisa. Ficai sabendo: coisa nenhuma  o nada e o nada no existe."  exatamente meu propsito penetrar nessa alguma coisa que  o Esprito. O Esprito  uma mandala3 
de Deus. Uma espcie de configurao tima que consegue ser um portal para o encontro com Ele. Como explicar com palavras e dentro dos limites de minha capacidade 
intelectual a essncia do que  o Esprito? Certamente que  uma tarefa dificlima e que exigiria capacidades alm das que disponho. Tentarei e espero a compreenso 
do leitor dada a dificuldade imposta pela temtica e pelas deficincias da linguagem.

3

A mandala  um instrumento cuja contemplao suscita uma positiva alienao sensorial que favorece a expresso do inconsciente.

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Em princpio o Esprito  algum elemento, algo concreto e real, entendido como elemento de natureza distinta da matria, embora no se lhe oponha. Criou-se a iluso 
de que Esprito e matria se opem. So independentes.  preciso tambm entender que o termo matria, largamente usado na literatura esprita, tem sentidos diversos. 
Na maioria dos casos quer se referir ao mundo carnal e suas imperfeies. A palavra "Esprito" expressa um conceito que, por sua vez oculta uma idia essencial. 
Como tudo que existe,  impossvel penetrar na essncia dele, algo s concebvel a Deus. H o Esprito em si, porm precisamos entender que sua realizao s  possvel 
existindo algum objeto ou um outro Esprito. Ele em si torna-se possvel com Deus. O Esprito  ou forma uma gestalt 4 com Deus. Sua essncia gerada pelo Criador 
permite que lhe cheguem, durante o processo evolutivo, as Leis de Deus. A evoluo do Esprito  o processo de aquisio dessas leis.  a sedimentao das leis extradas 
a partir das experincias do contato com a matria e das vivncias reencarnatrias. Estar consciente de algo nem sempre  ter conscincia de si mesmo. O Esprito 
est sempre consciente, porm nos primrdios de sua evoluo no tem conscincia de si nem de Deus. Seu caminho  o da busca pela conscincia de si e aquisio das 
leis de Deus a partir desse estado. Podemos pensar no Esprito como um campo virtual, como foi dito antes, que promove as necessrias reconfiguraes na psiqu como 
tambm em sua percepo de mundo. Em si, o Esprito contm uma realidade virtual e no corprea. O Esprito no se forma da configurao ou
4

A teoria da Gestalt prope que o todo  diferente da soma das partes e sua percepo no  cumulativa em relao  de cada parte que o compe.

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disposio espacial da matria, mas ele mesmo  uma estruturao flexvel de Deus, que o concebeu como Sua expresso. Em outras palavras o Esprito no se depreende 
da matria nem ela dele. No  produto da evoluo material, mas evolui com a matria. Prescinde dela para existir, porm no a dispensa para evoluir. Para entender 
a estrutura ntima do Esprito  preciso: 1. Abstrair-se de uma viso espacial e material; 2. Evitar correlaes com energia, fora, potncia, chama, e a termos 
que se referem a movimento; 3. Aplicar a ele o domnio de capacidades de transformar o meio, de construir sistemas provisrios de compreenso de si mesmo e do ambiente 
a sua volta, de mobilizar a matria, de mover e ser movido, etc. 4. Sair da via sensria e penetrar na prpria essncia de si mesmo, evocando sua estrutura ntima 
criada por Deus, sintonizando com suas potencialidades. Devemos entender que o Esprito no  bom nem mau, visto que esses adjetivos se devem aos sistemas culturais 
existentes na humanidade, criados pelo prprio esprito na sua necessidade em evoluir. O Esprito em si foi criado simples e ignorante dotado da capacidade de apreender 
as leis de Deus. Essa simplicidade o coloca na condio de acoplar-se  estrutura material mais simples. A ignorncia  sua condio de desconhecimento total das 
leis de Deus. O ser humano, portanto esprito, nessa condio j no  mais simples nem ignorante. Por mais que expressemos conceitos sobre o que  o Esprito para 
que nossas idias sejam alcanadas h uma pelo menos que deve ser de antemo compreendida: voc que me l  um Esprito. Crendo ou no, essa  sua condio essencial.

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Perisprito
Algumas capacidades que atribumos ao Esprito se encontram em verdade nas propriedades do perisprito. Embora o vejamos como um corpo energtico, material portanto, 
ele possui caractersticas psicolgicas complexas. Ele  sede no s das funes que o capacitam a comandar o corpo como tambm outras que o conectam ao Esprito. 
Ele varia em sua essncia da matria ao Esprito. Empdocles dizia que o semelhante se conhece atravs do semelhante. O conhecimento se realiza por meio do encontro 
entre o elemento que existe no ser humano e o mesmo elemento que existe no seu exterior. O perisprito possui essa flexibilidade e pode ser visto como algo suficientemente 
material para conectar-se ao mundo tanto quanto algo espiritual para ligar-se  transcendncia divina. O perisprito com suas funes  a alma do corpo fsico. Ele 
lhe d substancia, muito embora no seja responsvel direto pelo seu funcionamento. Ele  uma estrutura acessria do corpo fsico, tanto do ponto de vista energtico 
como psicolgico. Nossa abordagem ser voltada para o aspecto psicolgico dessa estrutura que parece responder por todas

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as funes do Esprito e  seu meio de ligao com o Universo enquanto no se depurar o suficiente para tornarse Esprito Puro. H um limite de saber para o ser 
humano. Sua estrutura psquica lhe impe condicionantes.  necessrio que se proceda a reestruturao de seus modos de concepo e apreenso da realidade para que 
ele alcance novo nvel de conhecimento, quer na Terra ou fora dela. No basta saber ou aprender intelectualmente. As experincias devem ser vividas e internalizadas 
a cada momento. O perisprito exerce influncia decisiva nesse processo.  ele o psiquismo do Esprito. Dividiremos as funes perispirituais em dois tipos de acordo 
com sua direo, seguindo o exemplo de C. G. Jung, que estabeleceu forma semelhante para a psiqu. Considerarei uma direo a que o liga ao Esprito e outra a que 
o liga  Vida em geral. As funes so formas de captao (modos de apreenso da realidade) e podem ser divididas, muito embora estejam conectadas entre si, em seis: 
 de captao da realidade  de decodificao e filtragem  de armazenagem  de comunicao  de conexo emocional  de condensao Funo perispiritual de captao 
da realidade. A essncia do Esprito  constituda de capacidades de realizao. Imagens, sons, sinais, etc., no fazem parte do

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Esprito, visto que, quando necessita, utiliza-se das propriedades do perisprito. Nele o Esprito encontra o que precisa. Essas capacidades de realizao constituem-se 
no saber do Esprito. Ele  o que Deus criou, mais as capacidades adquiridas na evoluo. Essas capacidades surgem do conhecimento das leis de Deus. Aos poucos o 
Esprito vai incorporando em si as leis de Deus, na medida que atravessa experincias, reencarnado ou no. Para adquirir essas capacidades o Esprito utiliza-se 
do perisprito como uma espcie de cmera que filma tudo aquilo que possui luz e impressiona sua pelcula.  uma espcie de estao de transio entre a realidade 
vista e aquilo que deve ser incorporado ao saber do Esprito. A realidade externa  captada pelo corpo fsico e pelo perisprito, visto que este possui capacidades 
de comunicao com o mundo alm da matria bruta, pelo pensamento. Aquilo que  captado pelo corpo atravs dos sentidos fsicos  transformado no crebro em impulsos 
nervosos e levado ao perisprito que os absorve num sistema de cdigos prprio. Essa transposio do crebro para o perisprito se d graas  ao da mente ou psiqu 
que possui propriedades para fazer essa converso. A ligao que permite a captao do que  oriundo do corpo fsico para o perisprito decorre das propriedades 
do fluido vital. Este fluido possui a propriedade de interagir com a matria, organizando-a e lhe dando, alm do movimento, um sistema de trocas autnomas com o 
meio. As formas de captao da realidade no perisprito se alteram de acordo com o estado emocional do indivduo. O arranjo perispiritual interfere no contedo do 
que  captado no meio.

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Por estar conectado ao Universo, o perisprito emite e absorve, atravs do meio fludico, as emisses psquicas de sua faixa de vibrao. Por estar conectado ao 
corpo fsico tambm absorve os estmulos dele oriundos, porm em formatao diferente daquela captada pelos sentidos corporais. Os rgos do corpo so antenas que 
transmitem vibraes ao corpo perispiritual, que por sua vez possui receptores aptos (chakras). As alteraes morfolgicas ocorridas no perisprito por fora das 
ideaes psquicas, principalmente decorrentes do monoidesmo provocando o surgimento dos chamados ovides, no interferem nos fenmenos da captao bem como em 
outros, visto que se trata de um automatismo adquirido no decorrer da evoluo do Esprito. As alteraes fsicas no perisprito nem sempre interferem em suas propriedades 
dada a sua natureza semimaterial. Devemos pensar no perisprito como uma estrutura que se alterna entre a materialidade e a virtualidade. A morte do corpo, que retm 
o fluido vital e devolve ao Esprito seu habitat perispiritual, impede-o de manipular inteligentemente a matria orgnica. O fluido vital  o elemento que o capacita 
no s a manipul-la como a se adequar, limitando-se a um corpo de natureza orgnica. Para captar a realidade oriunda dos fenmenos materiais, os rgos dos sentidos 
so os portais do perisprito. J na captao dos fenmenos de ordem transcendente, cujos sentidos fsicos no participam, o perisprito utiliza os portais sensoriais 
que possui espalhados em toda a sua estrutura. Por fora das experincias havidas durante suas vidas sucessivas, o perisprito funcionar como um filtro com

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caractersticas prprias, alterando a realidade de acordo com sua densidade. Caso as experincias tenham sido maciamente carregadas de emoes fortes ou que o indivduo 
tenha valorizado os aspectos afetivos em suas vidas pregressas, o que ser captado da realidade ter automaticamente esse vis. No h neutralidade na captao automtica 
da realidade. O Esprito  que dar o sentido que lhe aprouver quilo que foi captado. A funo de captao do perisprito liga o Esprito ao mundo externo e vice-versa. 
Funo perispiritual de decodificao e filtragem. As funes de decodificao e filtragem se referem  transformao que ser feita naquilo que  captado. O que 
 assimilado perispiritualmente sofre alteraes, dada a natureza do perisprito e de acordo com o mecanismo de armazenagem da informao captada. Imagens, sons, 
cheiros, afetos, sensaes tcteis, contedos subliminares, inspiraes, ondas mentais externas, bem como tudo o mais que possa ser assimilado pelo Esprito passa 
por uma filtragem e decodificao adequadas. A codificao  necessria tendo em vista a natureza do Esprito, bem como de seu veculo imediato. Primeiro ocorre 
a decodificao, visto que no so guardadas imagens ou sons, bem como outros estmulos, mas cdigos afetivos que iro se conectar a estruturas j existentes no 
corpo perispiritual. A funo de decodificao assim  chamada tendo em vista que aquilo que  captado j  um cdigo em si, em face da impossibilidade de assimilar 
o objeto real. Para entendermos esse sistema de cdigos, poderamos recorrer, por analogia, ao sistema binrio utilizado na cincia dos computadores, ou mesmo ao

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hexadecimal, porm a matria  outra. Talvez a codificao seja matricial, onde os elementos constituintes sejam qualidade de afetos. Tais componentes so classificados 
por serem ou no parmetros das leis de Deus. Eles no se localizam em reas especficas do corpo espiritual, mas se distribuem pelo espao psquico que o gera. 
Podemos pensar que o imantado e o no imantado do sistema binrio correspondem ao adequado e ao no adequado como parmetro de uma lei. A decodificao compreende 
a recodificao quando  necessrio ao Esprito reportar-se  experincia e devolv la externamente. A experincia real no chega ao Esprito, mas apenas aquilo 
que ela representa como aquisio para o conhecimento da lei de Deus. Funo perispiritual de armazenagem (memria). A memria compreende as capacidades: de fixar 
ou reter informao das mais diversas naturezas, de poder ser evocada reproduzindo o contedo apreendido, de localizar a informao instantaneamente, bem como de 
permitir que os dados sejam flexveis a conexes emocionais. O sistema de armazenagem ou a memria, embora tratado num captulo  parte, pode ser e ntendido como 
um sistema de recorrncia do Esprito quando necessita contatar a realidade. A memria  a garantia contra a perda pelo esquecimento. Podemos entender a memria 
no necessariamente como um reservatrio ou um local onde se encontram armazenados os resduos das experincias, mas como um campo onde se encontram conexes num 
sistema de rede vinculando emoes e informaes que se assemelham. Os registros no so guardados na memria

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por semelhana numrica, verbal ou por datas. Eles so gravados pela conexo afetiva que os une de forma aleatria, isto , no linear, porm so acessados por similitude. 
Ela  seletiva, classificando as experincias vividas pelo tnus emocional a elas aplicado. Em relao  memorizao das experincias a que o Esprito se submete 
utilizando-se do corpo fsico, devemos considerar que a transcrio para o perisprito  simultnea, assim como o acesso aos seus arquivos milenares. A memria ao 
que tudo indica retm seus contedos por semelhana emocional. Ela no parece um simples banco de dados, mas uma grande rede de conexes afetivas. A memria est 
diretamente relacionada com a inteligncia. Ter uma "boa memria" no significa ter uma grande memria, tanto quanto no significa ser mais inteligente. Memria 
e inteligncia no so sinnimos, porm guardam estrita relao entre si. Ter boa memria no significa saber, mas poder fazer conexes apropriadas s necessidades 
do Esprito. Como disse, a memria  seletiva e a ela recorremos por causa do tnus emocional que adicionamos aos eventos nos quais dirigimos nosso foco de interesse. 
Nos lembramos dos eventos aos quais adicionamos emoo e que se encontram em nosso campo geral de interesses. Memria se distingue de imaginao, visto que enquanto 
aquela depende da experincia esta ltima se apia na recriao e muitas vezes recorre  primeira. A intuio nos faz buscar contedos internos para nossa prpria 
anlise. Tais contedos podem estar na memria ou nos resduos decorrentes dos contedos ali existentes. A inspirao nos faz, pelo mesmo motivo, buscar contedos 
externos. A memria  acessada pela intuio.

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Ela pode ser dividida, para melhor compreenso, em trs partes, segundo sua localizao e pertinncia. H trs memrias: uma fsica, estruturada no crtex cerebral 
que, pela sua constituio neural consegue bioquimicamente gravar informaes; uma perispiritual que armazena informaes de todas as experincias do Esprito; e 
por fim, uma memria espiritual que se encontra no Esprito, onde ele registra as leis de Deus. Memria Cortical A memria cortical  seqencial, linear e exclusivamente 
mecnica. Tem a limitao determinada pela capacidade neuronal. Altera-se com o funcionamento adequado do sistema nervoso e de todos os seus elementos constituintes. 
 passvel de falhas tambm por conta do mal funcionamento do sistema nervoso. Pode ser estimulada quimicamente bem como alterada por influncia de agentes orgnicos. 
Sua limitao  ditada pelo ego e pela vontade do Esprito. Seu funcionamento  automtico e a armazenagem  baseada na conexo dos estmulos externos com os componentes 
celulares do crtex. O crtex  uma espcie de disco em branco para armazenagem de dados de acordo com a seqncia em que ocorrem. So fixados por rea cerebral 
e obedecem a um sistema de ocupao da regio cortical por ligao com os nervos sensitivos. O resultante das experincias mais recentes ocupa as camadas mais superficiais 
sobrepondo-se aos mais antigos que se situam nas mais profundas.  medida que os eventos ocorrem so registrados na superfcie do crtex. As estruturas anexas ao 
crebro so responsveis pela memria dos automatismos ancestrais do ser humano. Podemos dizer que nelas existem sub-

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memrias: motora, olfativa, visual, ttil, auditiva, gustativa, temporal, espacial, etc. As portas de entrada para a memria cortical so os sentidos fsicos, embora, 
muito especialmente, por conta da ao perispiritual, ela possa receber influncia atravs dos sonhos. A intensidade emocional atribuda ao estmulo externo parece 
fixar o contedo apreendido. No ser nenhuma surpresa se futuramente a cincia desenvolver sistemas bio-mecnicos de armazenagem de resultantes das experincias, 
isto , de contedos informacionais. Os chamados "biochips" esto sendo desenvolvidos e tero importante papel na armazenagem de informaes disponveis ao ego. 
Memria perispiritual H uma estrutura perispiritual que nos permite reduzir a um instante todo o contedo acessado da memria. O perisprito, dada sua natureza 
sutil, se presta  armazenagem das experincias complexas da existncia do princpio espiritual bem como da vida humana. A guarda de informaes no se restringe 
a uma rea do perisprito, mas a toda a sua estrutura, visto que sua composio permite que os dados que sejam oriundos da experincia do Esprito se agreguem a 
ele automaticamente. Todas as experincias do Esprito, desde as mais simples e captadas subliminarmente, at as mais complexas emoes so gravadas no perisprito. 
A gravao  codificada e no obedece  lgica linear utilizada na armazenagem da memria cortical. O perisprito grava as informaes que lhe chegam em redes conectadas 
por similaridade emocional sem classificlas por data. A classificao  pelo tnus emocional

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atribudo a elas. Isso facilitar a lembrana quando for necessrio reviv-la para o aprimoramento do Esprito. A memria perispiritual no s registra os eventos 
captados pelos sentidos como tambm aqueles que escapam aos limites do corpo fsico. No perisprito esto gravados codificadamente: emoes, juzos de valor sobre 
eventos, impresses subliminares, eventos medinicos, traumas, complexos, etc. As imagens tridimensionais, as impresses tteis, os olfatos, as vibraes sonoras, 
bem como as impresses do paladar, so guardadas com componentes subjetivos das motivaes que provocaram o Esprito. Memria espiritual O sistema de armazenagem 
nessa memria  extremamente complexo visto que no so guardadas informaes no sentido vulgar que atribumos ao termo. Ali so gravadas as leis de Deus.  ali 
que a evoluo do Esprito se processa. No h base material para justificar um sistema de fixao, nem tampouco de armazenagem de dados. Opera-se nessa memria 
um re-arranjo em sua ntima estrutura o que significa um maior conhecimento da lei de Deus. Das experincias gravadas no perisprito, oriundas ou no do corpo fsico, 
nem todas necessitam permanecer nessa memria, mas apenas aquilo que dela se extrai e que modifica o Esprito em sua evoluo. As experincias traumticas, dolorosas, 
sofridas ou mesmo ditosas permanecem guardadas perispiritualmente. Chega ao Esprito somente o que significa aquisio da lei de Deus. O Esprito dispe dessas experincias 
na medida que interage com o mundo. Elas esto em ncleos perispirituais

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que se conectam, mas que vo se dissolvendo conforme o Esprito evolui. Um Esprito Puro no necessita lembrar-se de seu passado quando vivenciou tais experincias, 
visto que, no estgio em que se encontra, to somente lhe  importante e necessrio saber aplicar as leis de Deus. O domnio da lembrana das experincias pregressas 
torna-se desnecessrio ao Esprito Puro porquanto ele j percebe o significado de t-las vivido. Funo perispiritual de comunicao. Saindo da memria analisarei 
a funo perispiritual de comunicao com o mundo e com o Esprito.  necessrio entender que comunicao  um termo de significado amplo que engloba a forma verbal 
como todas as formas no verbais de ligao entres os seres da Natureza. O Esprito se comunica com o mundo externo diretamente face  condio de ser um canal de 
Deus. Sua fala, seu olhar, sua expresso geral  indiretamente expressa pelo perisprito e pelo corpo fsico. No perisprito  que encontramos a complexidade das 
formas de comunicao. Ao analisarmos o complexo sistema de conexo entre partculas atmicas explicitado na Experincia conhecida pelo nome de EPR (Einstein-Podolsky-Rosen), 
que sugere a existncia de velocidades supraluminais (mais rpidas que a da luz), podemos entender que a comunicao do Esprito, via perisprito, com o Universo 
 instantnea. Esse sistema de conexo transcende as idias usuais de causalidade. O perisprito  uma espcie de usina atmica com todos os controles de qualidade 
e segurana necessrios ao

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fornecimento de energia para a execuo e o atendimento s necessidades do Esprito. Suas "antenas" de comunicao distribudas por todo o corpo espiritual captam 
e emitem sinais constantemente, proporcionando ao Esprito a condio de ligao permanente com o meio que o cerca. A comunicao do Esprito com o perisprito se 
d  semelhana de um campo imantado que interfere no espao  sua volta. O Esprito forma um campo especfico no qual o perisprito se insere. A comunicao flui 
naturalmente e o Esprito capta do perisprito apenas os paradigmas que compem as leis de Deus. Tais paradigmas so componentes das leis. Para exemplificar cito 
uma experincia da vida de qualquer pessoa. Algum pode, numa encarnao viver a sublime emoo de parir um filho. Diante de tal fato essa me poder se sentir feliz, 
recompensada pela espera de nove meses, alegre por corresponder ao desejo de ser me, ao anseio social de dar continuidade  famlia alm de atender  expectativa 
de seu companheiro. Acompanhar e nutrir seu filho lhe trar momentos de extrema satisfao, sentindo-se comprometida com o desenvolvimento daquele ser frgil e que 
necessita de cuidados. Essa simples, mas rica experincia promove no Esprito e no perisprito as seguintes alteraes: 1. Em seu crebro do corpo fsico ficaro 
gravados quimicamente os estmulos envolvidos bem como se reforaro outros j experimentados; 2. No perisprito a experincia, aps codificada,  integralmente 
armazenada, com todos os detalhes emocionais caractersticos, conforme explicado anteriormente em outro captulo;

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3. O Esprito ir se apropriar dos paradigmas que dizem respeito ao valor da vida; desenvolver a capacidade de gerar, nutrir e cuidar da vida; aprender a alimentar 
o amor pelo semelhante; compreender o valor da relao humana; alicerar a necessria distino entre seu prprio eu e o do outro; 4. Cada momento vivido ser 
importante para reforo da compreenso da lei geral de valorizao da Vida. A cada novo aprendizado do Esprito ocorre uma reorganizao com ampliao de complexidade 
da psiqu na estrutura perispiritual, capacitando-a a apreenso de novos paradigmas e novas leis. Os automatismos corporais e perispirituais se ampliam a cada experincia. 
A comunicao medinica  uma das modalidades de interligao entre os espritos. Os perispritos envolvidos se ligam face  justaposio de freqncias que se estabelece. 
Essa ligao, de natureza fsica, ocorre independente da vontade dos envolvidos. Embora a idia a ser transmitida parta do comunicante, a vontade do mdium exerce 
capital influncia sobre a qualidade do contedo da mensagem. Embora o crebro fsico participe do processo, nem sempre ser imprescindvel a que o mesmo ocorra. 
Funo perispiritual de conexo emocional. A funo de conexo emocional permite que no perisprito se liguem emoes semelhantes. As experincias vividas que se 
assemelham so conectadas entre si independente da poca em que ocorreram. Emoes tpicas

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de situaes semelhantes sero automaticamente vinculadas. Por exemplo: uma situao, numa encarnao, tpica de inveja, ser conectada  de outra encarnao cuja 
experincia tambm tenha provocado o mesmo sentimento. Quando a emoo j no puder mais ser suportada pela psiqu, gerando uma tenso psquica excessiva, ocorrer 
o processo educativo criando situaes externas que possam levar o Esprito ao aprendizado necessrio. Um evento externo estar sempre conectado a uma necessidade 
interna de realizao e aprendizado.  por isso que atramos situaes, aversivas ou no, independentemente do desejo de outra pessoa. Ningum pode se arvorar a 
responsvel pela justia divina. Deus  pai e condutor do ser humano. No processo evolutivo, aprender a conhecer e utilizar as emoes  condio essencial ao prprio 
crescimento espiritual. Funo perispiritual de condensao. A funo de condensao permite que o Esprito possa se apropriar do estritamente necessrio ao seu 
progresso espiritual. O perisprito ir condensar todas as experincias que se assemelham e se referem ao aprendizado de determinada lei de Deus para que o Esprito 
possa incorpor-la a si. Nesse sentido o perisprito funcionar como um rgo de filtragem e decodificao das experincias. Chegar ao Esprito de forma que possibilite 
sua transformao imediata. Vale a pena reproduzirmos um trecho do que Allan Kardec escreveu em "A Gnese", Cap. XI, item 17, a

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respeito do perisprito, visto que nos mostra sua funo de transmissor ao Esprito, de tudo aquilo que lhe  importante  evoluo. "O Espiritismo ensina de que 
maneira se opera a unio do Esprito com o corpo, na encarnao. Pela sua essncia espiritual, o Esprito  um ser indefinido, abstrato, que no pode ter ao direta 
sobre a matria, sendo-lhe indispensvel um intermedirio, que  o envoltrio fludico, o qual, de certo modo, faz parte integrante dele.  semimaterial esse envoltrio, 
isto , pertence  matria pela sua origem e  espiritualidade pela sua natureza etrea. Como toda matria, ele  extrado do fluido csmico universal que, nessa 
circunstncia, sofre uma modificao especial. Esse envoltrio, denominado perisprito, faz de um ser abstrato, do Esprito, um ser concreto, definido, apreensvel 
pelo pensamento. Torna-o apto a atuar sobre a matria tangvel, conforme se d com todos os fluidos imponderveis, que so, como se sabe, os mais poderosos motores. 
O fluido perispirtico constitui, pois, o trao de unio entre o Esprito e a matria. Enquanto aquele se acha unido ao corpo, serve-lhe ele de veculo ao pensamento, 
para transmitir o movimento s diversas partes do organismo, as quais atuam sob a impulso da sua vontade e para fazer que repercutam no Esprito as sensaes que 
os agentes exteriores produzam. Servem-lhe de fios condutores os nervos como, no telgrafo, ao fluido eltrico serve de condutor o fio metlico." O perisprito  
o veculo de manifestao do Esprito e que se torna flexvel  conduo de seu mantenedor  proporo que ele aprende a manuse-lo com maestria e equilbrio. H 
pessoas que no conseguem modificar as

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condies de sade do corpo fsico em face da excessiva fixao em pensamentos que no alteram o corpo perispiritual. Quando alcanarmos a percepo da influncia 
de nossa vida psicolgica e psquica no corpo, atravs do perisprito poderemos influenciar melhor suas condies fisiolgicas. Chakras O conceito a respeito dos 
chakras, existentes no corpo espiritual,  avanado, revelador e se assemelha  percepo dos sistemas orgnicos do corpo fsico. Eles so portais de entrada e sada 
do domnio do perisprito, sem penetrar definitivamente no campo do Esprito. Os chakras, como rgos do corpo espiritual, assemelham-se aos do corpo fsico sem, 
no entanto, alcanar o Esprito. So rgos que desempenham funes de natureza mecnica e instintiva. No so estruturas psquicas ou virtuais; podem ser vistos 
e detectados. Suas conexes se enrazam n estruturas nervosas do as corpo humano, sobretudo na regio cerebral. Todo o sistema nervoso possui correspondncia direta 
com os chakras do corpo espiritual. Hereditariedade e Perisprito  possvel pensar-se em hereditariedade perispiritual desde que nos abstraiamos do conceito clssico 
de transmisso direta de caracteres. Podemos pensar em influncia de um campo sobre outro com transmisso de tendncias. Podemos herdar de nossos pais certas tendncias 
psquicas que se transferem no processo em que o

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perisprito recebe influncia durante a fecundao. Creio que os gametas, masculinos e femininos, responsveis pela fecundao, absorvem dos moldes perispirituais 
paternos e maternos vibraes que se transferem para o perisprito do reencarnante. Traos do carter (considerando carter como tendncias a comportamentos especficos) 
alicerados nas sucessivas encarnaes se localizam no perisprito. No processo de diviso e multiplicao celular (meiose e mitose), quando o perisprito do reencarnante 
interfere nas permutaes cromossmicas, alterando sobremaneira o novo corpo em formao, tambm ir submeter-se aos processos de interferncia em seu campo. O perisprito 
de cada um dos pais do reencarnante imprime, no campo modelador das formas, caractersticas pessoais que influenciaro na reorganizao de seu "novo" corpo perispiritual. 
O campo formado pelos perispritos dos pais interferir na estrutura bsica do perisprito do reencarnante atravs dos genes no processo de desenvolvimento celular. 
O perisprito materno tem grande influncia sobre a formao e o desenvolvimento de um novo corpo. Nos casos de gravidez sem esprito  ele que promove o surgimento 
do corpo que no chega a vingar. O perisprito  formado do Fluido Universal e de suas alteraes. Um dos componentes que permitem ao perisprito ligar-se ao corpo 
fsico  o fluido vital, diferenciao especial do Fluido Universal que permite o florescimento do que se chamou vida.  esse fluido que permite o desenvolvimento 
dos corpos vegetais e animais. Ele consegue organizar a matria num sistema fechado de trocas regulveis com o meio. A matria por si s no se auto-organiza. Ela 
obedece a princpios estruturadores do

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fluido vital que transcendem sua prpria condio essencial. A matria orbita em torno do Princpio Espiritual como os planetas ao redor do Sol.

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Evoluo Anmica
O ciclo nascimento e morte condiciona o ser humano  idia de que a vida, por se interromper bruscamente, no  eterna. A necessidade de formar um ego a cada encarnao 
refora essa idia e contamina a psiqu  configurao bipolarizada nos extremos funcionais do inconsciente e do consciente. A percepo da unidade do ser humano, 
isto , de sua individualidade e singularidade, representa importante aquisio evolutiva e s se d aps muitas encarnaes. Aquele ciclo, muitas vezes repetido, 
influencia a percepo da gnese do Esprito, visto que tende  crena de que ela  fruto da combinao de gametas. O Princpio Espiritual se constitui do Esprito 
quando ainda acoplado a alguma forma material anterior ao corpo humano. Ele  o futuro esprito, denominao atribuvel s aps o acoplamento a um corpo humano. 
No processo evolutivo vai formando o corpo espiritual que, um dia, no estgio humano, tambm ter a denominao especfica de perisprito. O Princpio Espiritual, 
contendo em si o Esprito, interage com o mundo inicialmente por um simples impulso provocando irritabilidade que ser o embrio da futura

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sensao. O desenvolvimento da sensao e as repeties de experincias sucessivas promovero o instinto. A razo s ocorrer aps o desenvolvimento de estruturas 
perispirituais capazes do estabelecimento de conexes cognitivas e a aquisio de certas leis de Deus pelo Esprito. Se a razo exigir tais implementos, o aparecimento 
dos sentimentos s se far aps sua consolidao. A sensao, a imagem e a percepo so etapas conquistadas aps experincias do Esprito no contato com a matria, 
as quais o capacitaram para a aquisio da razo. Nada ocorre sem esse contato externo. A formao de uma idia e de um juzo se d aps milenares experincias de 
convvio e de intensas conexes inconscientes. O surgimento da afetividade por sua vez exigir muito mais experincias do que qualquer outra formao intelectual. 
A consolidao de um sentimento nas camadas do perisprito exigir evoluo do Princpio Espiritual jamais experimentada por qualquer animal. O Princpio Espiritual 
necessita de uma unidade orgnica para "descer"  matria. Ele precisa de um fluido para animar a matria. Esse fluido, energia, onda, plasma, ou qualquer nome que 
a ele se d, tem a caracterstica de permitir o acoplamento do Princpio Espiritual  matria. Ele  chamado por Allan Kardec de Princpio Vital.  uma diferenciao 
do Elemento ou Princpio Material.  o processo a que se submete o Princpio Espiritual, justapondo-se constantemente  matria e dela se ausentando temporariamente, 
o que permitir a aquisio das leis de Deus ao Esprito. A complexidade  crescente na formao do perisprito que ser o instrumento capaz de flexibilizar o desabrochar 
das leis de Deus no Esprito.

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Na questo 621 de "O Livro dos Espritos", Allan Kardec prope a seguinte pergunta: Onde est escrita a lei de Deus? A resposta vem lmpida e clara: "Na conscincia." 
O termo conscincia  aqui aplicado, penso eu, como sinnimo de Esprito, visto que se estivesse no campo da conscincia enquanto funo perispiritual acessvel 
ao ego, teramos facilmente possibilidade de acess-la. As estruturas bsicas da psiqu se formam desde os primrdios da concepo do Esprito, aps sua entrada 
no mundo da matria.  uma evoluo infinita em busca do prprio infinito. Um dia no precisaremos do perisprito, pois j estaremos na condio de Esprito Puro 
e, assim, "veremos" Deus. O Esprito  criado como uma configurao que direciona a Vontade Divina. Ele prosseguir, independente de seu prprio Eu, na direo do 
alvo estabelecido pelo Criador.

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As fontes do Esprito
Sempre estaremos considerando que toda fora, t do o poder, toda energia, todo impulso e qualquer que seja o mecanismo fomentador da Vida, advm de Deus. Independente 
disso deve-se analisar as disponibilidades do Esprito para sua evoluo, bem como para suas aes no mundo. Ao ser gerado o Esprito, aparentemente adquire a capacidade 
criadora oriunda de Deus. Esse poder criador  condio existencial de todos os seres da natureza. Embora nos parea que o Esprito constantemente recebe de Deus 
foras com as quais se nutre, ele prprio possui uma fonte geradora de capacidades de realizao que lhe permite transformar-se e modificar o meio em que vive. A 
energia do Universo, em princpio, emana do Criador. Devemos considerar que as manifestaes energticas subdivididas em faixas como num espectro se originam de 
uma mesma fonte, a qual Allan Kardec denomina, em "A Gnese", de Fluido Csmico Universal. Pelas definies dos Espritos Codificadores e de Allan Kardec pode-se 
notar que h um fluido especial que anima a matria e que possibilita a instalao do que chama

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vida orgnica. Trata-se do fluido vital. Ele possui essa caracterstica especial que o torna precioso por possibilitar a manifestao do princpio espiritual em 
movimento de ascenso. A palavra amor  empregada em diversos sentidos. A sua maioria est associada  idia de doao ou de troca. Podemos entender o amor como 
um fluxo que parte do Criador e atinge as criaturas influenciando-as no mesmo sentido de doao ou de troca. O amor  a fonte inesgotvel da Vida. Ele  a seiva 
do Criador que penetra os escaninhos da alma humana. As emanaes dessa seiva divina formam as emoes e os pensamentos. Nossos pensamentos exalam nosso mundo interior 
e expressam nossas emoes. O amor  o poder criador do Esprito. Toda sua criatividade  expresso de seu amor interior O Esprito foi criado por um ato de doao 
do Criador, sendo por isso capaz de amar, visto que nasce dessa lei da Natureza. Pelo Esprito passa o amor de Deus que o impulsiona  Vida e s relaes com a Natureza. 
Podemos iaginar o Esprito como um cristal, o qual possui um retculo, uma configurao ou um determinado arranjo de seus tomos e que fosse criado com a capacidade 
de no s refletir a luz que recebe do Criador como tambm de decodificar os sinais percebidos da natureza. As diferentes configuraes do retculo do cristal estabelecem 
a singularidade de cada Esprito, como freqncias que provocam distintas vibraes. No h um Esprito igual a outro tendo em vista as distintas configuraes criadas 
por Deus. As estruturas reticulares (arranjo espacial) do cristal (Esprito) so receptculos das leis de Deus, isto , capazes

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de perceb-las. Conhecer-se  conhecer essas estruturas e, em ltima anlise,  aprender as leis de Deus em si mesmo.

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Atributos do Esprito
Certamente que os atributos do Esprito se confundem com a prpria histria do conhecimento humano e de seus feitos histricos. A Terra, enquanto campo de formas, 
revela, pela sua evoluo atual, a capacidade do Esprito. Seus atributos, portanto so mltiplos e potencialmente ricos. O Esprito  uma realidade indivisvel. 
Tentarei, sem querer quebrar essa unidade, entender sua estrutura conceituando faculdades ou funes que possibilitam sua relao com o mundo, considerando este 
como algo (uma unidade) tambm dedutvel. Ao ser criado, o Esprito contm as habilidades para: Apreender as leis de Deus nas experincias a que ser submetido; 
Inserir-se no espao, portanto no tempo relativo, segundo um referencial material; Condensar matria  sua volta; sem ele, ela se apresenta em outro estado5 ;

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O Esprito confere  matria a aparncia, a forma e a funcionalidade de que necessita para sua evoluo.

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Tender para uma finalidade pr-determinada pelo Criador (traduzida como progresso, felicidade, etc.); Desenvolver habilidades novas a partir de suas potencialidades, 
autotransformando-se.

As caractersticas atribudas ao Esprito no seu estgio humano decorrem das habilidades iniciais acrescidas das leis de Deus durante as experincias sucessivas 
de sua evoluo. Caractersticas sexuais, emocionais, instintivas, etc., no so essenciais, mas adquiridas. Sua indestrutibilidade  inerente  condio de criatura 
nascida da Vontade Divina. Sua caracterstica autotransformadora lhe permite estar em constante evoluo em busca de uma auto-organizao prxima de Deus. O Esprito 
deve tambm ser concebido como um ente que contm capacidades de mobilizar o meio a sua volta.  um campo virtual e ao mesmo tempo real de possibilidades de realizao. 
Ele possui capacidades de apreenso da realidade, isto , de apreender as leis de Deus modificando sua estrutura ntima, no lhe sendo possvel alter-la com reduo 
de suas potencialidades. Para o Esprito o que  objetivo  aquilo que lhe chega. O mundo material, tanto quanto o espiritual, se constitui de subjetividades. A 
ele no chegam imagens, idias, emoes, palavras ou sinais. Esses elementos so do domnio do ego, da conscincia, do inconsciente e do perisprito. Ao Esprito 
chegam as leis de Deus. Para o Esprito, Deus  seu alter-ego maior. O Esprito em si representa a manifestao de Deus e suas faculdades so janelas ou portais 
que se abrem  percepo d'Ele. Tudo em que ele coloca seu olhar sofre

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transformao, visto que a observao direta das coisas como elas so, apenas  acessvel ao Criador.

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Mediunidade
Do ponto de vista da Fsica, no Universo no existem interaes ou eventos instantneos, visto que a causalidade  lei. Porm  possvel entender que os eventos 
internos, isto , aqueles que nascem da vontade do Esprito, fogem dessa regra para obedecer ao princpio do livre-arbtrio. Os fenmenos medinicos so decorrentes 
das propriedades do perisprito, que afetam o organismo fsico, e provocados pela ao dos espritos. No so ocorrncias inusitadas nem raras, pois se do a todo 
o momento e nas diversas condies. Da mesma forma que a fala, a mediunidade no  mais do que um sistema de comunicao entre os espritos. No representa nada 
de excepcional a no ser para aqueles que no compreendem a natureza dos espritos. O esprito dela se utiliza, para possibilitar a comunicao com outros que estejam 
em vibrao diferente da que se encontra. Difere da telepatia visto que esta decorre do estabelecimento de sintonia entre veculos de comunicao. Devido s propriedades 
fsicas do crebro, tanto quanto do perisprito, e pelas propriedades do fluido do pensamento,

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se d a telepatia, que nada mais  do que a justaposio de freqncias de pensamentos numa mesma faixa vibracional. O fenmeno da telepatia independe da vontade. 
A interferncia de pensamentos estranhos s idias em curso na mente de algum nem sempre decorre da telepatia, pois pode se tratar de influncia espiritual. A mediunidade 
 fenmeno natural e sua existncia responde a questes consideradas insolveis nos paradigmas mecanicistas acadmicos. A mediunidade como faculdade coletiva, inerente 
ao ser, pode e deve ser desenvolvida, pois representa aquisio evolutiva t-la como meio de comunicao universal. A utilizao dessa faculdade deve ser feita em 
todas as circunstncias da vida humana, visto que a conscincia de sua utilidade favorece as percepes dos processos psquicos. Quem utiliza adequadamente a mediunidade 
tem oportunidade de entender melhor sua prpria psiqu. A constante "conversa" que devemos ter com o inconsciente ser de grande valia para detectarmos os processos 
medinicos que ocorrem em nossa mente. Quando nos dedicamos a evocar a simples formao de bons pensamentos em nossa mente, adotando idias positivas, estaremos 
em verdade fomentando que os Bons Espritos nos influenciem e favoream nosso entendimento. Esse "dilogo" constante representa o embrio da mediunidade natural. 
Ao exercitarmos a inspirao ou ao compelirmos ou estimularmos a que venham contedos  conscincia, necessrios  compreenso,  fala ou  escrita, estaremos auxiliando 
sobremaneira o desenvolvimento da mediunidade.

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Os desejos de entender uma situao, de prever a ocorrncias de fatos futuros, de perceber as emoes dos outros, de construir idias superiores, so atitudes que 
favorecem o desenvolvimento da mediunidade. A mente voltada para o aspecto espiritual da vida permite uma melhor conexo com os espritos para o exerccio da mediunidade 
natural. A mediunidade  aquisio do Esprito no processo de construo de seu perisprito, e isso se d a partir dos primrdios da evoluo at que alcance a condio 
de Esprito Puro. A mediunidade exige a suspenso dos sentidos fsicos? Necessariamente no, visto que o fenmeno nem sempre  do domnio da conscincia e sua produo 
 do perisprito. O estado alterado de conscincia no  requisito imprescindvel  ocorrncia do fenmeno, mas contribui para sua qualidade. Os estados de transe, 
comuns nas manifestaes medinicas, nem sempre refletem diretamente a essncia do Esprito. Em sua maioria descortinam faixas psquicas ou estruturas perispirituais, 
liberando contedos alicerados nas vrias encarnaes. A mediunidade possibilita a livre manifestao do Esprito (do prprio mdium ou de outro Esprito). Suas 
aplicaes se estendem ao senso comum do contato com o mundo espiritual, pois permitem a transcendncia do humano ao divino. Fora do captulo da mediunidade h fenmenos 
sem causa conhecida, aparentemente fora da ordem natural, a exemplo daqueles que Jung denominou sincronicidade, que devem obedecer a alguma lei que, por enquanto, 
foge  nossa possibilidade de entendimento. So fenmenos aos

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quais no conseguimos anexar uma teoria que explique satisfatoriamente suas causas: a paralisao de um relgio no exato momento em que seu dono desencarna; o aparecimento 
inusitado, extemporneo, inadequado ao lugar, de um objeto, planta ou animal, quando a ele nos referimos; ter conscincia de que se est sonhando durante essa ocorrncia; 
alternncia onda/partcula na intimidade da luz; etc. A busca de uma lei causal para tais fenmenos, que inclusive englobe outros explicveis pela cincia, pode 
ser um equvoco, visto que a Lei geral do Universo pode ser o fato de existirem vrias leis.

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Evoluo do Esprito
O Esprito foi criado simples e ignorante, como consta na questo 115 de "O Livro dos Espritos". Sua evoluo se d atravs das experincias no contato com a matria. 
Atravs delas o Esprito apreende o conhecimento das leis de Deus, capacitando-se a novos desafios em sua jornada rumo a perfeio, ou seja,  condio de Esprito 
Puro. As aquisies do Esprito adjetivadas como amor e sabedoria encerram mais do que o contedo formal das palavras. O Esprito evolui reconfigurando-se, capacitandose 
a melhor entender e viver no Universo. Sua evoluo significa capacidade de lidar com o que Deus disps. Necessariamente no significa adquirir grande quantidade 
de informaes. Os primeiros estgios do Esprito, ainda como Princpio Espiritual, no contato com a matria lhe proporcionaro, atravs de sua contraparte, o perisprito, 
a aquisio de condies para apreenso das leis de Deus. A matria, tal como concebida pela cincia e constante em nosso psiquismo, no  slida como nos parece. 
Tampouco  constituda de minsculos corpsculos apenas visveis microscopicamente. Ela se torna perceptvel quando sobre

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ela aplicamos nossa observao. Isso quer dizer que ela se torna slida ao ser observada. Ela assim nos parece por que a vemos e percebemos dessa forma, mas ela 
no  assim. Essa forma com que Deus disps o mundo permite ao Esprito evoluir considerando-se ligado  matria.  da comunho dos dois princpios que surge a evoluo. 
Nos primrdios da evoluo, ainda sob o domnio completo do automatismo, o Princpio Espiritual, pelo seu estado embrionrio, provoca, no contato com aquilo que 
lhe constitui a matria, a aquisio da sensao. Durante o tempo necessrio  fixao em si mesmo das leis que lhe permitem aprender a manter o contato com o mundo 
externo, o Princpio Espiritual permanecer ligado s sensaes fisico-qumicas. Esse  o perodo do contato com as formas minerais, bem como com aquelas formas 
de caractersticas transitrias. O Princpio Espiritual est nessa fase se capacitando  manipulao dos fluidos, em particular daquele que ser o fluido vital. 
Da sensao ele passa  percepo. Esta ser apreendida nos contatos discriminatrios com os vrios tipos de sensaes. A partir dessa perspectiva a matria ser 
vista de formas variadas mesmo que ela seja uma nica coisa em si. A seletividade da sensao, que o faz diferenar e perceber vrios tipos de matria  fruto de 
seu prprio desenvolvimento interno. Essa percepo lhe permitir futuramente estabelecer a diferena entre sua essncia e a de outrem.  a o momento em que a individualidade 
comea se estruturar. Na percepo o Princpio Espiritual desenvolve em si o sentido da alteridade e se percebe um ser no mundo.  o perodo em que estar estagiando 
no contato com os vegetais.

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Da percepo passa  compreenso e da ao estabelecimento dos juzos. Nesse momento o Princpio Espiritual penetra nos domnios da valorizao da vida e vive o perodo 
em que experimentar os medos, principalmente o da morte.  o estgio marcado pela vida animal. O prazer e o medo estaro presentes nesse perodo e faro com que 
o Princpio Espiritual apreenda a noo de livre arbtrio. No psiquismo forjado ao longo de sua evoluo j  possvel a captao de imagens, a formao de idias, 
o estabelecimento de valores, bem como as noes superiores da Vida. O caminho evolutivo do Princpio Espiritual at sua ascenso  condio de Esprito passa por 
vrias etapas na aquisio de complexas estruturas psquicas e de determinados paradigmas das leis de Deus, dos quais os dois principais so: de um lado o domnio 
da razo na conscincia; do outro, a capacidade de construir sentimentos. Muitas vezes observamos a evoluo das formas, bem como o desenvolvimento da sociedade 
que se torna cada vez mais complexa e dominadora em relao ao indivduo, e pensamos que a est a ascenso do ser humano.  preciso entender que o que est fora, 
embora reflexo do que est dentro, no implica em linearidade absoluta. Apenas reflete a evoluo de grupos, mas no de cada indivduo. A necessidade de se criar 
uma legislao humana alm de proporcionar uma justia comum e propor regras aceitveis  convivncia pacifica entre as pessoas, permite, atravs dela, a fixao 
e a compreenso das leis de Deus. Porm isso se d de forma muito lenta e gradual.

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A ascenso do Esprito  condio de Esprito Puro  o trabalho de Deus, Sua obra de arte e Sua ocupao mais bela e grandiosa.  uma construo primorosa que se 
opera no mais ntimo do ser humano. Tudo o que o ser humano v, constri e aspira, existe dentro dele e  produto do Artista Mximo: Deus. A evoluo pode ser apresentada 
sob um ponto de vista macro-econmico, religioso, psicolgico, moral, sociolgico, climtico-ambiental, da cadeia alimentar, tecnolgico, comercial, das disputas 
de grupos, dentre outros. Porm,  preciso entender que as anlises que se tm feito, mesmo aquelas que levam em considerao a dimenso religiosa, esquecem o Esprito 
em sua essncia. A evoluo do Esprito se mede pela aquisio gradativa das leis de Deus, independentemente das construes externas. A verdadeira evoluo ou transformao 
do Esprito no  uma converso, pois esta  um movimento brusco na direo oposta. Quando aceita a prpria natureza, com suas imperfeies tpicas do estgio em 
que se encontra, enquanto se dirige a um novo objetivo da caminhada, vive mais feliz e consciente de um futuro melhor. O processo evolutivo que permitiu ao Esprito, 
atravs do perisprito, estagiar nas formas da natureza, nem sempre possibilitou sua ausncia do contato com a matria por muito tempo. Nos primrdios da evoluo 
a passagem de uma forma a outra se d automaticamente. O tempo de permanncia do Esprito fora do contato com a matria densa cresce na medida em que ele ascende 
na escala evolutiva. O perodo interexistencial nos animais  muito curto. Logo retornam a uma nova encarnao, visto que a conscincia de si mesmos e os poucos 
referenciais externos no lhes acrescentam muito na evoluo.

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A reencarnao ou o contato do Esprito com o corpo animal possibilita a apreenso de capacidades excepcionais, porm no se pode afirmar em que estgio do caminho 
ele se encontra.  apenas um momento da evoluo, no sendo incio, nem meio, tampouco o fim. O que vir pela frente, nos milhes de anos adiante continua sendo 
incgnita. A evoluo  tambm um contnuo aprendizado do Esprito na manipulao da matria. Em todas as fases que atravessa ter que desenvolver habilidades para 
lidar com formas organizadas de matria a seu servio. Na fase hominal ele deve aprender a usar o corpo fsico, dotado de um sistema central complexo, agora mais 
flexvel e apropriado  apreenso das leis de Deus. No perodo mais primitivo, j na fase humana, ele no tinha conscincia de si e perambulava meio perdido tentando 
ajustar e organizar o pensamento descontnuo que ressoava em seu crebro. O corpo fsico  a mxima expresso possvel q o ue Esprito pode mostrar de si mesmo no 
estgio evolutivo em que se encontra. Quanto mais evoludo, mais complexa ser sua expresso na matria. Essa complexidade quer significar tambm habilidades sensoriais 
e extra-sensoriais incomuns. A expanso da conscincia, colocada como objetivo da evoluo,  uma metfora, visto que, ao que nos parece, o Esprito est em processo 
de integrao ao Universo, internalizando suas leis a si mesmo. O Esprito se expande no conhecimento das leis de Deus enquanto a conscincia se volta para focalizar 
o momento que vive. A tomada de conscincia das leis  do domnio do Esprito, no chegando ao consciente da vida encarnada. Embora no permanea na conscincia, 
considerada como estrutura da psiqu, as leis de Deus ficam cada vez mais acessveis. A expanso referida inicialmente  de acessibilidade.

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Inteligncia
Em O Livro dos Espritos Allan Kardec, considerando o atributo mximo utilizado pelos Espritos Codificadores para caracterizar a evoluo, questiona sobre a inteligncia. 
Pergunta ele: Esprito  sinnimo de inteligncia? A pergunta (nmero 24 do referido livro) parece encerrar a idia de que nada mais existe alm da inteligncia. 
Porm a resposta vem precisa. "A inteligncia  um atributo essencial do Esprito. Uma e outro, porm, se confundem num princpio comum, de sorte que, para vs, 
so a mesma coisa". Novamente nos parece que os responsveis pela Codificao Esprita querem afirmar a pobreza de nossa compreenso e da linguagem q no consegue 
descrever a ue essncia do Esprito.

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Por muito tempo se considerou a inteligncia como o atributo principal para designar o mximo da capacidade do ser humano em face do mundo e seus desafios. A palavra 
resumia tudo que se queria afirmar a respeito da capacidade de cada ser humano no que diz respeito s suas aptides intelectuais. Mas, em absoluto, ela no consegue 
resumir todas as qualidades nem a diversidade da natureza humana. As capacidades intelectivas humanas no mais podem se resumir  p alavra inteligncia. Ela encerra 
apenas o domnio lgico-matemtico e lingstico-verbal da mente humana. O Esprito, na riqueza de sua evoluo e na complexidade de suas potencialidades tem mais 
do que a inteligncia, como muito bem colocaram os Espritos na Codificao ao afirmarem que ela  apenas um dos atributos. Como a cincia da poca no valorizava 
outras formas de manifestao das capacidades psquicas do ser humano, confundia-se o Esprito com a inteligncia. Hoje, aps estudos e novas formas de percepo 
e valorizao das capacidades humanas, podemos afirmar que a inteligncia em todas as suas manifestaes  apenas um dos muitos atributos do Esprito. O domnio 
das inteligncias, pertencente ao Esprito, ainda se encontra de tal forma concebido c omo um carter cerebral que no se avana na percepo da totalidade e da 
realidade psquica da pessoa. A cincia teima em atribuir ao crebro os potenciais que pertencem ao Esprito, que se utiliza daquilo que sua estrutura fsica possibilita 
manifestar. A denominao de inteligncia obedece a uma poca em que faltavam termos para se definir as capacidades do Esprito. Talvez ainda faltem, porm  fundamental

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entender que a falta no se deve  linguagem, mas ao aprisionamento a paradigmas mecanicistas e estritamente vinculados a uma concepo materialista e utilitarista 
de enxergar o ser humano. As inteligncias definidas pela cincia como capacidades intelectivas, longe de serem meros campos de avaliao do saber, se aproximam, 
embora que de forma acanhada, das faculdades do esprito. Poderamos redefinir inteligncia como uma aptido do esprito, a qual resume grande nmero de funes 
independentes, tais como: imaginao, memria, ateno, conceituao e raciocnio, dentre outras. Ela resulta da aprendizagem atravs da formao de hbitos oriundos 
dos condicionamentos reflexos bem como da livre expresso do Esprito na utilizao de seu livre arbtrio.  uma funo complexa de adaptao ao mundo onde a conscincia 
se torna cada vez mais capaz de compreender, criticar e decidir sobre uma nova situao. Inteligncia  a capacidade de ordenar, organizar e utilizar os pensamentos 
e emoes em proveito prprio.  a capacidade de reunir procedimentos adequados para fazer coisas. Uma inteligncia  a capacidade de resolver problemas ou de criar 
situaes que sejam valorizadas dentro de um ou mais cenrios culturais. Modernamente j se admite as mltiplas inteligncias, porm devemos entender que se tratam 
de conceitos que servem para denominar algumas capacidades do Esprito. Desviando a concepo de inteligncia como algo ligado ao raciocnio a ao conhecimento intelectual, 
Ghandi dizia que "os nicos demnios deste mundo so os que circulam em nossos coraes.  a que a batalha deve ser travada." Na mesma esteira de Ghandi, Antoine 
de SaintExupry, em O Pequeno Prncipe, afirma que " com o

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corao que se v corretamente; o essencial  invisvel aos olhos." Um e outro procuram colocar que existe algo mais alm do que a inteligncia quer significar. 
H capacidades emocionais que fogem do domnio daquilo que se conhece com o nome de inteligncia. O desvio do conceito clssico sobre o que  inteligncia  percebido 
no aumento da agressividade, sobretudo juvenil, nas classes sociais cujos membros permaneceram mais tempo na escola formal, nas mudanas paradigmticas na sociedade 
que passou a valorizar profisses cuja habilidade advm diretamente do ser humano, alm da crescente importncia do aspecto emocional na sua vida. Numa sociedade 
em que o aumento do ndice de suicdios tem crescido; onde se observa um grande volume de doenas psicossomticas; h um crescente desenvolvimento de habilidades 
tcnicas antes das humanas; na qual a famlia passa por um complexo processo de reestruturao e as separaes se tornam cada vez mais comuns, faz-se necessria 
a reviso do conceito do que  ser inteligente ou ter inteligncia. Estamos diante de uma "epidemia" cuja erradicao marcar poca na humanidade. A doena se chama 
alexitimia, que significa ausncia de palavras para descrever os prprios sentimentos. Essa epidemia se deve ao domnio da inteligncia lgico-matemtica e lingsticoverbal. 
Essa "epidemia"  responsvel pela produo de sintomas para suprir essa deficincia. Ao lado disso floresce a indstria de substncias qumicas que, embora diminuam 
a dor e contribuam para a melhoria das doenas, mascaram as causas dos problemas humanos. Muitos problemas que

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poderiam ser resolvidos com enfrentamento direto, o que possibilitaria melhor aprendizado ao Esprito, so maquiados com substncias protelatrias e aliciadoras 
da passividade. O uso restritivo ao cognitivo, aplicado  palavra inteligncia, nos fez acreditar que ela  o mximo da capacidade humana. Quando a uso estou me 
referindo s capacidades do Esprito, s quais tamb m compreende a inteligncia. As inteligncias, ou melhor, as capacidades intelectivas so independentes umas 
das outras, isto , as competncias e os talentos humanos so relativamente autnomos. H interaes produtivas entre elas. Quando usamos mais de uma faculdade ou 
talento, estaremos diante de outras competncias. A falsa matriz determinante do comportamento, que contm a carga gentica e as primeiras experincias de vida, 
nos fez pensar que o ser humano poderia ser moldado por esses princpios, esquecendo-nos das experincias das vidas passadas. A matriz que interfere no comportamento 
contm: as experincias pregressas, a educao da encarnao atual, as provas, as expiaes, a viso de mundo e o livre arbtrio do Esprito. A maioria, ou quase 
todos ns, no foi treinada a desenvolver habilidades fora do eixo lingustico-verbal e lgico-matemtico. Por causa disso nos limitamos e desenvolvemos poucas habilidades. 
 como se tivssemos uma usina atmica e a utilizssemos para acender as velas de uma rvore de natal permanecendo com as lmpadas da casa apagadas o tempo todo. 
As escolas, influenciadas por um modelo redutivo e mecanicista, dirigem seus currculos para o aprendizado

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daquele eixo, avaliando o ser humano dentro de seus limites. Muitas vezes avaliam seus estudantes dentro desses limites influenciando toda a encarnao por conceitos 
estreitos e desestimulantes. Quando o aluno no apresenta rendimento naquele binmio  sumariamente avaliado como inapto, o que influencia toda sua vida. No fomos 
estimulados a perceber capacidades outras que predominam em nosso mundo inconsciente; habilidades que jazem latentes  espera de estmulo adequado. Mesmo que ainda 
no manifestas ou treinadas em vidas passadas, h capacidades a serem desenvolvidas para o progresso do Esprito. Isso gerou um padro de homem inteligente  respeitado 
e bem sucedido. Antigamente o bom filho tinha que ser bom em matemtica e em portugus. Os pais ficam alegres quando seus filhos tiram boas notas nessas duas disciplinas 
e at mesmo nas outras, porm no reparam que essas notas no avaliam a personalidade deles. Por causa desses conceitos surgiram os famosos testes de QI, felizmente 
de restrita aplicao no Brasil. Os testes de QI medem apenas algumas funes lgicas, especialmente a capacidade de fazer conexes racionais. Medem conhecimentos 
cristalizados. No medem capacidades de assimilar e resolver novos problemas. No medem a capacidade de lidar com as emoes e com situaes onde se exige talentos 
integrados. A nfase  dada ao mtodo papel e lpis. Infelizmente esse  o campo de avaliao do potencial humano. Deve haver mais na inteligncia do que perguntas 
certas e respostas certas. Como medir atravs do papel e do lpis, ou mesmo do computador, os domnios humanos? Certamente que temos que avanar no modelo de educao 
que temos.

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Os testes de QI no so eficazes para medir a inteligncia nem medem as aptides do Esprito. Eles alcanam parcialmente apenas duas das inteligncias: a) lingstica 
ou verbal, do domnio da palavra; b) lgico-matemtica, do clculo e da percepo algbrica. Na educao formal infelizmente se cobram apenas essas duas. O fracasso 
na escola representa o no domnio de apenas uma ou duas inteligncias. Vivemos num cenrio em contnuo movimento de mudanas, que por sua vez provocam alteraes 
psquicas significativas exigindo atitudes diferentes a cada momento. Percebemos cada vez mais que tudo est interligado. A globalizao promovida pela revoluo 
tecnolgica implica em interferncias culturais e de comportamentos. Novos paradigmas surgem, novos produtos, novos comportamentos, novos modos de relao entre 
as pessoas, que provocaro mudanas interiores significativas. As avaliaes cognitivas mudaram a cada sculo. No Sculo XVIII vigorava a Frenologia de Franz Joseph 
Gall, que se baseava no tamanho e formato da caixa cerebral; no Sculo XIX surgiram as pesquisas das regies cerebrais de Pierre-Paul Broca, valorizando o rgo 
central como determinante do comportamento; no Sculo XX surgiram os testes de QI, de Alfred Binet, estreitando a avaliao a certas perguntas e respostas padronizadas. 
Provavelmente no Sculo XXI o critrio ser outro, ampliando as capacidades humanas, principalmente valorizando o desempenho emocional. Os principais paradigmas 
cognitivos foram enviesados pela cultura que supervalorizou o domnio lgico-matemtico e lingustico-verbal. O "Conhece-te a ti

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mesmo" dos gregos, usado por Scrates, coloca o conhecer como o objetivo mximo do ser humano; o aforismo de Aristteles "Todos os homens, por natureza, desejam 
o saber", apresenta a supremacia do saber; o famoso manifesto de Descartes, "Penso, logo existo", estabelece a evidncia do pensar sobre tudo o mais. So esses os 
paradigmas considerados mais importantes pelo ser humano, porm a supremacia do intelecto e da razo enviesados est com os dias contados. Estamos assistindo as 
mudanas de paradigmas no que diz respeito aos conceitos sobre o conhecer, o saber e o pensar. Estamos percebendo que h uma mente que pensa e uma que sente, ou 
pelos menos a mente  capaz de conhecer, saber, pensar, tambm se emocionar, dentre outras capacidades. O centro da conscincia certamente est se deslocando do 
crebro para o corao. Segundo os hindus a sede da conscincia est na altura do chakra cardaco. Agora a frmula para o sucesso pessoal  a combinao do pensamento 
racional agudo com o controle e o conhecimento emocional. Torna-se imprescindvel para isso aprender a educar a ira, a ansiedade, a melancolia ou os mpetos agressivos. 
As empresas modernas esto exigindo, alm de um bom currculo, sentido de cooperao, entusiasmo para encontrar as sadas de um problema, calma e, principalmente, 
bom senso. As empresas do terceiro milnio exigem um currculo pessoal onde constem habilidades de: redao, comunicao oral, capacidade de ouvir, bom negociador, 
capacidade de estabelecer estratgias e exercer influncias, honestidade, energia criativa, confiabilidade, integridade, intuio apurada, imaginao, flexibilidade, 
compromisso, motivao, sensibilidade, empatia, bom humor, coragem

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para enfrentar desafios, conscincia da responsabilidade e, sobretudo humildade. Mas, como aferir se os indivduos, candidatos a ocupar cargos importantes, possuem 
esses requisitos? Enquanto as empresas ainda no encontraram as frmulas adequadas para medir esses requisitos,  fundamental que busquemos aumentar o desempenho 
emocional prprio adaptado ao trabalho. Podemos iniciar com as seguintes aes: 1. Envolvimento criativo em um trabalho, um projeto ou um debate, participando ativamente 
na empresa nos momentos que surgirem oportunidades; 2. Fazer pausas estratgicas de 5 minutos a cada duas horas de trabalho; 3. Realizar atividades fsicas regularmente; 
leves (andar logo aps as refeies); moderadas (alongamentos aps cada turno de trabalho); intensas (praticar um esporte por duas horas num dia da semana); 4. Refeies 
moderadas: comer de duas a trs refeies por dia, em intervalos regulares; 5. Praticar o bom humor e a alegria espontnea, comeando em casa, antes de sair ao trabalho, 
preferencialmente logo ao acordar; 6. Construir um bom ambiente de trabalho, com tima iluminao, cores vivas e, se possvel, msica ambiente; 7. Buscar o sono 
profundo, evitando trabalhar no quarto, acostumando-se a acordar  mesma hora;

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8. Ter uma conversa diferente a cada dia com algum. A administrao adequada das emoes pode influenciar decisivamente no sucesso da carreira profissional. Nas 
tomadas de decises, na atividade de liderana no aproveitamento dos talentos pessoais, na capacidade criativa e inovadora, na iniciativa, no desenvolvimento de 
uma comunicao aberta e honesta, na capacidade de exercer o descontentamento construtivo, na busca de relacionamentos confiantes, no trabalho em equipe, no gerenciamento 
das mudanas inevitveis, nas inovaes estratgicas e na consolidao do compromisso, da lealdade e da responsabilidade. ramos convidados a lidar com situaes 
simples, previsveis, prognosticveis. As oportunidades eram bvias e em condies muitas vezes inalterveis. Acreditvamos que o trabalho era lidar com rotinas 
e tudo podia ser planejado e programado com antecedncia. Embora tudo isso ainda vigore e seja necessrio que assim ocorra, as situaes do mundo moderno so complexas 
e de difcil anlise, imprevisveis, no prognosticveis. As oportunidades devem ser procuradas e as condies esto em constante transformao. O planejamento e 
a programao nem sempre podem ser feitos com antecedncia e a rotina torna-se exceo. O campo das emoes do ser humano torna-se o territrio a ser explorado pelos 
estudiosos e pelos psiclogos da linha organizacional. Quem se conhece e sabe lidar com as prprias emoes certamente sair na frente na hora de ser escolhido para 
desempenhar determinadas funes no trabalho.

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As emoes, ou melhor, "o esprito que nos move", so poderosos elementos direcionadores e organizadores do pensamento. Situam-se nas camadas profundas do psiquismo 
inconsciente e ativam determinantes sentimentos na conscincia. Elas produzem energia  espera de movimento adequado. Governam a nossa vida consciente sem que nos 
demos conta. O raciocnio lgico obedece a emoes. So emoes que geram atitudes. Inteligncia e emoo no se opem. As emoes so a base dos pensamentos. Para 
a elaborao destes concorrem: estmulos ambientais, estmulos orgnicos (conscientes e inconscientes), estmulos psicolgicos (conscientes e inconscientes), intuies 
e inspiraes e a vontade do Esprito. Segundo Jung o ser humano dirige-se para a realidade atravs de funes que se transformam em atitudes psquicas. Quando associadas 
aos comportamentos e de acordo com a direo da energia psquica elas se transformam em tipos psicolgicos. So quatro as funes psquicas: pensamento, sentimento, 
sensao e intuio. Elas so responsveis pelos modos de apreenso da realidade. A funo pensamento nos faz entender as coisas e os eventos de forma utilitria 
e causal. A funo sentimento nos auxilia a atribuir juzos de valor. A funo sensao nos possibilita apreender a realidade como ela , com forte ligao sensorial. 
A funo intuio nos permite estabelecer conexes espaciais e temporais aos eventos que se passam conosco. Independente dessa classificao, que por si s j nos 
bastaria, podemos captar a realidade de modos to distintos quantas sejam as configuraes da psiqu humana. A nossa viso de mundo, isto , as expectativas e configuraes 
que atribumos  realidade, so o principal

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direcionador da forma como e do que captamos dela. A realidade torna-se como a gua que adota a forma do vaso que a contm. Por esse motivo os sentimentos que se 
encontram em nosso mundo inconsciente so determinantes para o que captamos da realidade. Eles moldam o que assimilamos e enviesam nosso destino. Cultivar emoes 
nobres, saber viver emoes que nos deprimem e senti-las com o Esprito voltado para o amor  fundamental ao nosso desenvolvimento psquico. Os sentimentos de amor, 
felicidade, medo, dio, tristeza, saudade, repugnncia, bem como o sentimento ntimo da existncia de Deus, devem ser vividos pelo Esprito com o compromisso consciente 
de retirar deles o melhor. No s os sentimentos como as emoes ligadas  ansiedade,  surpresa,  raiva, dentre outros, devem tambm ter o mesmo tratamento. Certos 
sentimentos inibem ataques ao psiquismo daquele que tem a satisfao de experiment-los. O amor e a felicidade, dentre outros, favorece o desenvolvimento espiritual 
e prepara o Esprito para a aquisio dos parmetros das leis de Deus. Fundamental  senti-los constantemente. J sentimentos como o medo e a ansiedade devem ser 
sentidos e deles se retirar proveito utilizando-se a energia por eles gerada em favor do momento em que os experimentamos. Durante os momentos em que sentimos as 
emoes devemos estabelecer a diferena entre as sensaes fsicas experimentadas pelo corpo e os sentimentos do Esprito, a fim de melhor aproveitarmos as energias 
por elas geradas.

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As emoes no esto no crebro embora as sensaes fsicas centralizadas no sistema nervoso central contribuam para que elas sejam percebidas de forma intensa ou 
no. Confundimos sensaes fsicas com emoes e no percebemos o quanto o sistema nervoso contribui para que isso se d. Quando o sistema nervoso ou seus elementos 
perifricos esto com defeito pensamos que o problema  do Esprito. s vezes o problema  perispiritual e afeta o corpo, que, nem sempre, apresenta qualquer deficincia. 
Howard Gardner, Psiclogo da Universidade de Harvard, desenvolveu o conceito de Inteligncias Mltiplas. Ele coloca que a leso que causa distrbio de leitura em 
uma cultura (digamos na Itlia) no produz qualquer distrbio numa cultura onde a leitura procede por um mecanismo diferente (digamos Japo). Diz que a forma cognitiva 
 a mesma para a linguagem, para a msica, para o gesto, para a matemtica ou para o desenho. No seu trabalho ele afirma que no existe apenas um nmero determinado 
de inteligncias e que estas no so sistemas sensoriais nem devem ser pensadas em termos valorativos. As inteligncias existem no como entidades fisicamente verificveis, 
mas apenas como constructos cientficos potencialmente teis. Ele considera que so "sinais" de uma inteligncia: 1. Isolamento potencial por dano cerebral, isto 
, a ausncia das habilidades caractersticas por deficincia fsica congnita ou adquirida; 2. Existncia de "idiotas sbios", prodgios e outros tipos de excepcionais, 
isto , a presena de sinais exacerbados de habilidades caractersticas;

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3. Conjunto de operaes, ou mecanismos de processamento de informaes recebidas, identificveis, isto , a reunio de elementos distintos que configuram e encerram 
uma habilidade especfica; 4. Uma histria desenvolvimental distinta, isto , a existncia de um processo evolutivo observvel na espcie, ao longo do tempo; 5. 
Apoio de tarefas experimentais distintas, isto , a possibilidade de isolamento das habilidades a partir de comportamentos passveis de repetio; 6. Apoio de achados 
psicomtricos, isto , possibilidade de medir aquelas habilidades atravs de escalas pr-definidas; 7. Suscetibilidade  codificao em um sistema simblico, isto 
, a possibilidade de universalizao das habilidades observadas. Pode-se perceber que o critrio de aferio  puramente baseado nas funes cerebrais. As capacidades 
do Esprito no so consideradas. As habilidades que ocorrem em situaes fora da rotina, no demonstrveis explicitamente, so desprezadas. Utilizando a classificao 
de Gardner analisarei as inteligncias a que ele se refere e, ousadamente, acrescentarei uma ltima. Inteligncia Lgico-Matemtica.  assim denominada a capacidade 
de raciocnio lgico e a compreenso de modelos matemticos. Habilidade de lidar com conceitos cientficos. O desenvolvimento dessa

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habilidade decorre do pragmatismo e da necessidade de adaptao  realidade. O uso das sensaes corporais fortalece o desenvolvimento das habilidades dessa inteligncia. 
Ela se caracteriza tambm pelo uso predominante da funo pensamento. A forte ligao do ego com o corpo favorece a expanso dessa inteligncia, visto que o desenvolvimento 
cognitivo acompanha o crescimento corporal.  uma inteligncia fortemente validada na maioria das culturas de nosso planeta. Essa habilidade permite ao Esprito 
desenvolver a capacidade de adaptao ao mundo e de mold-lo segundo sua vontade. Com ela ele apreende os elementos que o capacitam a assimilar a lei de Deus que 
o possibilita a estabelecer a noo de causalidade. A busca e descoberta da prpria natureza so favorecidas por essa inteligncia. Ela foi me da cincia empirista 
e favoreceu um vis caracterstico de uma poca. O Esprito ter que dar saltos largos para apreender outras habilidades fora desse domnio. Inteligncia Lingstico-Verbal 
Apresenta-se como o domnio da expresso atravs da linguagem verbal. Facilidade de expressar-se pela palavra falada ou escrita em um ou mais idiomas. Favorece a 
comunicao e desenvolve a habilidade de autopercepo. Essa habilidade  responsvel pelas formas de entendimento e compreenso do discurso e do curso do pensamento. 
Com ela consegue-se ordenar e dar forma material ao pensamento. As pessoas que tm essa habilidade desenvolvida costumam ter sensibilidade  repercusso dos sons 
das palavras na prpria mente. Tm facilidade na

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compreenso do que lem tanto quanto em falar e escrever o que pensam e sentem. Essa inteligncia permite ao Esprito a capacidade de desenvolver em si o sentido 
da percepo do outro e de diferenciar-se dele. Desenvolve a habilidade em entender a si mesmo e de compreender seu semelhante. Inteligncia Musical Essa inteligncia 
se caracteriza pelo domnio da expresso com sons e com harmonia. Facilidade em entender a linguagem musical.  a habilidade de "falar" e "ouvir" atravs da sonoridade. 
A caracterstica bsica  a constncia de sons e ritmos na conscincia que parecem vir do inconsciente. Essa capacidade permite o desenvolvimento da memria tonal. 
A linguagem escrita ou verbal no influencia na composio musical. A melodia surge como uma onda que se assemelha ao pensamento. Por vezes ela, pelo seu poder de 
penetrar a intimidade do Esprito, consegue inibir temporariamente outras inteligncias, sobretudo a lgico-matemtica. A linguagem musical  uma espcie de meta-linguagem 
que vai alm dos limites cerebrais. O desenvolvimento dessa inteligncia permite ao Esprito a apreenso da musicalidade que impregna todo o Universo e a percepo 
da melodia da Vida, isto , do ritmo de Deus. Faculta possibilidades de comunicao alm dos limites materiais, transcendendo corpo e perisprito.  a linguagem 
da alma elevada.

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Inteligncia Corporal-Cinestsica Essa inteligncia permite o domnio do movimento do corpo e do funcionamento orgnico. Permite a coordenao motora do corpo com 
objetividade. Capacidade de utilizar o corpo como instrumento de comunicao. O uso do corpo e a integridade dele representam aquisies importantes e a conscincia 
de seu valor como instrumento de crescimento e desenvolvimento pessoal  caracterstica dessa habilidade. Essa inteligncia no se limita ao domnio do movimento 
corporal, mas tambm  habilidade com o perisprito. O aprendizado que permite a inteligncia corporalcinestsica d ao Esprito a conscincia da instrumentalidade. 
Com ela, ele desenvolve o poder de manipular os implementos necessrios  sua evoluo. Inte ligncia Es pacial  essa inteligncia que nos permite o sentido de 
movimento, de localizao e de direo. Com ela temos a percepo do espao e tempo em que nos inclumos. Auxilia-nos na percepo de formas geomtricas no espao. 
Ela  que nos torna capaz de recriar aspectos da experincia visual, mesmo na ausncia de estmulos fsicos relevantes. Sua influncia nos leva a "sair" do casulo 
do corpo e, de fora, perceber o espao a nossa volta. Ela  responsvel pelo referencial fsico espacial que adotamos. O desenvolvimento dela tornou-se possvel 
a partir da capacidade imaginativa humana e de sua percepo de futuro. No Esprito ela provoca a percepo das leis que se referem  existncia do Universo e sua 
infinitude. Seus

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limites vo cada vez mais se expandindo e ampliando sua compreenso do infinito. Inteligncia Intrapessoal Essa inteligncia ou habilidade representa a capacidade 
de autocompreenso, automotivao e conhecimento de si mesmo.  uma aquisio pertencente ao surgimento da sociedade humana organizada.  a habilidade de administrar 
os sentimentos a seu favor, com um propsito definido. O desenvolvimento desse talento permite a facilidade de mobilizar a energia psquica pessoal no equilbrio 
das emoes. Com ela adquirimos o discernimento de distinguir prazer de dor, no nos permitindo viver sob o domnio de ambos. Essa  a inteligncia que mais aprendizagem 
permite ao Esprito. Com ela  possvel adiantar-se no processo evolutivo espiritual. As habilidades espirituais superiores so facultadas em maior escala quando 
o indivduo entra na posse dessa inteligncia.  a utilizao da energia psquica pessoal a favor dos processos internos e do crescimento ntimo. Inteligncia Interpessoal 
 o domnio da capacidade de se relacionar com o outro, entender reaes e criar empatia.  a capacidade de administrar convivncia em grupos. Compreende tambm 
a inteligncia naturalista, que  a facilidade de apreender os processos da natureza. A habilidade dessa inteligncia est no alto grau de sociabilidade e de relacionar-se 
indistintamente.

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O Esprito na experincia da inteligncia interpessoal permite-se aprender a convivncia com seu semelhante e a interiorizar a grandeza de Deus na obra da criao 
do prprio ser. Ela permite ao Esprito o uso da energia psquica pessoal na exteriorizao de si mesmo em favor do externo a si mesmo, isto , em benefcio do meio 
que o cerca. A unio dessas duas habilidades, a inteligncia intrapessoal com a inteligncia interpessoal, forma o que se conhece com o nome de Inteligncia Emocional, 
a qual analisaremos adiante. Inteligncia Intuitiva Capacidade de questionar e obter respostas inusitadas e criativas, utilizando a criatividade e a ateno, buscando 
captar novas formas de percepo dos problemas e da vida. A intuio no  algo contrrio  razo, mas algo fora de seu domnio. Na intuio esto envolvidos os 
seguintes fatores: capacidade de lidar com as emoes e sentimentos, viso hologrfica, ateno concentrada, conscincia da distino entre o si mesmo e o corpo 
fsico, valorizao do subjetivo, memria fotogrfica e inspirao aguada. O desenvolvimento dessa inteligncia pode ser feito sempre que: 1. Buscarmos momentos 
de silncio exterior e interior simultaneamente; 2. Desenvolvermos o surgimento de momentos de inspirao ("insights");

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3. Valorizarmos os smbolos captados do inconsciente inclusive atravs dos sonhos; 4. Evitarmos a mente julgadora; 5. Tirarmos proveito da energia do medo e da raiva; 
6. Questionarmos nossas dvidas de forma clara; 7. Usarmos a empatia no contato com o outro; 8. Tivermos conexes emocionais claras, isto , no tomarmos decises 
secretamente, no reagirmos a sugestes, no enviarmos mensagens confusas e no nos comunicarmos indiretamente. Essas so as inteligncias ou habilidades do esprito 
com ou sem os corpos de que se utiliza para lidar com o mundo.  claro que no so as nicas do Esprito, mas so as que conseguimos perceber. Deter-me-ei na Inteligncia 
Emocional, no s pela sua importncia como tambm pela necessidade de melhor aprendermos sobre ela com o intuito de integr-la ao Esprito. Enquanto a Inteligncia 
Interpessoal nos remete para fora, isto , nos ensina a lidar com o outro, a Intrapessoal nos leva para dentro de ns mesmos, educando-nos ao convvio conosco mesmos. 
A primeira  progressiva, levanos a extroverso e a segunda  regressiva, induz-nos a introverso, no que diz respeito ao movimento da energia psquica pessoal. 
Uma leva ao oposto fora de ns e a outra ao si mesmo. A primeira desenvolve o sentido masculino, a outra o feminino. So como o Yang e o Yin, faces de uma mesma 
realidade. Na exacerbao a primeira leva  euforia e a segunda  depresso. No equilbrio desenvolve -se a empatia e a auto-estima.

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A Inteligncia Emocional  a capacidade de reconhecer sentimentos, e aplic-los eficazmente como uma energia em favor da sobrevivncia, adaptao e crescimento pessoal. 
 a capacidade de sentir, entender e aplicar eficazmente o poder e a perspiccia das emoes como uma fonte de energia, informao, conexo e influncia humanas. 
Mahatma Gandhi dizia, demonstrando ter integrado seus defeitos e chegado ao equilbrio e a harmonia espiritual desejvel a qualquer ser humano: "Sou um homem mediano 
com uma capacidade menos que mediana. Admito que no sou intelectualmente brilhante. Mas no me importo. Existe um limite para o desenvolvimento do intelecto, mas 
nenhum para o do corao." O desenvolvimento da inteligncia emocional se d com o aparecimento da EMPATIA, que  a capacidade de se identificar com o outro, sentindo 
o que ele sente. Pressupe: compreenso, tolerncia e pacincia. A inteligncia emocional compreende: 1. 2. 3. 4. 5. Autoconhecimento Administrao de humores Automotivao 
Educao do impulso Sociabilidade

Autoconhecimento Inicialmente remeto o leitor ao livro "Psicologia e Espiritualidade", de minha autoria, que aborda essa temtica do ponto de vista psicolgico. 
Aqui o farei dentro dos

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limites da abordagem diretamente relacionada  aquisio da Inteligncia Emocional. O autoconhecimento visando o desenvolvimento da Inteligncia Emocional  a capacidade 
de reconhecer uma emoo quando ela ocorre, educando-a para melhor governar a prpria Vida.  preciso para tanto reconhecer na emoo uma oportunidade de intimidade 
ou aprendizado e transmisso de experincia. Essa espcie de autoconhecimento inclui a capacidade de tomar conscincia das emoes viscerais, isto , daquelas instintivas, 
portanto, inconscientes. Abrange a compreenso e a capacidade de lidar com pensamentos perturbadores sendo capaz de regular os prprios estados emocionais. No processo 
de autoconscincia  importante o reconhecimento dos prprios sentimentos, o que  fundamental em momentos de deciso. Para desenvolver essa autoconscincia  preciso: 
1. Estabelecer objetivos; 2. Diminuir os objetivos vagos tornando-os especficos; 3. Trabalhar sempre por etapas; 4. Aprender a sentir; 5. Ter conscincia de seus 
limites e pontos fracos; 6. Ter coragem de perdoar a si mesmo e aos outros. Administrao de Humores A palavra humor aqui  empregada no sentido do estado de esprito, 
com o qual nos colocamos diante do mundo externo. O mau humor atrapalha nossa disposio para viver e dificulta o crescimento espiritual. Para o desenvolvimento 
da Inteligncia Emocional  fundamental

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estimular uma personalidade agradvel. Reenquadrar situaes na busca de uma nova forma de ver e perceber a realidade que nos incomoda. Tentar descobrir o que em 
ns foi incomodado e que perturbou nosso mundo interior. Reinterpretar conscientemente as situaes de forma positiva  um dos modos mais eficazes de abrandar a 
raiva. Diante de problemas que nos paream insolveis  oportuno dar um longo passeio a p, refletindo sobre os motivos pelos quais a Vida nos colocou naquela situao. 
Fazer exerccios respiratrios buscando renovar o ar das camadas mais profundas dos pulmes. Aprender a meditar e rezar, fazendo da orao um hbito, atraindo as 
boas influncias espirituais. Educar o prprio humor significa autocontrole e facilidade de concentrao na soluo de problemas e nos embates naturais da Vida. 
Procurar no atribuir as prprias deficincias aos outros ou a fatores irreversveis. Pensar no fracasso como uma deficincia de estratgia e no como defeito pessoal 
de carter. Compreender que toda mudana decorre a partir de quando entramos em contato com o que nos ope, sobretudo quando nos dispomos a transformar o antagonismo 
em energia criativa. Automotivao A automotivao  outro requisito para o desenvolvimento da Inteligncia Emocional.  preciso reunir sentimentos de entusiasmo, 
garra e confiana para conquistar objetivos que se deseje. O otimismo faz bem  sade; estimula o sistema imunolgico. Quando conseguimos identificar os pensamentos 
negativos e

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derrotistas assim que eles ocorrem, podemos reenquadrar as situaes em termos menos catastrficos. Estabelecer limites ao mesmo tempo em que exploramos as estratgias 
para a soluo dos problemas, mantendo o otimismo diante das derrotas e sendo persistentes nos objetivos,  garantia para iniciarmos a conquista da Inteligncia 
Emocional. Dentro da automotivao  preciso imaginar o sucesso sem expectativas, ensaiando as possibilidades de vitria. Considerar o prprio mrito, comemorando 
os feitos e valorizando sua atuao. Educao do Impulso A essncia do autocontrole emocional  a capacidade de educar ou adiar o impulso a servio de um objetivo. 
 ter a capacidade de adiar gratificaes e recompensas. Quem consegue torna-se mais socivel, mais opinativo e capaz de enfrentar as frustraes da vida. Os outros 
tm mais tendncia  teimosia,  indeciso e ao estresse. Quando quiser educar os impulsos deve lembrar-se dos objetivos a longo prazo.  a receita para adiar recompensas 
imediatas indesejveis. Sempre que possvel deve-se fugir da rigidez do certo e do errado, libertando-se do recalque e da culpa. Esta dualidade que nos obriga a 
escolhas nos tem levado a polarizaes seguindo os ditames coletivos e que geralmente vo de encontro  nossa realizao essencial. Elas, as escolhas do `certo', 
eliminando o `errado', nos afastam do verdadeiro processo de aquisio da felicidade.

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Sociabilidade  fundamental estabelecer relaes com as pessoas, buscando uma convivncia saudvel e transparente. Nas relaes com as pessoas transmitimos e captamos 
estados de esprito dos outros de forma sutil. Tendo grande nmero de contatos pessoais, construmos uma rede de contatos slida. Para ampliarmos nossas relaes 
 preciso que aprendamos a ouvir com empatia, legitimando os sentimentos das pessoas. Na medida do possvel ajudando-as a encontrar as palavras para identificar 
e verbalizar a emoo que esto sentindo. Num nvel mais amplo  preciso envolver-nos em projetos sociais, formando redes de ajuda comunitria sem finalidade lucrativa 
financeira.  preciso agir com empatia o que traz uma compreenso melhor a respeito dos sentimentos dos outros, pois ela  a base da liderana competente; lidar 
com pessoas exige: capacidade de ouvir, vontade de ver as coisas pela tica do outro e generosidade. Para melhor nos sociabilizarmos devemos aprender a dar valor 
aos sentimentos que esto por trs dos comportamentos, possibilitando uma maior facilidade de fazer amigos. Desenvolver a cordialidade e a capacidade de se comunicar 
profundamente. Aprender a tratar bem, sobretudo s pessoas simples. Os parmetros que norteavam as avaliaes cognitivas ultrapassadas, sem considerar o equilbrio 
emocional, valorizavam as pessoas ambiciosas, produtivas, previsveis, pouco a vontade com a sexualidade e emocionalmente frias. Os novos parmetros esto valorizando 
as pessoas socialmente equilibradas, comunicativas, harmonizadas, com viso tica, responsveis, solidrias e atenciosas.

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Para desenvolver essa personalidade precisamos aprender a usar mais determinadas formas de conversao, tais como: 1. Diante da dificuldade em compreender algum 
 Por favor, ajude-me a entender. Fale mais sobre... 2. Quando quiser uma opinio sobre algo controvertido  Quais so suas idias e sentimentos em relao a ...? 
3. Quando a opinio do outro deve ser levada em considerao para uma tomada de deciso  O que  importante para voc no que se refere a ...? 4. Quando quiser valorizar 
a opinio do outro  Como voc lidaria com...? No basta,  claro, aprender a usar algumas frases, nem as mudanas devem ser externas, porm quando aprendemos a 
nos relacionar com as pessoas, damos grandes passos para a conquista do pensar e sentir visando o equilbrio emocional. Muitas vezes aquilo a que chamamos senso 
de justia  uma forma de encobrir a incapacidade de estabelecer conexes emocionais. Exageramos quando aplicamos aos outros, mas costumamos ser condescendentes 
conosco e com aqueles por quem nos sentimos atrados. Inteligncia Emocional na Educao Esse  o maior campo de aplicao dos princpios da Inteligncia Emocional, 
visto que  onde aprendemos a cultura e os valores da sociedade na qual estamos integrados.

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A educao, em geral, baseia-se em passar conhecimentos e em fazer com que o prprio aluno construa seu saber. A maiutica socrtica parece ser revivida no que se 
chama educao construtivista. Porm como preparar o aluno para descobrir seu prprio saber?  necessrio um mtodo que antecipe a aprendizagem e que vise prepar-lo 
a enfrentar suas prprias deficincias e a conhecer seu mundo emocional.  preciso preparar o aluno para aprender e esse preparo deve comear no lar e ter sua continuidade 
na prescola. Alm de preparar o aluno  preciso tambm, numa seqncia de estruturao de condies, dar-se ateno ao professor. Ele precisa adequar-se  exigncia 
da preparao emocional, isto , adequar-se para ser preparador emocional, aprendendo a educar e regular os prprios estados emocionais. Para o professor tambm 
cabem os mesmos requisitos que se espera das pessoas que desejam desenvolver a Inteligncia Emocional. Alm disso, o professor deve buscar: 1. Compreenso melhor 
a respeito dos sentimentos dos outros, percebendo as emoes das crianas; 2. Facilidade de fazer amigos, reconhecendo na emoo uma oportunidade de intimidade ou 
aprendizado e transmisso de experincia; 3. Aprender a adiar gratificaes; 4. Saber lidar com os altos e baixos da vida, considerando que a criana tambm vive 
essa realidade, impondo limites ao mesmo tempo em que explora estratgias para a soluo dos problemas que ela porventura atravessa;

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5. A empatia como base da educao competente, considerando que ouvir com empatia legitima os sentimentos da criana; 6. Entender que educar  tambm mexer com a 
emoo, ajudando a criana a encontrar as palavras para identificar e verbalizar aquela que ela est sentindo; 7. Perceber que as interaes emocionais entre os 
membros de um grupo passam a ser a base da transmisso de valores e da formao de pessoas equilibradas. Alm de preparar o professor para transmitir os princpios 
da Inteligncia Emocional e para agir segundo esses mesmos princpios, resta educar os pais como coparticipantes dessa magna tarefa. Lidar com crianas hoje exige, 
sobretudo, empatia, capacidade de ouvir e vontade de ver as coisas pela tica dela, alm de uma boa dose de generosidade. Encontramos pais que, de forma simplista, 
no do importncia, ignoram ou banalizam as emoes negativas ou positivas da criana. H aqueles que, de forma crtica, desaprovam as manifestaes emocionais 
dos filhos, principalmente as demonstraes dos sentimentos negativos. H outros que, embora aceitem as demonstraes emocionais dos filhos, no orientam nem estabelecem 
empatia educativa.  preciso citar os autoritrios que impem limites e exigem obedincia irrestrita sem qualquer possibilidade de que seus filhos exteriorizem suas 
manifestaes emocionais. De alguma maneira devemos aprender, ns pais, que temos o dever de impor limites aos nossos filhos, porm tambm de sermos flexveis, compreend-los 
em suas

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dificuldades, dando-lhes boa dose de carinho e ateno amorosa. Inclusive  importante que os pais expressem suas emoes para que seus filhos aprendam a viver as 
deles, isto , no ter vergonha de ser gente perante eles. A violncia  caracterstica da sociedade enferma e, por esse motivo, precisamos preparar nossos filhos 
para essa doena sem lhes incutir o mesmo desejo de responder tambm com a mesma moeda. A preparao emocional  fundamental para que no nos armemos nem nos tornemos 
estranhos uns aos outros. Por outro lado, cada vez mais os jovens esto antecipando a atividade sexual sem a maturidade necessria para exerc-la e para fazer as 
escolhas adequadas  sua evoluo espiritual.  a tambm que a preparao emocional contribui na definio dos valores que vo nortear as escolhas adequadas. Os 
vcios ligados a drogas, em particular  maconha e ao lcool, se proliferam sem que se tenha controle da situao. Muitas vezes isso decorre da falta de preparao 
emocional no lar, onde se deveria buscar o entendimento, a fraternidade, a compreenso emocional. H conflitos naturais no lar e, via de regra, eles comeam na adolescncia, 
debaixo dos olhares, quando ocorrem, de seus pais. Para i iciar o processo de preparao e para melhor n lidar com nossos filhos devemos, quando com cada um deles 
interagirmos: 1. Olhar sempre nos olhos quando lhe falarmos; 2. Conversar muito com ele sobre vrios assuntos; 3. Reservar espao no tempo dele para a msica; 4. 
Estimular a pessoa criativa que mora dentro dele; 5. Aplaudir e estimular seus acertos.

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A educao das emoes no exclui a disciplina. Quanto mais envolvidos com os filhos, mais se participa da vida deles. Quanto mais envolvidos na vida deles, mais 
influncia se tem sobre eles. Outro ambiente onde necessitamos desenvolver habilidades emocionais  o do trabalho profissional. Ali ocorrem conflitos cuja soluo 
se tornaria bem simples se tivssemos um pouco mais de Inteligncia Emocional. Quando nossas crenas e valores entram em choque com os de pessoas com as quais lidamos 
diretamente ou mesmo com os da empresa; quando no encontramos motivao para a execuo de tarefas as quais somos obrigados a executar; quando nos sentimos diminudos 
e inferiorizados perante situaes onde o poder est em jogo; e, quando nosso trabalho interfere na sade fsica e psicolgica sobrevindo mal estar e estresse,  
fundamental buscarmos o necessrio preparo emocional para enfrentar esses desafios. As fontes de conflito no trabalho no se resumem s apresentadas no pargrafo 
anterior, pois h aquelas que dizem respeito  prpria organizao da empresa, envolvendo mudanas estruturais, alterao de metas e objetivos empresariais, bem 
como limitao de recursos financeiros. Essas situaes interferem direta ou indiretamente na vida da pessoa exigindo respostas emocionais  altura. Para melhorar 
nossa Inteligncia Emocional e despertar os potenciais criativos interiores que a fortalecem devemos: 1. No nos aborrecer com coisas pequenas;

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2. Cultivar o otimismo e o entusiasmo, que significa ter Deus dentro de si; 3. Cultivar a persistncia objetiva; 4. Desenvolver a prpria singularidade, um estilo 
pessoal e a simplicidade; 5. Sempre reconhecer os prprios erros; 6. Saber ouvir e escutar o outro; 7. Aprender a fazer distino entre os atos e a pessoa que os 
pratica; 8. Olhar nos olhos da pessoa com quem falar; 9. Acreditar naquilo que disser; 10. Dar feedback emocional; 11. Reconhecer e sentir a emoo, no neg-la 
ou minimiz-la; 12. Cultivar a amorosidade, a humanizao e a compaixo. Na busca em direo ao aprendizado da Inteligncia Emocional devemos acreditar no sucesso 
pessoal e na Vida, independentemente da sade fsica, considerando que qualquer derrota  aprendizado importante tanto quanto a vitria. Persistir em buscar alternativas 
diferentes para os problemas aparentemente insolveis, sem se atribuir incompetncia. Manter as expectativas, considerando-as e ampliando-as tambm para resultados 
negativos, pois fazem parte de qualquer caminhada. Alm dos objetivos imediatos e mais prximos, devemos desenvolver internamente a crena num objetivo global para 
a Vida como um presente de Deus. Considerar importante planejar, organizar e responsabilizar-se por tudo que ocorre na prpria vida. Aprender a guiar-se pela razo 
e pelos sentimentos, buscando alternativas que conciliem

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essas possibilidades. Estimular em si mesmo, no prprio carter, os aspectos mais puros e nobres que possui. Amar a simplicidade, as pessoas, a si mesmo e a Vida. 
Considerarse cria do Universo, acreditando em si mesmo e no desenvolvendo obstculos ao prprio crescimento espiritual. Fundamental  desenvolver a auto-estima. 
Para tanto no  preciso nada de excepcional na personalidade.  suficiente considerar-se filho de Deus e, portanto, detentor de habilidades mnimas para o desempenho 
adequado na arte de viver. Cultivar a segurana fsica, valorizando adequadamente o corpo, no se sentindo intimidado ou com medo da Vida. Ter sua crena pessoal 
sobre a prpria origem divina, sentindo-se pertencente a um grupo, consciente de ter senso de capacidade e competncia e, acima de tudo, tendo o sentimento de que 
a prpria vida tem significado e uma direo definida. Buscar no se perturbar com pequenas derrotas, consciente de que melhorar o prprio desempenho na prxima 
vez. No permitir que a prpria ansiedade atrapalhe o preparo para enfrentar novas provas. Cultivar a simpatia e o encanto pessoal, administrando a vaidade natural. 
Aprender a nominar instantaneamente as prprias emoes. Aferir o estgio em que se encontra sua Inteligncia Emocional, analisando os seguintes itens: CONFIANA 
= Senso de controle e de domnio sobre a maneira de encarar suas probabilidades de vencer ou fracassar nos projetos que pe em prtica; CURIOSIDADE = Como se colocar 
diante da vontade de descobrir coisas. Sentir verdadeiramente prazer em descobrir coisas novas;

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AUTOCONTROLE = Capacidade de controlar suas emoes dentro de limites. Tempo mnimo em que "guarda" raiva, medo, tristeza, frustrao; INTENCIONALIDADE = Voc agride 
a pessoa que o aborrece ou responde ao gesto que lhe desagradou? Voc intenciona agredir ou apenas responde s agresses? RELACIONAMENTO = Capacidade de entrosar-se 
com outras pessoas. Compreender e ser compreendida. Verificar se cumprimenta as pessoas com respeito emocional. COMUNICAO = Ser claro nas idias que passa. Percepo 
dos sentimentos que desperta nas outras pessoas COOPERATIVIDADE = Ser prestativo sem bajulao. Equilibrar necessidades suas com as do grupo. EMPATIA = Colocar-se 
no lugar do outro. Sentir-se como o outro. Solidariedade. Simpatia; RECONHECER AS EMOES DO OUTRO = Ouvir o outro com interesse e considerao; LEGITIMAR OS SENTIMENTOS 
DO OUTRO = No negar ou minimizar o sentimento do outro; CAPACIDADE DE CRTICA = Criticar o gesto e no a pessoa. Distinguir a atitude separadamente da pessoa que 
a toma; ENCORAJAR SOLUES = No ter respostas prontas. As emoes so reconfiguraes do Esprito. O uso da inteligncia no deve se limitar a conhecer os objetos 
ou mesmo servir para lhes caracterizar com nomes ou utilidades. Ela representa aquisio superior do Esprito e deve ser colocada a servio do amor, sem o qual se 
torna ferramenta intil e perigosa.

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A Inteligncia Emocional, ou a capacidade de administrar afetos, emoes e sentimentos,  o fator mais importante da evoluo do Esprito em seu atual estgio no 
planeta. Essa aquisio possibilitar a percepo de leis transcendentes que o capacitaro a alcanar limites fora do sistema solar. H um cumprimento Hindu que 
resume o estado de esprito que identifica o equilbrio emocional. As pessoas quando se cumprimentam sentem algo descrito da seguinte maneira: "Eu reverencio a grandeza 
que h em voc. Eu reverencio o lugar em seu corao onde moram sua coragem, honra, amor, esperana e sonhos. Eu reverencio o lugar em voc onde, se voc estivesse 
nesse lugar em voc e eu estivesse nesse lugar em mim, haveria somente um de ns."

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Razo
Essa faculdade, advinda desde o Pleistoceno, corresponde ao momento em que o ser humano, esprito imortal, adentra um corpo onde a estrutura cortical lhe permitiria 
a elaborao de imagens com alto padro de definio. As experincias vividas nos corpos animais, bem como nas espcies macacides e hominais, lhe creditaram implementos 
psquicos capazes de, habitando um corpo humano, ter conscincia de sua individualidade. Porm no  o crebro humano que lhe daria a razo, mas sua constituio 
perispiritual, j estruturada nas referidas experincias. O perisprito altamente organizado lhe permite a capacidade de forjar o corpo humano tal qual ele hoje 
existe. O Princpio Espiritual ainda estagiando no corpo fsico do animal superior, o mamfero, ainda no possui implementos psquicos suficientes para construir 
o corpo humano. Seu perisprito ainda no possui as caractersticas psquicas capazes de impulsionar a formao da camada cortical do sistema nervoso. O princpio 
vital, diferenciao do Fluido Universal, moldvel pelo psiquismo espiritual s d origem quela camada quando o Esprito possui

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determinados elementos das leis de Deus. Elementos esses que surgem nas experincias solitrias do Esprito e na complexidade das organizaes sociais. A razo vai 
surgir dessas experincias coletivas. Ela  forjada nas vivncias das comunidades humanides que existiram h mais de um milho de anos. Hoje no  mais possvel 
ao Princpio Espiritual que habita os corpos animais dos mamferos prximos ao ser humano adquirir, no planeta, a razo. As condies sociais que propiciaram a gerao 
dos elementos das eis de Deus l so possveis em planetas mais atrasados que a Terra. A aquisio deles  impraticvel aqui, pois as condies climticas e sociais 
no lhes permitem. O animal, isto , o Princpio Espiritual que nele habita, no  dotado de razo visto que ainda no conseguiu viver as experincias que o capacitariam 
 transformao psquica. No reino animal superior existiro experincias vivenciais exaustivamente repetidas que possibilitaro o surgimento da razo. So elas 
que, impregnadas no perisprito, daro surgimento  razo no Esprito. Eis algumas delas: 1. As lutas pela supremacia nos grupos animais; 2. A defesa de territrios; 
3. Os cuidados com a manuteno alimentcia de seus dependentes; 4. A previsibilidade de alguns fenmenos da natureza; 5. A aquisio de uma linguagem mais compreensiva 
em seu grupo; 6. As manifestaes afetivas embrionrias nas trocas sexuais; 7. As perdas diante da morte;

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8. As manifestaes de emoes instintivas diante de doenas; 9. A repetio de tendncias comportamentais recompensadoras pelo grupo; 10. As experincias perceptivas 
do tempo; 11. As vivncias que aliceram as dimenses espaciais. Portanto, do macaco para o homem h uma distncia a ser perseguida pelo Princpio Espiritual que 
habita no primeiro. Provavelmente no houve esse marco definido, no qual se pode afirmar o incio da razo, mas seguramente, ela no existe no primeiro e est presente 
no segundo. O ser humano foi se descobrindo como tal e distanciando-se cada vez mais do reino animal, na fase humanide. A aquisio de capacidades que lhe deram 
tal condio se alicerou ao longo de milhares de anos e s foi possvel atravs de reencarnaes sucessivas. A razo no Esprito  resultante da aquisio de importantes 
elementos constituintes das leis de Deus. S aps ter adquirido certas faculdades  que o Princpio Espiritual alcana a condio de Esprito. A razo permite ao 
Esprito ingressar no ciclo da percepo de si mesmo como individualidade e na possibilidade de considerar a existncia de Deus como causa de sua existncia. O apogeu 
desse ciclo foi iniciado desde o Sculo XVI com o surgimento do Racionalismo. Ns ainda estamos sob o domnio dele, pois no vivemos suficientes experincias para 
alcanar uma nova fase. Esse ciclo s ir se concluir na medida que o Esprito adquira outras faculdades que o capacitaro a perceber sua essncia e atingir o sentimento 
pleno da existncia de Deus em si mesmo.

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Podemos afirmar que o Espiritismo  a base em que se assenta o novo ciclo, pois incorpora os princpios do racionalismo e apresenta os paradigmas espirituais que 
faro o Esprito incorporar novas faculdades a si mesmo.  a razo que permite ao Esprito estabelecer a diferena entre a prpria existncia e a Natureza a sua 
volta. Com ela ele se v separado do mundo, sentindo-se distinto dele. Pode-se dizer que a conscincia de si mesmo ir dar os primeiros passos para poder fixar no 
Esprito as noes superiores de amor. A razo no transformou o ser humano em superior ou mesmo completou seu ciclo evolutivo. Apenas lhe forneceu mais uma ferramenta 
para a compreenso do Universo. Ela  apenas mais um degrau evolutivo. Com ela ele deve buscar novos instrumentos que lhe permitam avanar no rumo da felicidade. 
Quanto mais nos quedamos diante da razo, deixando de lado o rico material oriundo das emoes, mais nos distanciamos da verdadeira Vida.

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Emoo e Sentimento
Assim como a razo  decorrente de experincias sucessivas na evoluo do Esprito, a educao das emoes surge como resultante das vivncias emocionais no campo 
do convvio e das relaes interpessoais. A emoo  uma reao afetiva, aguda e momentnea, de curta durao com ou sem reaes somticas e ocorre, na maioria das 
vezes de forma instintiva. O sentimento, mais complexo que a emoo,  uma configurao afetiva estvel, de durao maior e que est associada a contedos psquicos 
mais consistentes. O sentimento se constri a partir de experincias ou reflexes conscientes que se associam a redes emocionais inconscientes. O questionamento 
quanto s reaes emocionais prprias e aquelas provocadas nos outros, permite o surgimento e o desenvolvimento da educao das emoes. O Esprito necessita evoluir 
nesse campo a fim de agregar faculdades ao perisprito para que possa alcanar novas leis de Deus. Parece-nos que o Criador reservou s emoes um captulo posterior 
 aquisio da Razo quando idealizou a alma humana, o Esprito. A integrao da Razo ao Esprito

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 patamar necessrio  educao das emoes, visto que estas alcanam o ponto do Esprito mais prximo de Deus. As emoes so o encontro da idia com a energia 
impulsionadora da Vida. Os pensamentos so a mesma idia, porm j contaminada ou influenciada pelas emoes. As emoes devem ser sentidas com equilbrio e harmonia, 
pois facultam-nos possibilidades de contato com as vibraes superiores do Universo.  preciso aprender a viv-las sem as limitaes caractersticas da alma medrosa 
e intimidada pela racionalidade excessiva. O sentir com o corao  o desabrochar para permitirse a manifestao de Deus sob a forma mais sublime, percebendo que 
a Vida  mais do que a racionalidade e a capacidade de escolher palavras para construir frases ou saber fazer conexes lgicas. As emoes equilibradas podem nos 
fazer conectar com as foras superiores do Universo. Deus parece que enderea o ser humano ao caminho da busca pelo seu equilbrio emocional. Toda a cultura, todo 
o saber, toda a racionalidade, toda a sabedoria, bem como todo o intelecto podem levar o ser humano a dar passos muitos largos em sua evoluo, porm jamais o faro 
sentir a Vida em sua beleza e sua generosidade. Por mais que conhea o mundo e o Universo, ningum chegar ao cume da evoluo sem aprender a sentir emoes e a 
educ-las nas relaes com seus semelhantes. De que vale o saber se, o que se conhece, no enxuga a prpria lgrima de quem sente a dor na alma? Toda a construo 
humana deve ter seu sentido voltado para a felicidade, e esta  alcanada no equilbrio e na harmonia do mundo interior das emoes do Esprito.

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O Esprito  livre para manifestar-se e viver a prpria Vida que estruturou para si. A conquista do livre arbtrio torna-o eternamente responsvel pelas construes 
emocionais que abriga em si mesmo e pelas que fomenta nos outros. Os sentimentos so produtos que se constroem a partir da complexa unio de experincias vividas 
ao longo da trajetria evolutiva. No so simples momentos em que nos permitimos extravasar a energia reprimida. So frutos de construes onde se misturam idias, 
smbolos, complexos, desejos, vontade, sexo, poder, etc. Eles nascem do fundo da alma e trazem seu histrico milenar. Educ-los  o mesmo que organizar o prprio 
passado, colocando-o a servio do presente, na direo do futuro. As conexes emocionais so matria prima da psiqu. So elas que contm nossa fora propulsora 
para a felicidade.

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Sensibilidade
A sensibilidade  uma das primeiras percepes que o ser espiritual experimenta em sua jornada evolutiva atravs do perisprito. Ela possibilita o contato entre 
o Esprito e a matria. Pode-se dizer que  atravs dessa faculdade que vai se formar, nos primrdios da evoluo, o envoltrio que servir de liame entre o Esprito 
e a matria e que o capacitar a apreender as leis de Deus. Ela  a base do sentido tctil que nos permite interagir com o meio ambiente e nos dele distinguirmos. 
Ela nos possibilita sentirmo-nos ligados ao Universo e integrados a ele.  ela que nos d a percepo de limites e possibilidades, trazendo-nos a noo de espao. 
Com as experincias constantes do contato com a matria, essa faculdade vai se aprimorando e tornando-se cada vez mais complexa at permanecer no inconsciente e 
imperceptvel ao ego, assumindo a condio de automatismo biolgico. O Esprito, nas suas experincias de contato, submetendo-se s condies a priori, condiciona-se 
 percepo embrionria que lhe dar a capacidade futura de sentir emocionalmente. Hoje, quando conseguimos sentir

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emoes, mesmo aquelas mais aversivas, devemos ter a conscincia de que isso se deve ao trabalho exaustivo de repetidas experincias ao longo de milhes de anos 
no contato com a matria bruta. As condies a priori dizem respeito  capacidade de acoplar-se  matria, a qual tem a propriedade de flexibilizar-se na presena 
do Esprito, moldando-se de acordo com as necessidades evolutivas dele. O Esprito, por fora das leis de Deus, promove alteraes na matria (matria = me  natureza 
moldvel). No perodo em que se acopla ao princpio vital organizado nas plantas, o Princpio Espiritual estar absorvendo os elementos constituintes das leis de 
Deus que dizem respeito  formao da capacidade de sentir e emocionar-se. A sensibilidade fsica  o embrio da faculdade do Esprito em sentir as emoes primitivas 
no animal e base para os sentimentos superiores da alma elevada. Tudo o que o corpo experiencia transfere-se para o perisprito que codifica cada fase do processo. 
Por sua vez o Esprito absorve o resultante de tais experincias e o integra s suas estruturas de consolidao das leis de Deus. Mesmo as sensaes primrias que 
o esprito vive, nos seus gozos animais, so transferidas ao perisprito que as associa a outras, integrando-as em parmetros que se conectaro na intimidade do 
Esprito. A sensao fsica apurada em certas pessoas no lhes garante a correspondente sensibilidade perispiritual, nem tampouco evoluo espiritual maior. Isto 
se deve to somente  repetio de experincias prprias e hereditrias no campo da sensibilidade orgnica.

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A sensibilidade observada nas pessoas que as torna capazes de sentir presenas espirituais ou de pressentir eventos futuros tambm parece decorrer de exerccios 
e habilidades conquistadas. A sensibilidade para perceber os sentimentos e os aspectos sutis da Vida decorre das aquisies do Esprito nas experincias ricas em 
emoes e que atingem a alma divina. Essa sensibilidade est presente nos Espritos que j alcanaram maturidade para a percepo da grandeza do amor.

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Eu ou ego
Chamo de eu ou ego a representao do Esprito no mundo. Ele  a sntese momentnea da personalidade integral. Atravs dele o Esprito se realiza, transformando 
milhes de anos de evoluo na efemeridade de um instante. A existncia do ego  fundamental ao Esprito, visto que sua manifestao direta no mundo sem esse intermdio 
tornarse-ia impossvel dada a natureza de sua essncia. Segundo Jung, o ego  o sujeito da conscincia e surge constitudo de disposies herdadas e de impresses 
adquiridas inconscientemente. Jung tambm considerava o ego um complexo. Creio tambm que o ego, por representar o Self, tambm traz um modelo dele oriundo.  a 
conscincia emprestada ao mundo pelo Esprito dando-lhe a feio material. Torna-se sua manifestao de identidade ao se apresentar ao mundo. Mesmo durante o sono, 
nos estados de coma, na idade infantil, ele est presente, ainda que temporariamente inibido. No sono, face ao entorpecimento do corpo, ele se encontra mais livre 
dos condicionamentos da matria carnal. Nos estados de coma, bem como no perodo de preparao reencarnatria permanece vigilante em face da possibilidade

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de deixar ou entrar no corpo. Na criana, logo aps o nascimento, inicia-se nova fase de agregao de valores, emoes, conhecimentos e experincias para a estruturao 
do ego. A formao do eu  uma exigncia evolutiva imprescindvel  aquisio das leis de Deus. Sem essa estrutura funcional  impossvel a percepo da singularidade 
do Esprito.  com o ego que o esprito se realiza e apreende as leis de Deus. A cada nova experincia reencarnatria, quando ainda criana, por fora da convivncia 
social, a psiqu vai formando uma identidade pessoal que permite o aparecimento do ego. As fases estabelecidas por Piaget para o desenvolvimento cognitivo sinalizam 
para a maturao de estruturas psquicas, portanto perispirituais, no processo de aprendizagem. A primeira fase  a sensrio-motor, na qual h o predomnio das sensaes 
e imagens e pressupe a assimilao por repetio dos estmulos ambientais. A segunda fase  a pr-operatrio, na qual h o domnio dos smbolos e o desenvolvimento 
da linguagem e dos sentimentos interpessoais. A terceira fase  a operatrioconcreto na qual h o domnio de classes, de nmeros e o pensamento lgico se estrutura. 
E, por ltimo, a fase operatrio-formal, na qual estrutura-se o pensamento abstrato. Essas fases descrevem de forma lgica como as capacidades latentes do Esprito, 
j estruturadas no perisprito, alcanam a vida consciente, porm se referem necessariamente  formao do eu. Sua estruturao se inicia a cada nova encarnao 
e desencarnao visto que, sempre que a realidade externa muda radicalmente, ele se apresenta como recurso do Esprito para o necessrio aprendizado.

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O corpo faz parte do eu ou ego enquanto este se sentir identificado com aquele. Por conseguinte o ego se autoestrutura contraindo-se ou se expandindo. Antes de transcender 
o ego ou mesmo de tentar anullo, devemos pensar em conhec-lo, estrutur-lo, e, se for o caso, redefini-lo.  equvoco pensar em renncias e desapego quem ainda 
no conseguiu, por motivos diversos, da atual ou de outras encarnaes, estruturar adequadamente seu ego. O ego estabelece o domnio do tempo. Por causa dele existe 
passado, presente e futuro. No h tempo no domnio do Esprito. Da mesma forma, o ego delimita um espao. Para o Esprito no h espao, mas apenas existncia. 
A entrada no corpo, fsico ou perispiritual, desloca a conscincia do Esprito para o ego. A matria atrai o Esprito  semelhana de um im sobre um metal. O ego 
 um portal de acesso  zona consciente e elo de ligao psquica da matria com o perisprito. Por ele transitam todas as experincias do campo da conscincia, 
desde aquelas que so captadas diretamente pelos sentidos at as que so devolvidas do inconsciente. O acesso do ego aos contedos do inconsciente gravados no perisprito, 
bem com s leis de Deus j conquistadas pelo Esprito  automtico e no depende da suspenso da conscincia, porm nunca  direto, visto que eles so guardados 
no formato de smbolos conectados emocionalmente. O ego trabalha de forma linear e seqencial, portanto numa freqncia incompatvel  existente no perisprito. 
O que ocorre  que o acesso nem sempre  desejado, porm a influncia dos contedos  constante.

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Desejo
O desejo, seja sexual ou no, o movimento em todas as suas gradaes, desde Aristteles, as motivaes ou necessidades conforme estabeleceu Abraham Maslow, as exigncias 
de identificaes coletivas dentre outros impulsos que direcionam as aes humanas, no so mais do que expresses do influxo criador que encontra possibilidades 
de manifestao externa a partir da estrutura ntima do Esprito, a quem cabe dar-lhe expresso especfica. O desejo  gerador da vontade e pertence s estruturas 
mais ntimas do Esprito;  atravs das experincias acumulativas do Esprito que ele se enraza no perisprito gerando os condicionamentos. A maioria dos desejos 
do ser humano obedece aos condicionamentos orgnicos ainda embrionrios e perispirituais j consolidados. O processo evolutivo implica em educar os desejos, j transformados 
em condicionamentos a servio do Esprito. Erradic-los no s  prejudicial como, de certa forma, impossvel.  nesse sentido que toda represso gera necessidade 
de realizao futura, visto que se trata, muitas

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vezes, de se tentar intervir em condicionamentos perispirituais. O Esprito necessita educar seus instintos e utilizar seus desejos com o objetivo de extrair de 
suas experincias as leis de Deus. O desejo  a fora interna que move a vontade. E esta  o ato voluntrio com objetividade para a realizao de algo. O animal 
no possui vontade. Seu instinto  a manifestao do desejo oriundo de sua essncia divina. Por condicionamento, sem o necessrio preparo educativo do desejo, o 
ser humano costuma atend-lo abruptamente assim que ele irrompe  conscincia. s vezes, nem  conscincia ele precisa vir para que nos movamos para atend-lo, face 
ao automatismo perispiritual inconsciente. Por esse motivo atende a desejos dos quais mais tarde se arrepende, atribuindo aos estmulos externos sua ocorrncia. 
A educao do desejo se inicia com a percepo de sua existncia, identificao dos fatores que estimulam seu surgimento, experimentao moderada e adequada de sua 
realizao, renncia a atend-lo quando lhe perceber o dano que possa causar, mobilizao da energia gerada por ele para outro foco, e por fim, com seu direcionamento 
para os objetivos de auto-realizao. As obsesses espirituais, ocorrncia comum ao ser humano, tpica do nvel evolutivo em que nos encontramos, decorrem, muitas 
vezes, da realizao inadequada dos desejos. As medicaes inibidoras da motivao, da ansiedade e da mobilidade, longe de erradicarem os desejos humanos, os ampliam 
adiando sua expresso para algum momento em

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que o Esprito se sinta mais corajoso para realiz-los. Toda represso gera acmulo que necessita de escape. No ser humano  importante que seu desejo o guie para 
a felicidade, sem que amarras psquicas o prendam ao passado e sem que ele mesmo tente desviar ou boicotar seu destino.

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Vontade
A vontade  o desejo educado. Pertence ao Esprito dotado de razo e dever, para seu progresso, estar a servio da evoluo. Ela  uma potncia que nasce na intimidade 
do Esprito, sendo continuao ou expresso da Vontade Divina. Enquanto o desejo  o impulso inconsciente para realizar algo, a vontade  a disposio consciente 
para fazlo. Nela a iniciativa faz parte de conexes emocionais e racionais dirigidas a determinado fim. A falta de nimo numa pessoa no lhe anula o desejo, mas 
apenas inibe sua vontade, que estar impedida pelo direcionamento do desejo a outro mvel.  fundamental que estejamos sempre a nos perguntar a servio de que objetivo 
est a vontade, para que no nos peguemos de surpresa atendendo a desejos inconscientes contrrios aos nossos propsitos de Vida. Esse objetivo deve pertencer aos 
ideais de Vida e ser considerado como algo que transcende o tempo e as limitaes do corpo. Quando nossa vontade nos dirige para objetivos que nem sempre esto de 
acordo com o que queremos de bom para ns, pode ser que estejam ocorrendo influncias

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externas (de encarnados ou de desencarnados), alm daquelas oriundas do nosso mundo interior (inconscientes). Muitas vezes nos afirmamos sem fora de vontade por 
no percebermos a sutileza dessas influncias. Face  interferncia dos complexos e das influncias espirituais, a vontade dirige os nossos pensamentos para um alvo 
determinado, nem sempre consciente. Esses complexos, na sua maioria estruturados no decorrer das vidas sucessivas, necessitam da percepo consciente da natureza 
de seus contedos para que a vontade possa se manifestar em sua plenitude. Mesmo conscientes do que queremos e percebendo a direo de nossa vontade, isso no significa 
que lhe conhea seus motivos estruturais. Mesmo que se encontre um nome para definir essa objetividade inconsciente sempre h que considerar a impossibilidade de 
obstaculizar-lhe a direo ascencional.  preciso que nos conscientizemos desse movimento a que a Vida nos conduz. Entend-lo e trabalhar na mesma direo do movimento 
 condio essencial  felicidade; aprender a perceber o fluxo espontneo da vida e para onde ela nos leva, diminuindo a ansiedade e a impulsividade. Ela  direcionadora 
do princpio da evoluo do Esprito.  o motor da existncia real. Saber educ-la e direcion-la a servio do amor e da Vida  garantia de felicidade.  necessrio 
em algum nvel realizar a vontade. Por algum motivo ela  o impulso criador do Esprito querendo fluir. Muitas vezes sua manifestao em algumas atitudes nos choca 
pela flagrante oposio ao amor,  paz e  harmonia; no entanto devemos ter o discernimento para avaliar o nvel de evoluo daquele que a manifesta a fim de no 
dispararmos em ns o crivo forte do juzo ao

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comportamento alheio. O respeito ao equvoco do outro  fundamental ao nosso equilbrio. O perisprito contm vrias configuraes que representam as diversas experincias 
reencarnatrias, os inmeros processos existenciais, bem como as aquisies evolutivas. A vontade perpassa essas configuraes, trazendo novas reconfiguraes que 
mobilizam a matria sutil do perisprito gerando pensamentos e atitudes. O Esprito, no ato da criao, no possui livre arbtrio, visto que essa  uma conquista 
decorrente das experincias no contato com a Vida. Nele h apenas o impulso natural para o desenvolvimento.  preciso que coloquemos a vontade a servio da prpria 
felicidade dentro dos objetivos singulares de Deus para conosco. Onde a vontade  conscientemente e harmonicamente exercida, o destino se mostra mais flexvel, os 
caminhos se abrem  disposio do Esprito para que melhor possa escolher. O que nos move para construir e realizar na Vida pode ser chamado de necessidade, instinto, 
motivao, desejo, impulso; no importa o nome, porm devemos ter a conscincia de que  isso que nos leva a atender algum anseio ntimo; esse anseio  a expresso 
de Deus no Esprito. H que considerar a existncia de uma motivao inconsciente no ser humano da qual ele s se d conta quando ascende na escala evolutiva. Ele 
tem um desejo, ou necessidade latente, em realizar, em construir, em fazer, em movimentar-se na Vida. H um influxo criador divino. H algo que de Deus emana e flui 
e que perpassa cada ser, que, devido  configurao ou arranjo de cada "molde", corporifica-se.

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Os motivos pelos quais realizamos as coisas so manifestaes caractersticas da expresso de Deus e podem ser entendidos sob vrios ngulos distintos: quando buscamos 
a satisfao dos instintos nas manifestaes primrias da energia, nem sempre educadas; nas respostas ao ambiente que nos estimula a trocas para o necessrio convvio; 
quando nos aparece o desejo de poder que nos convida ao exerccio da autoridade; no desejo de satisfao sexual com a permuta das energias geradoras de vida; quando 
queremos segurana para estabelecer uma base pessoal; sempre que percebemos a necessidade de amor no equilbrio das relaes pessoais; quando queremos a aceitao 
dos outros para que nos sintamos existentes; ao buscar uma significao para a prpria vida; na busca da necessria socializao por conta da existncia do outro; 
na necessidade de crescer e amadurecer para fazer face aos desafios da Vida; no impositivo da autopreservao, condio inerente  imortalidade; quando temos a necessidade 
de valorizao pessoal na busca da individuao; na necessidade de realizao do prprio destino e do si mesmo; quando estamos em busca daquilo que consideramos 
ser o Criador da Vida ou quando estamos  procura de algo ou algum que nos complemente; Em todas essas circunstncias estaremos expressando a Vontade Divina para 
a manifestao do Deus interior que nos habita. A motivao  uma estrutura bsica da personalidade. Sem ela estamos a merc do inconsciente e das influncias externas. 
T-la sob o fluxo que nos leva s realizaes superiores do Esprito nos garante a conquista da harmonia. A motivao se traduz num certo querer, numa inclinao 
para um objeto alm de ns, num impulso para a sada da inrcia, numa tendncia a que algo se realize fora

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de ns, num anseio a que algo se concretize; todas essa possibilidades nos levam  manifestao daquilo que flui de Deus para a realizao de Sua obra. A necessidade 
do encontro com o outro, bem como a necessidade do encontro com Deus, so tambm manifestaes desse fluxo criador e realizador da Vida. Deus quando criou o Esprito 
e conseqentemente fez o Universo, colocou-Se nele para que o ser O buscasse de acordo com suas possibilidades evolutivas. O impulso criador da vida  dotado de 
um certo poder de renovao e criatividade. Quando, atravs da motivao e da vontade, o colocamos a servio do amor, realizamos a obra divina.

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Poder
O poder, enquanto desejo de dominar e determinar o destino alheio representa a assuno do orgulho como complexo preponderante na conscincia.  o egosmo levado 
ao extremo. Como expresso do egosmo e do orgulho, o poder  radicalmente contrrio ao amor, sendo impossvel sua convivncia com ele. Onde o poder se apresenta 
o amor se recolhe. Quando se permite que o ego domine a Vida e ele se identifique com as representaes da autoridade, da subservincia e do predomnio da obedincia 
cega, surge o poder cuja manifestao bsica destri as foras amorosas do Esprito. No obstante as manifestaes destrutivas do poder, sua experimentao, quer 
na posio de mando ou de obedincia,  necessria ao Esprito. Tais experincias o faro aprender leis que o ajudaro a co-criar em nome de Deus. No basta saber 
obedecer;  preciso ao Esprito aprender a mandar. Por ser criado da Divina Essncia, mais tarde, quando a evoluo lhe permite,  comum ao Esprito acreditar que 


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Deus. No percebe a necessidade de entender a distino essencial entre Criador e criatura. Deus . O ser humano existe a partir de Sua Vontade. A evoluo do Esprito 
tambm  a descoberta de sua essncia e a constatao paulatina de seu poder interior. Descobre ele que seu crescimento em busca de Deus  a conquista da liberdade 
de ser. Caso no fosse um processo de amadurecimento espiritual lev-lo-ia ao desejo irrefreado de poder. Quando se afirma que "querer  poder" deve-se ter em mente 
que o querer foi burilado para que no se imagine a possibilidade de algo absoluto. Seria melhor afirmar-se que "saber querer  poder" ou ainda que "descobrir o 
querer da Vida  poder". Esse poder representa a capacidade de motivar-se para realizar. Quando vamos em busca do poder estamos querendo afirmar a necessidade de 
estabelecer uma identidade pessoal perdida no emaranhado do inconsciente. A inferioridade certamente est l exigindo compensao. O poder que se exerce sobre algum 
dever sempre ser percebido como algo de extrema responsabilidade, pois somos responsveis por entrar no destino alheio. Quando a Vida nos oferece uma posio de 
comando, devemos entender que precisamos exerc-la com o mximo de equilbrio a fim de desempenharmos, naquele instante o papel a ns reservado por Deus. Ele nos 
confere a sublime tarefa de representa-lO junto queles que ainda no O percebem. Por mais que queiramos fugir dessa responsabilidade, um dia estaremos exercendo 
esse papel. Sua desincumbncia feliz ser determinante para a vivncia de experincias nos outros campos da Vida.

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Por muito tempo prevaleceu na sociedade humana, como tambm entre os animais, o predomnio do poder sobre a igualdade. A fora, o poderio militar, as reservas econmicas 
e as conquistas intelectuais estabeleceram hierarquias entre as coletividades. Um dia, quando o amor vigorar como princpio de unio entre ns, prescindiremos daquelas 
formas de domnio.

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Impulso Criador
Nada cresce ou se cria. S o Esprito se move. Ele representa o impulso criador da Vida. Por ser ele que descreve e percebe a Vida tal qual ela , sua existncia 
se torna condio imprescindvel. Tudo na Vida, portanto,  impulso criador. O impulso que nos leva a viver e a realizar no mundo no parece ser diferente para cada 
ser humano. O desejo de ter prazer, de ter poder ou mesmo a busca por uma autorealizao, parece-nos ter uma origem comum. Essa origem advm da estrutura ntima 
do Esprito que contm a capacidade de ser receptivo ao influxo criativo de Deus e, ao mesmo tempo, a disposio de aplicar esse ganho externo vindo do Criador. 
Todos somos "convidados" ao uso desse impulso participando da organizao e manuteno do Universo. Usando a criatividade e aplicando as leis de Deus, com o livre 
arbtrio contribumos com Ele na expanso da Natureza. A esse impulso, quando se manifesta na busca pela expresso instintiva que inclui a conservao da prpria 
vida, chamamos de primrio.  nessa fase que o ser

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solidifica sua existncia pela estruturao e defesa da vida orgnica.  primrio por que  bsico e primitivo. Est presente em todos os seres da Natureza.  a 
manifestao do Impulso Divino na forma mais inconsciente possvel. Por sua causa o Esprito estar atuando na Vida deterministicamente sem conscincia de sua existncia 
e, principalmente, de sua individualidade. Aps o aprendizado, recebendo por milhes de anos as primeiras manifestaes do Impulso Divino, o ser viver a fase em 
que ele se manifestar de forma secundria.  quando ele passar a express-lo atravs: do sexo, do desejo de referenciar-se e do estabelecimento de um espao prprio. 
Embora continue a manifest-lo na forma primitiva, ele buscar refinar esse impulso interno irrefrevel, nas aes que podem ser, mesmo que por instantes, postergadas. 
Nesse perodo seu desejo de poder se manifestar, instalando-se nele as primeiras ocorrncias egicas. Em toda sua evoluo o Esprito estar sujeito a esse impulso, 
sendo caracterstica de maturidade a educao de seu uso. O impulso tercirio, isto , a manifestao do Impulso Divino, de forma mais madura ocorrer quando o Esprito 
comear a compreender que  inevitvel fugir dele e que deve utiliz-lo a servio da Vida. Com ele buscar livrar-se de seus medos, das tenses psquicas provocadas 
pelas experincias comuns e estar consciente de sua utilidade na aquisio do conhecimento das leis de Deus.  ainda nessa fase que ele aprender o significado 
das relaes afetuosas, do amor, do perdo e de outras formas superiores de expresso daquele Impulso.

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A descoberta da necessidade de auto-realizao, da realizao do si mesmo, da individuao, ou de qualquer denominao que venhamos a dar ao sentido da Vida, pressupe 
uma percepo plena da natureza do Impulso Divino bem como do conhecimento de sua utilidade. Esse impulso tambm foi chamado de energia psquica, a qual se localiza 
no perisprito e nos permite a realizao de todas as emoes, pensamentos e atitudes.

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Mente, Crebro e Pensamento
A mente, aparelho psquico, ou psiqu, se situa no perisprito e  responsvel pela gama de fenmenos que atravessa o crebro a caminho do Esprito. Ela no  uma 
criao arbitrria da evoluo, mas um mecanismo de captao e atuao de que se serve o Esprito e deliberadamente constituda para servir a seus propsitos. A 
psiqu  um enigma, um mistrio tanto quanto a prpria Natureza. Temos apenas uma plida e imperfeita idia do que ela . Podemos perceber que o crebro, como qualquer 
mquina, obedece a um programa pr-definido. Sua deficincia no impede o ato de pensar, visto que este surge na intimidade do Esprito e se irradia atravs das 
propriedades do perisprito. O crebro no gera pensamento tanto quanto no  responsvel pelos fenmenos sutis da mente. Esta, tanto quanto o pensamento,  anterior 
a ele e em nada dele depende. Embora alguns problemas psicolgicos possam indiretamente decorrer de disfunes cerebrais, visto que o

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ser em evoluo nem sempre sabe lidar com obstculos, impressionando-se com eles, as anomalias ou transtornos psquicos decorrem de deficincias estruturais na mente. 
A profuso de pensamentos que ocorrem na mente humana sempre esteve presente em sua evoluo e se constitui aquisio importante discernir a procedncia deles. A 
construo do ego decorre tambm da necessidade de organizar os pensamentos que surgem do inconsciente, da influncia de entidades desencarnadas, dos fenmenos telepticos, 
bem como dos que, pelo ato da vontade, se formam na conscincia. O pensamento nos parece ocorrer como uma fala dentro de ns, porm ele  uma emanao ou expresso 
do Esprito que, utilizando-se da sutil energia do perisprito, o faz nascer. Para que o pensamento se desenvolva e forme uma idia  preciso que ocorram algumas 
operaes bsicas onde interferem os afetos, o desejo e a vontade. As operaes bsicas so: o conceito, o juzo e o raciocnio. O conceito  a expresso dos elementos 
gerais dos objetos e fenmenos e decorrem sempre da generalizao. O juzo ocorre quando estabelecemos uma relao entre dois ou mais conceitos. E o raciocnio decorre 
da relao entre juzos. Essas operaes ocorrem no perisprito e no dependem das estruturas cerebrais, salvo quando estamos encarnados e desejamos express-las. 
Ele  uma espcie de voz interior que constantemente nos obriga a conect-lo a algo consciente. Torna-se difcil no pensar, salvo se o Esprito utilizar-se de outra 
forma de expresso para manifestar a Vontade Divina.

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Em termos materiais o pensamento  uma onda de freqncia altssima que impressiona a matria de forma sutil, mas consistente a tal ponto de mov-la. O pensamento 
 uma emanao coercitvel, isto , obrigatria enquanto tivermos um corpo, seja este carnal ou perispiritual. Sua matria prima  a energia sutil do Universo. Seu 
fluxo  determinado pelo impulso criativo do Esprito. Sua construo  de responsabilidade do Esprito. Seus elementos e smbolos de ligao so encontrados na 
conscincia e no inconsciente. O ego parece ser o filtro de um feixe luminoso proveniente do Esprito que, constantemente apontando para a vida externa, perpassa 
por entre as redes de conexes emocionais existentes na zona inconsciente. Esse filtro tem funes de alcance interno dentro de limites estabelecidos pela evoluo 
do Esprito. A lembrana  uma funo na qual o filtro estar buscando conectar-se a contedos internos quando o resultante das experincias estiver no perisprito 
e a contedos externos quando ainda estiverem no crtex. O pensar, isto , o organizar o pensamento em torno de uma idia diretora  um dialogar consigo mesmo. Isso 
se d atravs da comparao que fazemos com algo conhecido. O "penso, logo existo" decorre da necessidade da existncia de um interlocutor interno para que o ego 
se sinta referenciado. Os "biochips" a que me referi l atrs podero servir  armazenagem de processos informacionais teis e que talvez alcancem a mente. O corpo 
no parece ter sido construdo para abrigar um ser espiritual. O crebro no contempla mecanismos com os quais o Esprito possa manifestar suas

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potencialidades. A mquina orgnica foi concebida e est sendo estruturada para a vida na matria a fim de fazer face aos desafios das condies externas. Tudo no 
organismo humano, em particular no crebro, gira em torno da vida material e de atender a respostas a estmulos oriundos dela. O crebro foi concebido para regular 
o corpo a fim de que ele se adapte aos embates fsicos.  quimera querer, atravs dele, explicar o Esprito. Ele  mero reflexo, imperfeito e pobre, do corpo espiritual. 
Seu funcionamento e sua estrutura no correspondem nem ao seu molde perispiritual, que dir ao Esprito. Creio que o Esprito, ao utilizar-se do corpo, deve ser 
como algum adulto que, desejando se deslocar de uma cidade a outra distante, s dispe de um pequeno velocpede infantil. A limitao  o desafio a ser vencido 
pelo Esprito, visto que, se nascesse perfeito, no valeria a pena existir. Estudar o crebro  dever da cincia e ele deve ser cada vez mais conhecido a fim de 
que possa ser utilizado todo o potencial que o corpo pode oferecer ao Esprito para seu aprendizado.  equvoco pensar que se possa alcanar o Esprito tendo-se 
mapeado o crebro e aps a descoberta de todas as funes que ele desempenha. No h regio no corpo onde se possa limitar o Esprito ou mesmo o perisprito. Notamos 
que h uma certa confuso entre o que  a mente e seus atributos e o que  o Esprito. Os processos mentais ou psicolgicos esto presentes tanto nos encarnados 
quanto nos desencarnados. As percepes extrasensoriais no so reveladoras ou provas da existncia do Esprito, mas to somente uma demonstrao de propriedades 
psquicas pertencentes ao perisprito. No perisprito, quer ligado ao corpo fsico ou no, h estruturas

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que permitem o pensar, o sentir, o memorizar, bem como todas as funes que atribumos ao crebro alm de outras por hora desconhecidas. A mente no parece "tocar" 
o crebro, mas justapor-se a ele sofrendo-lhe e provocando influncia como um im o faz quando se depara com um objeto metlico suscetvel ao alcance de seu campo. 
A ligao entre o perisprito e o corpo fsico, atravs de conexes sutis na base do crebro, percebidas por videntes, estabelece uma ntima unio entre os dois 
corpos. Essas conexes so de natureza energtica e se enraza na estrutura molecular, porm ainda  de forma no impregnante.

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Psicopatologia e Doenas Mentais
Parto do pressuposto de que o Esprito no adoece nem tampouco se degenera. O Esprito  essncia divina, princpio inteligente e, como tal, no sofre qualquer processo 
de degradao ou involuo, caracterstica do adoecer. O Esprito sempre evolui, acrescentando  sua ignorncia o resultante das experincias vividas. As falhas 
de carter, a maldade, os desvios de personalidade, observados nos indivduos e comumente caracterizados como enfermidades da alma, so decorrentes da ignorncia 
do Esprito quanto s leis de Deus. Portanto a "doena"  o desconhecimento das leis de Deus.  exatamente esse desconhecimento que ser causa da grande maioria 
dos transtornos psquicos.  preciso tambm entender que os conceitos de desvio de personalidade e de normalidade so extremamente difceis de se alcanar com preciso. 
O indivduo considerado normal  aquele que est ajustado ao seu meio conseguindo sentir-se bem psicologicamente e espiritualmente. Acresce tambm o fato dele sentir 
que sua

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vida tem um ou mais objetivos e que ele est encontrando no que faz o sentido da prpria Vida.  um conceito flexvel, visto que, as condies externas, isto , 
do meio em que ele vive, poder estabelecer uma norma de conduta no aceitvel em outra poca ou em outro meio ou cultura. No se deve pensar que o indivduo "anormal" 
apresenta um esteretipo definido, com sintomas observveis, ou que aquele que  "normal" no apresenta os mesmos sintomas. Essa separao entre o que  normal e 
o que  anormal  perigosa, visto que no consegue resumir a gama de variaes em que se apresenta a psiqu humana, nem se consegue perceber todos os sintomas oriundos 
dos distrbios psquicos. A separao que se faz entre aquilo que  normal do que  anormal pode ser perigosa, pois, em se tratando do ser humano, a subjetividade 
desempenha papel importante. Do ponto de vista de quem examina, a comparao com modelos de comportamento pr-estabelecidos atravs de critrios enviesados induz 
muitas vezes a erros graves. Por sua vez o paciente, ou quem o encaminha, muitas vezes induz (ao prprio paciente,  famlia ou a outro profissional) a equvocos 
com diagnsticos precipitados e sem base em observaes acuradas. Disposto a obter sua cura ele pode mascarar certos sintomas ou apresentar apenas aqueles que configuram 
um diagnstico que j lhe foi apresentado. O mascaramento, s vezes involuntrio, dos sintomas apresenta-se como alternativa de fuga ao processo de efetiva cura. 
Esse mascaramento faz parte da prpria doena do indivduo e s  perceptvel depois de repetidas observaes. Uma entrevista ou um breve encontro, tendo como base 
algumas respostas do doente, no deve ser suficiente

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para um diagnstico preciso. Deve-se observar na pessoa: a aparncia (higiene pessoal, vesturio, deformidades fsicas, etc.), conduta diria (traos do carter), 
sentimentos (emoes tpicas, humor, labilidade emocional, etc.), percepo sensorial (qualidade e quantidade das percepes dos cinco sentidos), pensamento (curso, 
contedo e forma), sono (durao, qualidade e alteraes), uso de substncias qumicas (drogas ou medicaes), grupo familiar (relacionamentos e responsabilidades); 
acrescemos a esses itens a necessidade de apurar a intuio, a fim de que o exame possa trazer elementos no observveis percebidos pela prpria experincia do entrevistador 
bem como pelo auxilio espiritual. A observao deve estender-se aos aspectos decorrentes dos fenmenos medinicos na vida do indivduo, a fim de se completar o quadro 
e se estabelecer um diagnstico mais preciso. Mesmo que se apresente um diagnstico do indivduo, deve-se ter em mente que ele nunca  definitivo ou rgido. As mudanas 
podem ocorrer a qualquer momento, inclusive no ato da entrevista. O diagnstico a que chegue o entrevistador no deve ser passado ao entrevistado, mesmo que ele 
o insista. A ele deve ser apresentado o que deve ser feito para que ele encontre equilbrio em face de seus processos que lhe causam sofrimento. Quando possvel 
 sempre bom uma entrevista em particular com parentes prximos ao doente. Os distrbios de natureza psquica, anteriormente chamados de loucura ou doena mental, 
devem ser especificados detalhadamente haja vista a gama de sintomas que a natureza humana revela quando quer expressar seu estado interior. O que se convencionou 
chamar de doena mental pode ter origem fsica, psicolgica ou perispiritual. O termo  inadequado tanto quanto as formas de tratamento

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convencionais. Cada ser humano que se encontre em desarmonia interior por fora da ignorncia do prprio Esprito, apresentar uma sintomatologia especfica, com 
diagnstico distinto e com tratamento6 singular. Chamar de loucura  o mesmo que dizer que todos os seres humanos so exatamente iguais. Os desequilbrios e transtornos 
psquicos se devem a uma irrupo inapropriada do inconsciente perturbando a adequao do indivduo ao meio, na qual ocorrem ou no a contribuio das influncias 
espirituais nocivas. Fundamental para o equilbrio do indivduo  a preservao da unidade da relao Self-ego alcanada pela internalizao e integrao  personalidade 
do contedo daquela irrupo. Os tratamentos qumicos convencionais e aqueles que se baseiam na conteno fsica partem do pressuposto que o problema est na organizao 
(ou desorganizao) cerebral. Embora possam cometer equvocos quanto s causas, a administrao de medicamentos, em certos casos, torna-se imprescindvel a fim de 
se diminuir o sofrimento do indivduo. H casos, mesmo se tratando de obsesso, em que a medicao  necessria como tambm o internamento em casas especializadas. 
Trata-se, nestes casos, de processos de subjugao de difcil erradicao, nos quais vtima e algoz se interpenetram sem se poder distinguir quem  quem. Ambas as 
providncias visam evitar um sofrimento maior para o doente.

6

Chamo de tratamento mdico o uso de medicao prescrita por um psiquiatra; tratamento psicolgico a aplicao de algum tipo de psicoterapia efetuada por um psiclogo; 
tratamento espiritual ou esprita aquele executado num Centro Esprita, com passes, gua fluidificada, reunio medinica intercessora, orao pelo doente, alm das 
recomendaes de que ele faa leituras edificantes, aprenda a orar e buscar sua transformao interior. As recomendaes incluem o grupo familiar.

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A medicao ataca os sintomas, inibindo parcialmente a manifestao de certos contedos do inconsciente. Por detrs da no apario dos sintomas continuam existindo 
e ocorrendo fenmenos dissociativos necessitando compensao adequada. O Esprito est sempre ativo.  comum confundir-se os transtornos psquicos com certos comportamentos 
socialmente no aceitveis. E para facilitar nossa compreenso poderemos dividi-los de acordo com a procedncia e com o tipo de manifestao, embora sempre considerando 
que eles decorrem da ignorncia do Esprito. Os primeiros so aqueles que se manifestam no corpo e provocam distrbios psquicos diversos, decorrentes de mal funcionamento 
ou mal formao do sistema nervoso. So os transtornos provocados ou por distrbios neurolgicos ou que decorrem de alguma anomalia gentica. No primeiro caso podemos 
encontrar transtornos provocados por acidentes e traumatismos que interferiro na capacidade de manifestao adequada da conscincia. Nos traumatismos nem sempre 
existem problemas perispirituais, visto que a deficincia est na mquina fsica. A inadaptabilidade ao mal funcionamento do corpo fsico pode gerar traumas emocionais, 
portanto perispirituais, ao indivduo, agravando sua problemtica. A degenerao cerebral, a senilidade, as isquemias cerebrais, as sndromes do sistema nervoso 
central e perifrico podem trazer distrbios psquicos de acordo com o nvel de evoluo do Esprito, pela forma como ele vai lidar com seu problema. Do ponto de 
vista reencarnatrio os casos os quais no so resultantes de impercia, negligncia ou imprudncia do indivduo, so decorrentes de agresso impetrada numa encarnao 
anterior nas reas correspondentes ao corpo

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fsico prprio ou de outra pessoa. Quando a deficincia  gentica, isto , adquirida no processo reencarnatrio, a problemtica  mais grave e suas causas mais 
complexas. Essas alteraes, sejam posteriores ao processo reencarnatrio ou no, nem sempre resultam em transtornos psquicos. E quando o so, podem trazer distrbios 
na conscincia, na capacidade de ateno e concentrao, no sentido de orientao, na memria, na capacidade intelectual pela impossibilidade fsica de manifest-la, 
bem como em outros tipos de alteraes a depender da regio cerebral atingida. Sempre, nesses casos, o problema  orgnico, sem alterao na mente. O segundo caso 
advm dos imprints perispirituais que alteram a formao do corpo fsico no processo reencarnatrio. Os transtornos psquicos decorrentes de alteraes cromossmicas 
no cdigo gentico so fruto das experincias de reencarnaes anteriores nas quais o ser humano promoveu desordens psicolgicas a partir de seu prprio comportamento. 
Essas desordens foram de tal monta e com tal complexidade que so capazes de alcanar sua estrutura perispiritual. De acordo com o captulo V do CID-10, 10 reviso 
da Conferncia Mundial da Sade, que trata dos Transtornos Mentais e Comportamentais, os desequilbrios psquicos podem ser divididos em dez tpicos, cuja seqncia 
no obedece nenhum princpio de valorao: 1. Transtornos Mentais Orgnicos, Inclusive os Sintomticos; 2. Transtornos Mentais e Comportamentais Devidos ao Uso de 
Substncia Psicoativa;

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3. Esquizofrenia, Transtornos Esquizotpicos e Transtornos Delirantes; 4. Transtornos do Humor (Afetivos); 5. Transtornos Neurticos, Transtornos Relacionados com 
o Estresse e Transtornos Somatoformes; 6. Sndromes Comportamentais Associadas a Disfunes Fisiolgicas e a Fatores Fsicos; 7. Transtornos da Personalidade e do 
Comportamento Adulto; 8. Retardo Mental; 9. Transtornos do Desenvolvimento Psicolgico; 10. Transtornos do Comportamento e Transtornos Emocionais que Aparecem Habitualmente 
durante a Infncia ou a Adolescncia; 11. Transtorno Mental no Identificado. Essa classificao  meramente didtica e convencional, embora embasada em Congressos 
internacionais e feita por especialistas do mundo todo. Em alguns casos transcrevi a descrio constante no captulo referido.  possvel estabelecer-se outro modo 
de classificao ou mesmo a incluso de outros tipos de transtornos, porm evitarei isso, no s por falta de capacidade e por exigir maior espao que um captulo 
de um livro. Apenas comentarei os diversos transtornos relacionados pela Organizao Mundial de Sade. Embora essa diviso seja criteriosa encontramos indivduos 
cujo transtorno apresenta sintomas de vrios tipos e que so descritos em tpicos diferentes. Essa diviso no inclui as cefalias, a epilepsia, bem como uma gama 
de problemas

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que afetam o Sistema Nervoso e que so tratadas no captulo VI. O fato de se diagnosticar o sintoma de um desequilbrio psquico ou mesmo de estabelecer uma classificao 
para suas variaes no implica em estabelecer-se suas causas, mas apenas em enquadr-los tecnicamente visando uma teraputica. Por outro lado, a classificao das 
obsesses em Simples, Fascinao e Subjugao  tambm ampla, embora bastante compreensiva. Pode-se observar uma variao muito grande tanto nos sintomas como nas 
causas dos transtornos psquicos que tm como componente a obsesso, o que exigir uma maior especificao dessa problemtica espiritual. Essa maior especificao 
facilitar os processos de tratamento e cura. Devemos entender que os transtornos psquicos no so necessariamente causados pela obsesso espiritual. Ela  componente 
invarivel. Muitas vezes no se pode determinar onde comea um e termina o outro. Independente da ocorrncia da obsesso espiritual, a gnese dos transtornos est 
sempre no esprito (encarnado ou desencarnado) com sua complexa estrutura mental e seus processos emocionais no resolvidos. Entre os Transtornos Mentais Orgnicos 
so catalogados aqueles que afetam o crebro provocando alguma disfuno ou leso cerebral. Enquadra-se nesta categoria a Demncia, a Sndrome Amnsica, o Delirium 
e as Sndromes Ps-traumticas. A maioria compromete a memria, a conscincia, o pensamento, o humor e o sono. A alterao no crebro, na maioria dos casos, est 
associada  leso perispiritual grave e que dificilmente se resolve numa encarnao. O tratamento de passes, a pacincia da famlia,

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a gua fluidificada e a orao, amenizam tais processos. A obsesso eventualmente ocorre e  componente secundrio na causa tanto quanto nos efeitos. O uso de medicao 
 recomendvel. Nos Transtornos Mentais e Comportamentais devidos ao uso de Substncias Psicoativas (lcool, opiceos, canabinides, sedativos e hipnticos, cocana, 
estimulantes, alucingenos, fumo, solventes volteis, etc.) os sintomas observveis se assemelham queles catalogados entre os decorrentes de disfunes ou leses 
cerebrais. Em alguns casos (a maioria) so reversveis os efeitos. Porm o uso prolongado causa danos cerebrais irreversveis, pois alcanam o perisprito. O ato 
de usar tais substncias em excesso parece estar associado  fuga da realidade por ausncia de limites. Psicologicamente parece que o indivduo busca a conteno 
de si mesmo na substncia que vai alterar seu organismo dando-lhe mais oportunidades e que chegue a um desfecho limitador. Em crianas e em adolescentes o fenmeno 
est associado  ausncia paterna. A obsesso  componente coadjuvante no uso de drogas. Em alguns casos ela  determinante como causa, mas  difcil dizer quem 
determina a vontade do uso da substncia, se o obsidiado ou o obsessor. O tratamento desobsessivo tem alcance limitado se no se fizer acompanhar de apoio psicolgico 
e, em alguns casos, mdico. O uso de medicao apropriada para cada caso  recomendvel. A famlia deve unir-se na busca de cura para o doente, sobretudo tendo pacincia 
e procurando o dilogo maduro sem a recriminao sobre a atitude do indivduo nem querer o estabelecimento de culpados. Em alguns casos o uso de algumas substncias 
psicoativas est associado s vidas passadas e seu surgimento muito precoce se deve 

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impregnao perispiritual. Nesse caso  tambm recomendvel o tratamento de passes. No tpico referente  Esquizofrenia e Transtornos Delirantes vamos encontrar 
uma srie de incluses cujos sintomas bsicos so: distores dos pensamentos, distores da percepo, afetos inapropriados, afetos embotados, ecos do pensamento, 
fuga de idias, fixaes persistentes, idias paranides, alucinaes, catatonias, anedonias, alteraes de conscincia, alteraes de identidade, etc. Para o mais 
principiante dos estudiosos da mediunidade no  difcil perceber que neste tpico esto catalogados os sintomas tpicos da obsesso. A esquizofrenia  um termo 
consagrado na psiquiatria porm se tornou extremamente abrangente englobando uma srie de transtornos por falta de expresso adequada. Ela inclui delrios persecutrios, 
alucinaes visuais, auditivas, perturbaes afetivas, comportamentos irresponsveis e imprevisveis, discursos incoerentes, enfraquecimento da vontade, hipo-atividade, 
hiperatividade, pobreza na comunicao, falta de cuidados pessoais, idias delirantes, retraimento social, distrbios de comportamento, psicose, manias, passividade, 
desejos suicidas. Esses fenmenos associados, no todo ou em parte, enquadram o indivduo como esquizofrnico ou tipo esquizotpico. A anlise dos sintomas deve ser 
muito criteriosa a fim de no nos precipitarmos em diagnsticos apressados e tendenciosos. Os sintomas esquizofrnicos podem ser causados por disfunes cerebrais, 
perispirituais ou por obsesso. H fenmenos provocados pelas disfunes cerebrais que nos impedem de afirmar com certeza se estaria ocorrendo, por exemplo, uma 
alucinao visual ou

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uma vidncia obsessiva. O paciente que vai a um consultrio ou que vai a um Centro Esprita apresentando os mesmos sintomas tender a prestar informaes diferentes 
de acordo com o meio onde esteja e a partir de diagnsticos anteriores ou suposies empricas. A anlise do histrico de vida, das relaes familiares, da observao 
direta e dos fatores subjetivos envolvidos na relao entrevistador-entrevistado deve ser criteriosamente feita para se ter idia do encaminhamento a cada caso. 
Pela experincia pessoal, ouso afirmar que, em todos os casos de esquizofrenia ou dos transtornos assim enquadrados, a obsesso est presente. O tratamento, portanto, 
ser, alm do acompanhamento mdicopsicolgico, a desobsesso nos moldes preconizados pelo Espiritismo, isto , passes, gua fluidificada, leituras edificantes, 
oraes, alm de reunies medinicas intercessrias. Muitas manias gestuais, a maioria das alucinaes visuais, os delrios persecutrios atribudos a vozes estranhas, 
bem como certos tipos de sonhos, todos caractersticos da esquizofrenia se devem s influncias diretas e insidiosas de espritos vinculados perispiritualmente ao 
indivduo encarnado. Em alguns casos de epilepsia tambm se observa a mesma vinculao quer direta ou prxima. Nos casos de epilepsia de origem medinica/espiritual 
as convulses observadas so autnticas manifestaes tpicas da mediunidade atormentada necessitando de tratamento espiritual. Geralmente nos casos de esquizofrenia 
o tratamento espiritual leva algum tempo, entre meses ou anos. Nas esquizofrenias costuma-se utilizar medicaes para conteno de certos sintomas. Em que pese serem

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recomendveis e em certos casos o doente no pode deixar de tom-las por muito tempo, elas no resolvem e, s vezes, devem ter suas dosagens reduzidas para que se 
observem sintomas mascarados pelos seus efeitos. O tpico referente aos Transtornos do Humor inclui os episdios manacos e os episdios depressivos. No primeiro 
caso  citada a hipomania, a mania com e sem psicose e o transtorno afetivo bipolar. No segundo caso so includas a ciclotimia e a distimia. Em ambos os casos as 
caractersticas bsicas so as alteraes de humor e de afeto. Nas manias se enquadram as elevaes de humor, as idias de grandeza e de superestima. Torna-se bipolar 
quando h aumento e rebaixamento do humor e da atividade. Nos episdios depressivos ocorrem: o rebaixamento do humor, a diminuio da atividade, a perda de interesse, 
a fadiga e lentido psicomotora, problemas no sono, idias de culpa, anedonia, irritabilidade e desejos suicidas. As influncias espirituais podem ocorrer nesses 
tipos de transtornos e contribuem muito para que se demorem na psiqu do indivduo. Elas so causa e conseqncia ao mesmo tempo, pois o indivduo atrai suas companhias 
espirituais de acordo com seu estado mental. Elas se demoram pela facilidade de conexo que encontram. O tratamento esprita e psicolgico  altamente recomendvel. 
O uso de medicao ansioltica e antidepressiva  tolervel em certos casos, porm deve ser evitada na maioria deles. No tpico referente aos Transtornos Neurticos, 
transtornos relacionados com estresse e transtornos somatoformes, esto includos as fobias, as ansiedades, o pnico, os transtornos obsessivo-compulsivos, as reaes 
ao

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estresse, as converses dissociativas e as somatizaes psicognicas. As fobias (medo de morrer, medo de perder o controle, medo de ficar `louco', medo de sair de 
casa, medo de multido, medo de viajar s, medo de exposio, medo de ser criticado, medo de certos animais, medo de sangue, medo de lugares altos, medo de escuro, 
medo de locais fechados, medo de viajar de avio) quando no esto relacionadas a traumas de infncia, pela exposio a algum evento grave e no esto associadas 
a outros transtornos da personalidade, isto , quando tomadas isoladamente, se devem  sintonia com eventos semelhantes oriundos de vidas passadas. Esses eventos 
se encontram gravados no perisprito e, por um mecanismo crmico, foi aberta uma `janela' de comunicao. O inconsciente passado se abre para o presente. Em certos 
casos as fobias so provocadas por influncia espiritual. Em geral medicaes so incuas. O tratamento esprita alivia, porm o tratamento psicolgico  fundamental. 
A Terapia de Vidas Passadas  recurso que pode trazer cura em certos casos. Os rituais observados nos Transtornos Obsessivos Compulsivos (TOC) em muitos casos obedecem 
a imposies causadas pela obsesso espiritual. O ato, s vezes,  causado por imitao automtica promovida por entidade espiritual que tem ligao crmica com 
o doente. Em outros casos o doente obedece a um automatismo perispiritual repetindo gestos e atitudes que cometeu no passado a fim de se libertar da culpa nele existente. 
O tratamento espiritual  recomendvel. O tratamento com medicao  incuo e o psicolgico tmido. O transtorno de pnico em geral est associado  obsesso tendo 
em vista a existncia do medo sem causa

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aparente, da ansiedade grave, das palpitaes cardacas, das sensaes de asfixia, das tonturas e sensaes de irrealidade. Em muitos casos est tambm associado 
 abertura do inconsciente. O tratamento espiritual  fundamental. O uso de medicao  inicialmente recomendvel e o tratamento psicolgico auxilia. Nas reaes 
ao estresse (reaes a um fato marcante e traumtico, lembrana de evento desagradvel, perturbao emocional por luto, separao ou perda financeira, etc.) o tratamento 
psicolgico  altamente recomendvel. O auxlio espiritual contribui para a cura. Os transtornos dissociativos e os transtornos somatoformes esto associados a processos 
psicolgicos e exigem tratamento correspondente. Em alguns casos, quando h transe involuntrio, recomenda-se o tratamento espiritual, por se tratar de obsesso. 
No tpico que diz respeito s Sndromes Comportamentais Associadas a Disfunes Fisiolgicas e a Fatores Fsicos esto includos os transtornos de alimentao (Bulimia 
e Anorexia), os transtornos do sono (insnia no orgnica, hipersonia, sonambulismo e pesadelos), as disfunes sexuais no orgnicas e a depresso e psicose puerperal. 
Tanto a anorexia quanto a bulimia, quando associadas a outros comportamentos psicticos e a idias delirantes podem ser catalogadas como sintomas secundrios de 
um processo mais amplo de desequilbrio psquico. Isoladamente elas apenas representam aspectos psicolgicos ligados a complexos e que devem merecer tratamento psicoterpico. 
Quando envolvidas em outros processos que ao exame superficial no se observam devem ser tratadas no s como distrbio psicolgico como tambm espiritual.

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Identificaes com personas de encarnaes passadas que trouxeram uma maior auto-estima, quando num corpo mais magro, principalmente na anorexia, podem ser tratadas 
com Terapia de Vidas Passadas. H casos de anorexias decorrentes de vampirizao espiritual. Neste caso outros sintomas tpicos da influncia de desencarnados costumam 
estar associados. A bulimia pressupe um grau maior de compulsividade que sugere identificao reativa a um passado reencarnatrio ou com obsesso espiritual. O 
tratamento psicolgico associado ao espiritual  recomendado em ambos os casos. O uso de medicao tende a surtir efeito redutor. A maioria dos transtornos do sono 
est associada  obsesso espiritual. Quando o sono da criana for agitado  recomendvel que um dos pais, ou ambos, aps que durma, converse baixinho com ela, falando-lhe 
palavras de confiana, carinho, segurana, impondo-lhe uma das mos sobre o peito, transferindo-lhe energias enquanto ora em seu favor. As disfunes sexuais no 
orgnicas (incapacidade de participar de uma relao sexual, frigidez, anedonia sexual, falta de ereo, falta de lubrificao vaginal, retardo orgsmico, ejaculao 
precoce, ocluso vaginal, dores durante a relao, ninfomania, satirase etc.) devem ser tratadas caso a caso. A maioria delas, quando no associadas a outros sintomas 
caractersticos de psicose, se devem a fatores psicognicos. O tratamento psicolgico  recomendvel em todos os casos. O uso de medicao  incuo e o tratamento 
espiritual , em geral, protelador de uma efetiva cura, em face do desvio do problema. Em alguns casos o problema  perispiritual, decorrente de

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perturbao no chacra gensico pelo uso inadequado da energia sexual na vida presente ou passada. As depresses e psicoses puerperais podem estar relacionadas com 
fatores crmicos oriundos da relao entre o reencarnante e a me. Merecem tratamento mdico, psicolgico e espiritual. No tpico referente aos Transtornos da Personalidade 
e do Comportamento Adulto esto inclusos: a) indivduos cuja personalidade possui traos paranicos, esquizides, anti-sociais, histrinicos, ansiosos, perfeccionistas, 
dependentes; b) indivduos com transtornos dos hbitos e dos impulsos (jogo patolgico, piromania, roubo patolgico, tricotilomia); c) indivduos com transtornos 
da identidade e da preferncia sexual (transexualismo, travestismo, fetichismo, exibicionismo, voyerismo, pedofilia, sadomasoquismo, bolinagem, necrofilia, imaturidade 
sexual, orientao sexual egodistnica). Da mesma forma que os itens do tpico anterior cada um desses transtornos merece anlise especfica. A maioria desses traos 
 fragmento de personalidades vividas em encarnaes passadas que persistem mesmo contra a vontade do Esprito. Eles podem fazer parte de outros transtornos como 
aspectos secundrios o que implicar em outro tipo de anlise mais complexa. Tratarei como sintomas isolados. Uma mesma pessoa pode apresentar traos das vrias 
personalidades adiante descritas, exigindo anlise mais detalhada. Deve-se verificar a preponderncia de traos ao longo de certo tempo. Os traos de personalidade 
descritos adiante, como em outros tpicos, no se configuram como doenas, mas eles atrapalham o

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desenvolvimento espiritual do indivduo. Por esse motivo  importante a busca de uma cura. A personalidade paranide apresenta uma sensibilidade excessiva a contrariedades, 
recusa a perdoar insultos, carter desconfiado, tendncia a distorcer os fatos, suspeitas injustificadas a respeito da fidelidade sexual do parceiro e um sentimento 
combativo e obstinado de seus prprios direitos. s vezes h uma superavaliao da importncia pessoal, havendo freqentemente autoreferncia excessiva. So pessoas 
com tendncias querelantes e propensas ao fanatismo. Pode-se ver que se trata de aspectos profundos da personalidade de algum que merece auxlio especializado. 
As causas para esse tipo de personalidade se localizam em vidas passadas onde as experincias vividas levaram a essa forma de reao ao mundo. Nesse caso a recomendao 
 tratamento psicolgico e a busca por uma proposta religiosa ou por um sentido superior para a prpria Vida. A proposta esprita para uma vida espiritualmente sadia 
pode tambm ser recomendada. A personalidade esquizide apresenta um transtorno caracterizado por um retraimento dos contatos sociais, afetivos ou outros, com preferncia 
pela fantasia, por atividades solitrias e afeita  reserva introspectiva. Acresce tambm uma incapacidade de expressar seus sentimentos e a experimentar prazer. 
Para melhor entendermos esse tipo de personalidade  preciso considerar que ningum  obrigado a viver extrovertidamente e em contato social intenso. A sociabilidade 
 desejada, mas a reserva e o gostar de viver consigo mesmo  opo tambm saudvel de vida. Porm a personalidade aqui analisada apresenta outros traos alm do 
simples carter introvertido o qual no

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promove o transtorno descrito. As recomendaes so as mesmas da personalidade descrita no pargrafo anterior. A personalidade dissocial ou anti-social e a personalidade 
com instabilidade emocional se caracterizam por um desprezo s obrigaes sociais, pela falta de empatia, pela tendncia de oposio s normas sociais estabelecidas, 
pela baixa tolerncia  frustrao e um baixo limiar de descarga da agressividade, inclusive da violncia, com tendncia a culpar os outros. Em alguns casos observase 
uma tendncia a adotar um comportamento autodestrutivo, compreendendo tentativas de suicdio e gestos suicidas. Os indivduos com essas caractersticas tambm so 
chamados de sociopatas, psicopatas, amorais, `bordeline' ou associais. Quando esses traos aparecem repentinamente na vida de uma pessoa, sem dvida nenhuma que 
se deve a uma obsesso espiritual. Quando eles iniciam timidamente na adolescncia e depois de algum tempo alcanam a maturao que caracteriza esse tipo de personalidade, 
pode estar ocorrendo uma obsesso espiritual com o agravante da afinidade psquica e quase cumplicidade do encarnado. Qualquer que seja o caso  recomendado o tratamento 
psicolgico, o espiritual e, em alguns casos onde haja riscos ou exposio perigosa do indivduo ou de seus familiares,  prudente o uso de medicao. A personalidade 
histrinica, tambm chamada de histrica, se caracteriza por uma afetividade superficial e lbil, tendncia  dramatizao, teatralidade, expresso exagerada das 
emoes, sugestibilidade, egocentrismo, autocomplacncia, falta de considerao para com os outros, desejo permanente de ser apreciado e de constituirse no objeto 
de ateno e tendncia a se sentir facilmente ferido. Esse tipo de personalidade  tpico de influncia

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espiritual obsessiva face  sintonia entre o encarnado e o desencarnado. Ambos apresentam traos semelhantes de personalidade e se comprazem em permanecer assim. 
As recomendaes para esse caso so de tratamento psicolgico e espiritual. No h necessidade de uso de medicao. A personalidade anancstica se caracteriza por 
um sentimento de dvida, perfeccionismo, escrpulos exagerados, verificaes, e preocupao com pormenores, obstinao, prudncia e rigidez excessivas. O transtorno 
pode se acompanhar de pensamentos ou de impulsos repetitivos e intrusivos no atingindo a gravidade de um transtorno obsessivo-compulsivo. Esse caso requer tratamento 
psicolgico. O apoio espiritual  recomendado. A personalidade ansiosa ou esquiva se caracteriza por sentimentos de tenso e de apreenso, insegurana e inferioridade. 
Existe um desejo permanente de ser amado e aceito, hipersensibilidade  crtica e a rejeio, reticncia a se relacionar pessoalmente, e tendncia a evitar certas 
atividades que saem da rotina com um exagero dos perigos ou dos riscos potenciais em situaes banais. A recomendao  pelo tratamento psicolgico. Do ponto de 
vista espiritual o problema pode ser decorrente dos repetitivos insucessos em vidas passadas que podem influenciar uma expectativa de nova ocorrncia. A personalidade 
dependente se caracteriza por: tendncia sistemtica a deixar a outrem a tomada de decises, importantes ou menores; medo de ser abandonado; percepo de si mesmo 
como fraco e incompetente; submisso passiva  vontade de outros (por exemplo, de pessoas mais idosas) e uma dificuldade de fazer face s exigncias da vida cotidiana; 
falta de energia que se traduz

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por alterao das funes intelectuais ou perturbao das emoes; tendncia freqente a transferir a responsabilidade para outros. O tratamento recomendado  psicolgico 
sem necessidade de uso de medicao. O apoio familiar bem como o espiritual  importante. H certos comportamentos que tendem  repetio, em geral contra a vontade 
e que aparecem em dado momento da vida do indivduo como alternativa ou fuga diante de obstculos que parecem intransponveis ou como resultante de algo no resolvido 
ao longo da vida. Em todos eles observam-se traos obsessivos espirituais, sempre com a conivncia do encarnado, requerendo tratamento psicolgico e espiritual. 
Nesses casos o uso de medicao se torna incuo. O jogo patolgico ou compulsivo  um transtorno que consiste em episdios repetidos e freqentes de jogatina que 
dominam a vida do sujeito em detrimento d valores e dos os compromissos sociais, profissionais, materiais e familiares. Ocorre geralmente na idade adulta tendendo 
a se tornar compulsivo pelo hbito. A tendncia pode ser fruto do mesmo comportamento em vidas passadas, porm pode ser apenas oriundo da atual encarnao como fuga 
psicolgica ou por obsesso espiritual. A piromania  o comportamento caracterizado por atos ou tentativas mltiplas visando pr fogo em objetos e bens sem motivo 
aparente, associado a preocupaes persistentes com relao a fogo ou incndio, quando no associados a outros transtornos tpicos da psicose ou da esquizofrenia. 
Este comportamento se faz acompanhar freqentemente de um estado de tenso crescente antes do ato e uma excitao intensa imediatamente aps sua realizao. O comportamento 
 fruto da obsesso espiritual

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por fora de um problema psicolgico. s vezes decorre da influncia do inconsciente de vidas passadas na vida atual. O tratamento, portanto,  psicolgico e espiritual. 
Em certos casos  recomendvel o uso de medicao ansioltica. O roubo patolgico (cleptomania)  um transtorno caracterizado pela impossibilidade repetida de resistir 
aos impulsos de roubar objetos. Os objetos no so roubados por sua utilidade imediata ou seu valor monetrio; o sujeito, ao contrrio, quer descart-los, d-los 
ou acumul-los. Este comportamento se acompanha habitualmente de um estado de tenso crescente antes do ato e de um sentimento de satisfao durante e imediatamente 
aps sua realizao. Esse transtorno  assim chamado quando no est associado a outro transtorno mental, depressivo ou  esquizofrenia. Geralmente  decorrente 
de influncia espiritual obsessiva muito embora o desejo mrbido j exista no prprio indivduo de forma inconsciente. O tratamento recomendado  psicolgico e espiritual. 
A tricotilomania  um transtorno caracterizado por uma perda visvel dos cabelos, causada por uma impossibilidade repetida de resistir ao impulso de se arrancar 
os cabelos. O arrancamento dos cabelos  precedido em geral de uma sensao crescente de tenso e seguido de uma sensao de alvio ou de gratificao. Quando h 
uma afeco inflamatria pr-existente do couro cabeludo, ou quando existe a prtica do arrancamento dos cabelos em resposta a delrios ou a alucinaes ou quando 
h movimentos estereotipados com arrancamento dos cabelos o diagnstico  outro. A tricotilomia est associada a episdios vividos em encarnaes passadas e requerem 
tratamento psicolgico (recomendvel Terapia de Vidas Passadas). Por vezes acontece com influncia obsessiva

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espiritual motivada por perseguio vingativa, exigindo tratamento espiritual. O uso de medicao ansioltica no incio do tratamento psicolgico e espiritual  
recomendvel. Os transtornos de identidade e de preferncia sexual assim so colocados em face da inadaptabilidade psicolgica do indivduo consigo mesmo e em resposta 
s exigncias do meio. No so, portanto, patologias em si. Quando um mesmo indivduo apresenta um conjunto variado de comportamentos ou prticas sexuais isso pode 
representar uma sndrome denotando uma focalizao excessiva de seu interesse geral nessa dimenso. Merecer nesse caso tratamento psicolgico. O transexualismo 
 o desejo de viver e ser aceito como pessoa do sexo oposto. Geralmente  acompanhado de um sentimento de mal estar ou de inadaptao por referncia a seu prprio 
sexo anatmico e do desejo de submeter-se a uma interveno cirrgica ou a um tratamento hormonal a fim de tornar seu corpo to conforme quanto possvel ao do outro 
sexo. A impossibilidade de realizao desse desejo proporciona desconforto psicolgico e, em certos casos, inadaptabilidade ao meio social. A percepo de que sua 
psiqu consciente  feminina leva o indivduo a esse desejo, que pode ser favorecido, isto , pode receber a contribuio de entidades espirituais. H um forte apelo 
de personas vividas em encarnaes passadas na estruturao do desejo. No caso do indivduo querer mudar seu desejo por no concordar ou no se submeter ele  recomendvel 
o apoio psicolgico e a desobsesso espiritual. Esta ltima tem efeito secundrio. O travestismo bivalente  o termo empregado para a atitude do indivduo usar vestimentas 
do sexo oposto

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durante uma parte de sua existncia, de modo a satisfazer a experincia temporria de pertencer ao sexo oposto, mas sem desejo de alterao sexual mais permanente 
ou de uma transformao cirrgica; a mudana de vestimenta no se acompanha de excitao sexual. Esse  o caso tpico da influncia do passado reencarnatrio do 
indivduo que o faz querer travestir-se. No se constitui em problema, salvo se provocar desconforto psicolgico no indivduo. Nesse caso o tratamento ser tambm 
psicolgico. O fetichismo se caracteriza pela utilizao de objetos inanimados como estmulo da excitao e da satisfao sexual. Numerosos fetiches so prolongamentos 
do corpo, como por exemplo, as vestimentas e os calados. Os objetos fetiches variam na sua importncia de um indivduo para o outro. Esse tipo de prtica reflete 
a necessidade de encontrar novas formas de obteno de prazer, nas quais o encontro com o outro tem importncia secundria. O uso de fetiches torna-se um ato condicionado 
tpico da fuga da realidade. Geralmente na sua prtica contribui a obsesso espiritual. Quando o indivduo sente algum desconforto psicolgico nessa prtica  necessria 
uma psicoterapia reforada pelo tratamento espiritual. Quando os dois itens anteriores esto presentes num mesmo indivduo diz-se que ele tem o chamado travestismo 
fetichista. As recomendaes so as mesmas aplicadas a cada uma das situaes. O exibicionismo  a tendncia recorrente ou persistente de expor os rgos genitais 
a estranhos (em geral do sexo oposto) ou a pessoas em locais pblicos, sem desejar ou solicitar contato mais estreito. H em geral, mas no constantemente, excitao 
sexual no momento da exibio e o ato , em geral, seguido de masturbao. O

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contrrio do exibicionismo  o voyeurismo que  a tendncia recorrente ou persistente de observar pessoas em atividades sexuais ou ntimas como o tirar a roupa. 
Isto  realizado sem que a pessoa observada se aperceba de o slo, e conduz geralmente  excitao sexual e  masturbao. Ambas as prticas esto relacionadas  
necessidade de chamar a ateno sobre si e sobre sua prpria sexualidade. O indivduo que assim procede acredita que ela  a maneira mais adequada a ele para um 
contato afetivo. As duas prticas tm cunho psicolgico, porm podem ser fruto de atitudes ligadas s vidas passadas, quando no havia o pudor to excessivo quanto 
hoje. Quando a atitude produz satisfao em constranger ou no desconforto que causa a exibio, o psicolgico  tratamento adequado. O apoio espiritual no deve 
ser descartado. A pedofilia  a preferncia sexual por crianas, quer se tratem de meninos, meninas ou de crianas de um ou do outro sexo, geralmente pr-pberes 
ou no incio da puberdade.  uma prtica que por si s demonstra a imaturidade sexual e afetiva em que se encontra o indivduo. Tem razes na represso sexual a 
que o indivduo foi submetido e em prticas sexuais viciosas, geralmente ocorridas em vidas passadas. O desejo mrbido em fazer sexo com crianas reflete a utilizao 
da energia sexual como instrumento de dominao, visto que h sempre imposio da prtica. Em casos raros a busca  feita pela criana. O tratamento psicolgico 
 necessrio. O tratamento espiritual pode ser importante quando a prtica est associada  obsesso promovida por espritos com a mesma patologia psquica. O sadomasoquismo 
 a preferncia por uma atividade sexual que implique dor, humilhao ou subservincia. Se o

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sujeito prefere ser o objeto de um tal estmulo fala-se de masoquismo; se preferir ser o executante, trata-se de sadismo. Comumente o indivduo obtm a excitao 
sexual por comportamento tanto sdico quanto masoquista. O sadomasoquismo  uma prtica que transforma o ato sexual em encenao e em instrumento de simbolizao 
de contedos psquicos. O indivduo que o pratica no sabe distinguir prazer de dor e confunde emoes com sensaes. Representa uma queda do ato sexual como encontro 
afetivo e ntimo entre pessoas que se amam, para se tornar um instrumento autoflagelador e punitivo. A prtica abusiva exige tratamento psicolgico e, muitas vezes, 
espiritual. Seu uso est associado  prtica excessiva e ao abuso do sexo em encarnaes passadas. s vezes decorrem de abusos sexuais sofridos na infncia. H outros 
transtornos da preferncia sexual visto que esta  uma dimenso muito vivida pelo ser humano e que nem sempre se torna pblica, mas que trazem incmodo psicolgico 
e que merecem tratamento especfico, tais como: o fato de dizer obscenidades por telefone, de esfregar-se contra algum em locais pblicos, a atividade sexual com 
um animal, o emprego de estrangulamento ou anxia para aumentar a excitao sexual, bolinagem e necrofilia. Geralmente nesses atos mais esdrxulos h, no s a influncia, 
como tambm a participao de espritos desencarnados em estado de grave distrbio psquico na dimenso sexual. No tpico referente ao Retardo Mental esto inclusas 
as gradaes leve, moderado, grave e profundo. O Retardo Mental  a parada do desenvolvimento ou desenvolvimento incompleto do funcionamento intelectual, caracterizado 
essencialmente por um comprometimento, durante o

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perodo de desenvolvimento, das faculdades que determinam o nvel global de inteligncia, isto , das funes cognitivas, da linguagem, da motricidade e do comportamento 
social. O retardo mental pode acompanhar um outro transtorno mental ou fsico, ou ocorrer de modo independente. A gradao do retardo mental leve inclui a dificuldade 
de aprendizado na escola, o atraso mental leve, a debilidade mental, a fraqueza mental e a oligofrenia leve. Muitos adultos com retardo mental leve so capazes de 
trabalhar e de manter relacionamento social satisfatrio e de contribuir para a sociedade. No retardo mental moderado ocorrem atrasos acentuados do desenvolvimento 
na infncia, mas a maioria dos pacientes aprende a desempenhar algum grau de independncia quanto aos cuidados pessoais e adquirir habilidades adequadas de comunicao 
e acadmicas. Os adultos necessitaro de assistncia em grau variado para viver e trabalhar na comunidade. Inclui o atraso mental mdio e a oligofrenia moderada. 
No retardo mental grave provavelmente deve ocorrer a necessidade de assistncia contnua. Inclui o atraso mental grave a oligofrenia grave. No retardo mental profundo 
devem ocorrer limitaes graves quanto aos cuidados pessoais, continncia, comunicao e mobilidade. Inclui atraso mental profundo e oligofrenia profunda. O retardo 
mental est diretamente relacionado a processos crmicos de longo curso e a ocorrncia de vidas passadas, que implicaram em abuso ou perturbaes das funes cognitivas. 
As alteraes so perispirituais e de difcil melhora. O indivduo permanece na encarnao com as limitaes impostas pela expiao provacional. As matrizes que 
interferem nas condies reencarnatrias a que todos nos submetemos se conjugam

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com o intuito de fazer o Esprito, atravs de seu perisprito, apreender as leis de Deus. A matria, em especial o crebro,  apenas o campo de materializao dessas 
matrizes. Suas disfunes obedecem rigorosamente s necessidades evolutivas do Esprito. Nada alm daquilo que  necessrio, muito embora, para evitar as possibilidades 
de fracasso e, reconhecendo as incapacidades do Esprito, atenuem-se as complicaes orgnicas a que ele estaria sujeito, graas  Misericrdia Divina. O retardo 
mental muitas vezes representa a necessidade que tem o Esprito de dar uma parada em seus complicados processos que, por imaturidade, o levam ao desequilbrio constante. 
Nessa reencarnao expiatria ele ir desenvolver outras habilidades que estavam inibidas pelos desequilbrios em curso desde muitas encarnaes. Entre essas outras 
habilidades incluo a calma, a pacincia, um ritmo mais desacelerado de viver, etc. Nesse sentido no h reencarnao que no possibilite algum tipo de benefcio 
ou aprendizado ao Esprito. O tratamento adequado visando a adaptao do indivduo ao seu problema e ao seu meio requer cuidado especial. A medicao quando recomendada 
 necessria. O tratamento psicolgico quando possvel deve ser feito. E o tratamento espiritual  sempre bem vindo. No tpico referente aos Transtornos do Desenvolvimento 
Psicolgico so classificados aqueles que tm em comum: a) incio situado obrigatoriamente na primeira ou segunda infncia; b) comprometimento ou retardo do desenvolvimento 
de funes estreitamente ligadas  maturao biolgica do sistema nervoso central; e c) evoluo contnua sem remisses nem recada.

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Na maioria dos casos, as funes atingidas compreendem a linguagem, as habilidades espao-visuais e a coordenao motora. Habitualmente o retardo, ou a deficincia, 
j estava presente mesmo antes de poder ser colocada em evidncia e geralmente diminui progressivamente com a idade; deficincias tambm mais leves podem, contudo, 
persistir na idade adulta. Os transtornos no desenvolvimento da fala e da linguagem, que geralmente esto comprometidas desde os primeiros estdios do crescimento 
da criana, podem ser resolvidos a partir de tratamentos convencionais. No so diretamente atribuveis a anomalias neurolgicas, anomalias anatmicas do aparelho 
fonador, comprometimentos sensoriais, retardos mentais ou a fatores ambientais. Os transtornos especficos do desenvolvimento da fala e da linguagem se acompanham 
com freqncia de problemas associados, tais como dificuldades da leitura e da soletrao, perturbao das relaes interpessoais, transtornos emocionais e transtornos 
comportamentais. No transtorno da articulao da fala e da linguagem, a utilizao dos fonemas e a capacidade de utilizar a fala pela criana so inferiores ao nvel 
que corresponde a sua idade mental, mas no entanto o nvel de aptido lingstica de compreenso da linguagem  normal. Incluem-se a dislalia (dificuldade em articular 
palavras), a lalao (forma infantil de falar), a disfasia (dificuldade de coordenao e arranjo das palavras) ou a afasia (perda da palavra falada ou escrita) de 
desenvolvimento do tipo expressivo. H tambm o transtorno receptivo da linguagem no qual a capacidade de compreenso da linguagem pela criana est abaixo do nvel 
correspondente  sua idade mental. Em quase todos os casos, a linguagem expressiva estar tambm marcadamente

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prejudicada e so comuns anormalidades na articulao. Classificam-se nesses casos a agnosia auditiva congnita, a surdez verbal e outros tipos de afasia. Ainda 
dentro deste mesmo item vamos incluir os transtornos especficos do desenvolvimento das habilidades escolares. So transtornos nos quais as modalidades habituais 
de aprendizado esto alteradas desde as primeiras etapas do desenvolvimento. O comprometimento no  somente a conseqncia da falta de oportunidade de aprendizagem 
ou de um retardo mental, e ele no  devido a um traumatismo ou doena cerebrais. Inclui-se o transtorno especfico de leitura cuja caracterstica essencial  um 
comprometimento especfico e significativo do desenvolvimento das habilidades da leitura, no atribuvel exclusivamente  idade mental, a transtornos de acuidade 
visual ou a escolarizao inadequada. A capacidade de compreenso da leitura, o reconhecimento das palavras, a leitura oral, e o desempenho de tarefas que necessitam 
da leitura podem estar todos comprometidos. O transtorno especfico da leitura se acompanha freqentemente de dificuldades de soletrao, persistindo comumente na 
adolescncia, mesmo quando a criana haja feito alguns progressos na leitura. As crianas que apresentam um transtorno especfico da leitura tm freqentemente antecedentes 
de transtornos da fala ou de linguagem. O transtorno  acompanhado comumente de transtorno emocional e de transtorno do comportamento durante a escolarizao. A 
leitura especular e a escrita especular so classificadas nesse item. O transtorno especfico da soletrao tem como caracterstica essencial uma alterao especfica 
e significativa do desenvolvimento da habilidade para soletrar, na ausncia de antecedentes de um transtorno

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especfico de leitura e no atribuvel  baixa idade mental, transtornos de acuidade visual ou escolarizao inadequada. A capacidade de soletrar oralmente e a capacidade 
de escrever corretamente as palavras esto ambas afetadas. Ainda no que diz respeito s habilidades escolares h o transtorno que implica numa alterao especfica 
da habilidade em aritmtica, no atribuvel exclusivamente a um retardo mental global ou  escolarizao inadequada. O dficit concerne ao domnio de habilidades 
computacionais bsicas de adio, subtrao, multiplicao e diviso mais do que as habilidades matemticas abstratas envolvidas na lgebra, trigonometria, geometria 
ou clculo. Os transtornos que envolvem as habilidades relativas  fala,  linguagem,  escrita podem ter causas distintas no que diz respeito s atitudes do indivduo 
em vidas passadas. Nesses casos a comunicao do ser com o mundo est alterada ou comprometida.  nessa capacidade de comunicao que se encontram os problemas que 
se instalaram por fora da lei de evoluo. As dificuldades representam oportunidade de aprendizagem. Talvez o indivduo tenha utilizado aquela capacidade de forma 
inadequada em atitudes que alteraram sua estrutura perispiritual. No est descartada a possibilidade de serem resduos de carma negativo do passado reencarnatrio 
ainda no completado. A responsabilidade dos pais ou equivalentes  resolvida na medida que eles buscam a melhora e a cura de seus filhos. Foram co-responsveis 
pelos problemas que eles atravessam. A maioria desses transtornos envolvendo a comunicao e a aprendizagem escolar pode ser reversvel se forem diagnosticados e 
tratados logo na primeira infncia. A educao infantil especializada incluindo a

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fono-audiologia, a psicopedagogia, a psicologia infantil, a pediatria, dentre outras especialidades, deve ser consultada para um tratamento eficaz. O tratamento 
espiritual contribui para a cura quando esses transtornos esto associados  hiper-atividade, a dificuldades no sono,  labilidade emocional,  agressividade e a 
outros sintomas tpicos das influncias espirituais aversivas. Um outro transtorno que geralmente ocorre na infncia e que implica nas interaes sociais do indivduo, 
reduzindo sobremaneira seu contato com o outro  o autismo. As caractersticas principais do autismo so: a) desenvolvimento anormal ou alterado, manifestado geralmente 
antes da idade de trs anos, e b) apresentao de uma perturbao caracterstica do funcionamento no domnio das interaes sociais, da comunicao e do comportamento 
focalizado e repetitivo. Alm disso, o transtorno se acompanha comumente de numerosas outras manifestaes inespecficas, por exemplo, fobias, perturbaes do sono 
ou da alimentao, crises de birra ou agressividade (auto-agressividade). Os sintomas do autismo nem sempre se fazem acompanhar do retardo mental muito embora na 
maioria dos casos ele esteja presente. Alm do autismo denotar uma rejeio  reencarnao expiatria do indivduo, ele tambm apresenta sinais de que o tempo e 
o lugar esto inadequados aos desejos inconscientes que possui. Sua mente se encontra fixada numa poca que no a atual, muito embora deseje voltar-se para o presente. 
Os complexos existentes no inconsciente atraem o ego ao passado. Seu foco de interesse se divide sem que o indivduo se aperceba disso.  necessrio chamar esse 
ego ao momento em que vive. Tentar penetrar o antigo alvo de

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interesse seria recomendvel. O tratamento psicolgico, o mdico e o espiritual so altamente recomendveis.  semelhana do autismo encontramos outros tipos de 
sndromes, com ou sem retardo mental, nas quais tambm aparecem os comportamentos estereotipados repetitivos, a marcha alterada, perda parcial ou completa da linguagem, 
perda de habilidades j adquiridas, atividade global desorganizada e dificuldades cognitivas, com ou sem encefalopatias e retardo no desenvolvimento craniano. s 
vezes esses sintomas aparecem no todo ou em parte, indicando graves processos crmicos em curso. A recomendao  a mesma dada ao autismo. H um grupo de transtornos, 
chamados de hipercinticos, que envolve a falta de perseverana nas atividades que exigem um envolvimento cognitivo, e uma tendncia a passar de uma atividade a 
outra sem acabar a anterior, associadas a uma atividade global desorganizada, descoordenada e excessiva. Geralmente as crianas hipercinticas so imprudentes, impulsivas, 
impopulares, sujeitas a acidentes, com problemas disciplinares, desinibidas e sem reservas com adultos. s vezes apresentam dficit cognitivo. Esses sintomas geralmente 
se devem a traos da personalidade do indivduo j consolidados em vidas passadas. A educao, por mais equilibrada que seja e por mais ateno que se d a essas 
crianas, no consegue vencer a pesada carga de traos inferiores da personalidade. Muitas vezes o indivduo reencarna e continua a merecer a companhia de espritos 
de sua mesma condio que influenciam a conduta do reencarnado, e com sua concordncia. Essas crianas devem ser encaminhadas a tratamento psicolgico desde que 
se note qualquer dos sintomas descritos e a tratamento

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espiritual para o esclarecimento prprio e de quem as acompanhe. Outra categoria de transtorno  a que contm os distrbios de conduta. So caracterizados por padres 
persistentes de conduta dissocial, agressiva ou desafiante. Tal comportamento abrange grandes violaes das expectativas sociais prprias  idade da criana; deve 
ha ver mais do que as travessuras infantis ou a rebeldia do adolescente e se trata de um padro de comportamento duradouro (seis meses ou mais), no devendo ser 
considerado os atos dissociais isolados. So sintomas tpicos dos transtornos de conduta as manifestaes excessivas de agressividade e de tirania, a crueldade com 
relao a outras pessoas ou a animais, a destruio dos bens de outrem, condutas incendirias, roubos, mentiras repetidas, cabular aulas e fugir de casa, crises 
de birra e de desobedincia anormalmente freqentes e graves. s vezes alguns distrbios se restringem ao contexto familiar, o que denotar a existncia de processos 
crmicos necessitando de ajustes entre os membros. H casos em que a sociabilizao ocorre, mas entre o indivduo e um grupo fora do contexto adequado, levando-o 
 delinqncia "de grupo". Muitas vezes, principalmente na adolescncia ocorre o comportamento desafiador e de oposio, caracterizado essencialmente pela provocao 
e desobedincia no acompanhado de atos delituosos ou de condutas agressivas ou dissociais graves. Pode-se perceber que os transtornos de conduta podem ser confundidos 
com episdios obsessivos espirituais e, na maioria deles, principalmente, aps a puberdade, ela pode ocorrer visto que as defesas psicolgicas esto ainda por se 
construrem. Esses

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transtornos devem ser tratados do ponto de vista psicolgico e espiritual. Caso haja qualquer resistncia ao tratamento espiritual, o mesmo pode ser feito  distncia 
pelos membros da famlia. Embora de difcil administrao, o uso de ansiolticos pode ser feito, porm costuma ser incuo. H tambm transtornos tpicos da puberdade 
e adolescncia mistos da conduta e das emoes, que rene comportamentos inadequados com crises depressivas e de ansiedade. So tpicos de processos crmicos no 
resolvidos e que redundam em obsesso espiritual. O tratamento psicolgico e espiritual  recomendvel. Alguns transtornos so ocasionais e se devem a fenmenos 
externos e acidentais, mas que causam perturbao no psiquismo da criana e s vezes do adolescente.  exemplo deles o transtorno ligado  angstia de separao, 
que pode alterar sobremaneira a personalidade da criana. Neste caso  recomendvel o acompanhamento psicolgico; h tambm os medos tpicos da infncia que muitas 
vezes merecem o mesmo acompanhamento; h o transtorno caracterizado pela presena de retraimento com relao a estranhos e temor ou medo relacionado com situaes 
novas, inabituais ou inquietantes; h tambm crianas que se perturbam, durante uma fase da infncia, pelo nascimento de um irmo. Esse comportamento pode ser tratado 
por um psiclogo, porm pode ser administrado pelos pais se no evoluir para a agressividade incontrolvel. H uma categoria de perturbaes das coordenaes motoras 
fina e grosseira ou vocalizao descontrolada conhecida com o nome de tiques. Um tique  um movimento motor (ou uma vocalizao) involuntrio, rpido, recorrente 
e no-rtmico (implicando habitualmente grupos musculares determinados), ocorrendo bruscamente e

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sem finalidade aparente. Os tiques so habitualmente sentidos como irreprimveis, mas podem em geral ser suprimidos durante um perodo de tempo varivel. So freqentemente 
exacerbados pelo estresse e desaparecem durante o sono. Os tiques motores simples mais comuns incluem o piscar dos olhos, movimentos bruscos do pescoo, levantar 
os ombros e fazer caretas. Os tiques vocais simples mais comuns comportam a limpeza da garganta, latidos, fungar e assobiar. Os tiques motores complexos mais comuns 
incluem se bater, saltar e saltitar. Os tiques vocais complexos mais comuns se relacionam  repetio de palavras determinadas, s vezes com o emprego de palavras 
socialmente reprovadas, freqentemente obscenas e a repetio de seus prprios sons ou palavras. Os tiques motores geralmente esto associados a eventos de natureza 
espiritual. Em alguns casos se devem a algum movimento repetitivo que o indivduo fez em vidas passadas do qual se sente culpado. Outras vezes se devem a movimentos 
executados por espritos que se ligam ao encarnado que os repete inconscientemente, bem como reaes motoras a provocaes de desencarnados. Em ambos os casos os 
tratamentos recomendados so: psicolgico, pois o indivduo geralmente apresenta dificuldades em aceitar e entender o tique; mdico, a fim de reduzir a ansiedade; 
espiritual, com o intuito de se tentar remover suas causas geradoras. Os tiques vocais podem ter as mesmas origens dos motores. As palavras pronunciadas de forma 
desconectada podem ser: respostas a provocaes oriundas de espritos desencarnados que obsidiam o indivduo, respostas a interrogaes que ressoam na mente do indivduo 
decorrentes de eventos vividos em outras

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encarnaes e que, pela sua forte carga de culpa, ainda exigem reparao, e, por fim, repetio inconsciente d sons e por interferncia medinica. Os tratamentos 
so os mesmos dos tiques motores. H uma categoria de transtornos comportamentais e emocionais cujo incio habitualmente ocorre durante a infncia ou na adolescncia 
e que, quando acontecem isolados de outros transtornos, devem ser tratados. So eles: a) enurese de origem no-orgnica  mico involuntria, diurna e/ou noturna, 
anormal; b) encoprese de origem noorgnica  emisso fecal repetida, involuntria ou voluntria, habitualmente de consistncia normal ou quase normal, em locais 
inapropriados a este propsito, tendo-se em conta o contexto scio-cultural do sujeito; c) malacia do lactente ou da criana  consumo duradouro de substncias no-nutritivas 
 por exemplo, terra, lascas de pintura, etc); d) estereotipias motoras, no ligadas a um transtorno psiquitrico ou neurolgico identificado, com movimentos intencionais, 
repetitivos, estereotipados, desprovidos de finalidade (e freqentemente ritmados)  balanar o corpo, balanar a cabea, arrancar os cabelos, torcer os cabelos, 
estalar os dedos e bater as mos, bater a cabea, esbofetear a face, colocar o dedo nos olhos, morder as mos, os lbios ou outras partes do corpo; e) gagueira ou 
tartamudez; f) roer unhas; g) suco do polegar. A maioria dos transtornos desse ltimo pargrafo se faz acompanhar de outros sintomas nem sempre perceptveis aos 
pais. Todos requerem tratamento psicolgico adequado. A maioria  decorrente de problemas de fundo emocional relacionados com a infncia ou com processos e experincias 
de vidas passadas. O tratamento espiritual  recomendvel.

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A classificao do CID-10 pretende reunir todos os sintomas que afetam a vida psquica do ser humano, porm no leva em considerao aqueles decorrentes das obsesses 
espirituais nem tampouco os oriundos das aes crmicas. So considerados transtornos aqueles que apresentam algum sintoma de alterao nas seguintes reas da atividade 
humana: 1. Conscincia, ateno, orientao, vontade, vivncia do tempo e do espao (unidade e identidade do eu); 2. Memria, no que diz respeito  fixao, reteno 
e evocao; 3. Inteligncia (retardo e demncia); 4. Linguagem; 5. Sensopercepo, sejam quantitativas (hiper e hipoestesia e analgesia) ou sejam qualitativas (iluso 
e alucinaes); 6. Pensamento (forma, curso e contedo); 7. Conduta (atividade do eu, juzo da realidade e eu versus realidade); 8. Afetividade (euforias, elao, 
exaltao, xtase, ansiedade, depresso, apatia, inapropriao, ambivalncia, medos, fobias, pnico); 9. Psicomotricidade, incluindo a hiper e a hipoatividade, os 
tiques, a enurese, as compulses, as atividades repetitivas estereotipadas. As alteraes observadas geralmente decorrem ou so iniciadas aps certas ocorrncias 
agravantes na vida do ser humano. H momentos que, seja pela emoo prpria da situao, seja pela semelhana com fatos vividos no passado

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da vida atual ou de encarnaes passadas, promovem alteraes psicolgicas e/ou perispirituais. So exemplos desses momentos que proporcionam tendncias  existncia 
e instalao de transtornos psquicos: 1. Morte de uma pessoa prxima sem a devida percepo da imortalidade da alma; 2. Separao conjugal litigiosa ou grave desiluso 
amorosa; 3. Morar sozinho sem internalizao do significado da solido; 4. Desemprego ou descontrole financeiro; 5. Abandono materno ou paterno; 6. Abuso ou carncia 
sexual; 7. Trauma de infncia; 8. Deficincia fsica no resolvida psicologicamente; 9. Baixa auto-estima ou rejeio; 10. Pavor da morte; 11. Atesmo; 12. Ocorrncia 
de fenmenos medinicos.  preciso que no esqueamos da responsabilidade pessoal no que diz respeito s obsesses nos transtornos psquicos, pois todos somos responsveis 
pela qualidade dos espritos que atramos e no vtimas deles. A psicopatologia da alma  provocada pelo egosmo e pela ausncia de referencial superior para a prpria 
vida. Quando ela  dedicada  construo da personalidade em consonncia com o esprito da prpria poca em que se vive, afastam-se as possibilidades dos transtornos 
psquicos. No meu trabalho como psiclogo clnico no quero enxergar os doentes como simples casos de patologia.

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Muitas vezes eles so doentes por que no conseguiram perseguir seu prprio modelo de vida. Afastaram-se demasiadamente de sua prpria busca. Perderam-se no labirinto 
escuro das prprias criaes psquicas. Querem fazer o caminho de volta e a doena  a alternativa mais rpida. A doena  mero recurso instintivo para o retorno 
 sade. Muitas vezes vejo em meus pacientes algo diferente da doena que me querem mostrar. Percebo que sua dificuldade est em se adaptarem  socie dade que lhes 
exige comportamentos padronizados e tipicamente "sadios". Ao se observar os sistemas que classificam os distrbios e transtornos psquicos, percebe-se que no h 
limites entre o que  psicopatolgico e o que no na psiqu. No h limites entre a "neurose" e a "psicose", ou mesmo em outras "doenas" emocionais. H uma deficincia 
no modelo e na forma como o indivduo  visto e compreendido. Existem transtornos psquicos gerados pela deficincia na aparelhagem cerebral, e a grande maioria 
deles se deve  impossibilidade psicolgica do ego em lidar com os contedos do inconsciente, como muitas vezes com os da conscincia. A patologia psquica no  
decorrente de uma disposio qumica como querem os adeptos da psiquiatria farmacolgica, pois a rigor no existem doenas, mas doentes. O problema est na alma 
e no necessariamente no corpo. A doena  uma mensagem enviada para o favorecimento da cura a fim de que o doente entenda que ele no  uma vtima da natureza, 
mas o autor de seu prprio desequilbrio. O corpo  uma totalidade, um campo fsico, magntico e simblico. A doena  a perda da harmonia e o questionamento de 
uma ordem que interrompe o fluxo da Vida. Ela  um sintoma visvel de um processo

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oculto. A cura do doente no se d com a simples erradicao da doena, mas com a integrao da causa. Um martelo quebrado no consegue pregar adequadamente o prego. 
O desejo de pregar no pertence nem ao prego nem ao martelo. Nenhum dos dois sabe do que se trata. Ambos apenas obedecem ao impulso de uma inteligncia que deseja 
pregar algo. Por analogia podemos entender que uma doena pode estar no instrumento da inteligncia que deseja pregar como tambm nela que pode desejar pregar algo 
inadequadamente. As neuroses, as psicoses, a esquizofrenia, os transtornos psquicos, a sndrome de pnico, as alucinaes, dentre outras afeces, no so doenas 
em si, mas apenas a forma encontrada para descrever sintomas, sem se saber a real causa por detrs. No basta descobrir e denominar os complexos psicolgicos ou 
ainda os transtornos psquicos sem lhes buscar as causas. Tampouco aliviar o sofrimento do ser humano, embora meritrio e necessrio, atravs de medicaes, apontar 
os motivos pelos quais a alma adoece. Certamente que esses motivos se encontram nas experincias pregressas do esprito que, enfermo da mente, apresenta os sintomas 
em seu comportamento. Apontar as causas como decorrentes das experincias equivocadas de vidas passadas elucida-nos quanto  origem, porm nos leva a continuar a 
busca da causa que, invariavelmente, est em seu mundo ntimo e no modo como ele apreende a lei de Deus.  na nossa ignorncia quanto ao uso do impulso criador, 
da energia da Vida, sobretudo quando ele se apresenta como energia sexual, que reside a causa principal dos transtornos psquicos. No  o sexo a origem dos nossos 
problemas emocionais ou psicolgicos nem tampouco  ele

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o gerador da vontade, porm, pela excessiva valorizao de seu uso, resvala-se pelas experincias conflitantes da Vida. O psicopatolgico visto como o abrir do inconsciente 
sem a oportuna discriminao da conscincia necessita no apenas de medicao aliviadora, mas, sobretudo de esclarecimento e consolo.  mente, em desarmonia consigo 
mesma, necessita ser devolvido o foco da realidade. Doenas como o cncer, geralmente decorrentes de complexos processos emocionais intensos e negativos iniciados 
em vidas passadas, podem ser resolvidas na atual encarnao desde que o Esprito refaa sua vida ntima, reveja suas emoes e trabalhe aquelas que esto em desarmonia. 
A psicopatologia est relacionada com a "abertura" do inconsciente e com a convivncia psquica de "realidades" distintas. As experincias vividas em encarnaes 
passadas, gravadas no perisprito, se sobrepem quelas da vida atual que lhes so semelhantes em alguns aspectos. O que chamamos de psicopatologia  a inadaptao 
psquica aos dois ou mais contextos. Isto  possvel  a adaptao  quando o ego se encontra estruturado. A psicopatologia via de regra  a renncia do ego  realidade 
social que lhe  imposta/apresentada pela Vida. Precisamos penetrar no domnio do Esprito propriamente dito alm de investirmos nos mtodos de cura de seus males. 
 importante valorizarmos a funo das cincias curadoras da alma, porm  tambm fundamental o estudo daquela que lhe esclarece sobre si mesmo. Os problemas neurolgicos 
e genticos, embora alterem o corpo fsico, so capazes de provocar distrbios psicolgicos, visto que  o crebro que transmite o que vem do perisprito e do Esprito. 
Os transtornos emocionais,

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psicolgicos e mentais, em sua maioria se devem a problemas radicados no perisprito, por conta das experincias do Esprito em vidas passadas. H ainda aqueles 
que, embora no se encontrem no perisprito, provocam os mesmos transtornos, pois so decorrentes da obsesso. Mais do que propor uma cura para a alma  preciso 
que entendamos os intrincados mecanismos sutis das leis de Deus a fim de que alcancemos o Esprito, que  o senhor de seu prprio processo.

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Amor
 o impulso gerador da Vida que nos impele ao Bem; ao belo, ao digno e quilo que nos parece melhor.  a Vontade que nos leva de retorno ao Criador dentro de ns 
mesmos.  a descoberta da existncia de um sentimento que transcende o desejo e a vontade. O amor promana do Esprito e se torna possvel sua percepo quando este 
adquiriu pelo menos alguns fragmentos das leis de Deus. Embora a fora que impulsiona uma poro de matria  outra seja reflexo do amor de Deus, ambas as partes 
no tm "conscincia" do amor. O amor  um ato consciente e s  possvel a partir de determinado nvel de evoluo do Esprito. Os animais, portanto, no amam. 
Nos Espritos ainda em estgios iniciais da evoluo, ele se encontra embrionrio. A aquisio das leis de Deus  que possibilitar sua manifestao consciente. 
O amor entre duas pessoas pressupe: semelhana de ideais, identidade de propsitos espirituais e atrao fsica. Nem sempre esse parmetros esto presentes numa 
relao, visto que, s vezes, a semelhana de ideais, por exemplo, est baseada na carncia ou necessidade.

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Quando estamos amando nos colocamos em sintonia com a energia da criatividade universal e nos conectamos ao sentido fomentador da Vida. Alimentar o sentimento de 
amor nos permite a conexo com as foras superiores da Natureza e a ampliao da conscincia para a compreenso da Vida.  nesse sentimento que Deus se revela. As 
experincias onde as emoes esto presentes, nas quais a paixo aparece e os sentimentos se consolidam, servem como alicerces estruturadores da manifestao do 
amor. A racionalidade nos distancia da vivncia do amor.  preciso viver as experincias da vida com a intensidade emocional equilibrada a fim de no passarmos por 
ela sem aprendermos. Ama quem permite a vida fluir na direo da harmonia e da paz. O Esprito, quando se permite sentir o amor, emana em torno de si vibraes que 
possibilitam o crescimento de quem est a sua volta. Mobiliza energias curativas e benficas em favor do que faa. O sentimento de amor emana do Esprito e no necessita 
de intermedirios para manifestar-se, visto que atravessa o perisprito na direo da Vida. No nvel de evoluo em que o ser humano se encontra  o mximo sentimento 
possvel. Ainda precisamos ampliar as manifestaes do amor. Desconhecemos sentimentos acima dele e que, provavelmente, ocorrem para seres mais adiantados na escala 
evolutiva. Sua manifestao na direo de algum se torna possvel quando o ser j o integrou a si mesmo, de acordo com a mxima "amar ao prximo como a si mesmo". 
Ningum ama algum se no possuir o sentimento em si mesmo, isto , se ainda no o internalizou.

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So necessrias muitas encarnaes, muitas experincias em cada uma delas, para que se alcance o amor desinteressado e livre de necessidades. O importante corolrio 
"Amai-vos e Instru-vos" to bem divulgado entre aqueles que se dedicam ao estudo da Doutrina Esprita deve nos remeter  percepo do significado dos dois verbos. 
Amai-vos pode ser entendido de duas formas distintas e complementares. Amar uns aos outros, num convite  unio e, amar buscando desenvolver esse sentimento em si 
mesmo. Instru-vos parece ter sido colocado no sentido de aprender as leis de Deus.  importante tambm entendermos que o amor no  um sentimento a ser cultivado 
sempre de dentro para fora. Ele deve ser o sustentculo do prprio Esprito, isto , no basta amar o prximo,  preciso ser amor, no sentido de tornar-se amor. 
O instru-vos no significa apenas conhecer e aprender sobre aquilo que est fora do ser humano, isto , a Natureza.  preciso tambm se conhecer, no sentido de 
se tornar sbio. O Esprito evolui na busca do Amor de Deus e se descobre amor em si mesmo.

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Sexo
O que escrever de algo sobre o qual j se disse praticamente tudo, muito embora ainda continue sendo um mistrio para muitos?  uma palavra que resume uma srie 
de atos e desejos da Vida, na qual os seres, sejam objetos, plantas, animais e o prprio humano, j vivenciaram mltiplas vezes. Tentarei escrever sobre o tema excluindo 
a questo moral pela complexidade de que se reveste. Parece-me, observando a histria da humanidade e as diversas culturas, que o sexo tem sido um dos motivos principais 
que o ser humano encontrou para expressar sua nsia de viver. Ele foi e , para muitos, a forma mais poderosa de prazer. Diz-se que a energia sexual  poderosa. 
Talvez devssemos entender que o desejo humano de viver  extremamente poderoso quando ele coloca um motivo para o qual dirige sua vontade. A vontade de viver do 
ser humano, muitas vezes dirigida para o sexo,  reflexo de sua busca em encontrar Deus. Seu desejo interno, seu motivo de realizao ou sua busca superior tem sido 
expressado no xtase da comunho sexual. Repetidamente a cada encarnao identificando-se

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com o corpo e considerando-o como sendo a nica expresso de si mesmo,  obvio que o orgasmo sexual tenha sido tomado como o mximo do prazer e da sensao de felicidade. 
Na medida que experimenta outras formas de prazer e conceba a felicidade como um estado de esprito, no mais tomar o sexo como motivo principal de sua prpria 
existncia. Entender ele como uma modalidade de uso de sua energia fomentadora de Vida. Como tudo que est ligado ao instinto gera automatismo, o sexo tambm pode 
levar o ser humano  dependncia e a consider-lo estmulo fundamental para sua felicidade. Nesse caso a questo no est no sexo, mas no corpo que possui "inteligncia" 
instintiva que exigir satisfao. O controle e o domnio do instinto ativado exigiro extino do condicionamento e dessensibilizao sistemtica. Quando o sexo 
sai do domnio do instinto corporal torna-se instrumento de realizao pessoal e de estimulao  criatividade. Nos primrdios da evoluo, quando o princpio espiritual 
"estagiava" nas formas primitivas da natureza, a polarizao atrativa estabeleceu a diferena que daria origem futuramente  atrao sexual e conseqente designao 
masculina ou feminina. Mais do que uma questo anatmica ou energtica essa polarizao resume atitudes para com a Vida. Podemos entender que o psiquismo que evolui 
desde os primrdios da Criao essencialmente constitui-se de um mosaico muito grande de possibilidades de simbolizao e manifestao de sua existncia. A psiqu 
humana  uma obra de arte, to rica quanto a prpria Natureza.

#Adenuer Novaes 199 ------------------------------------------------ --------------------------

O ser espiritual na sua essncia no  masculino nem feminino, tampouco  neutro. Em essncia, dada sua complexidade, ele  uma singularidade em tudo que se manifesta. 
No que diz respeito ao sexo pode-se entender que cada ser espiritual se apresenta com caractersticas prprias, no se detendo em definies clssicas ou com a preocupao 
de rotular-se dentro desse ou daquele conceito social. O ser  uma diversidade em matria de expresso sexual. Por fora da cultura, do meio e de sua prpria preferncia, 
adota essa ou aquela designao, porm essencialmente ele  todas as possibilidades. A anatomia corporal  um ditame da evoluo a fim de que o esprito, com aquele 
veculo, apreenda as leis de Deus. O perisprito  "programado" para plasmar o corpo humano com caractersticas anatmicas pr-definidas geneticamente. Certamente 
que em outros estgios evolutivos encontrar mltiplas possibilidades de manifestar sua diversidade interior. Ao inserir-se numa cultura e num corpo e tambm por 
sua prpria necessidade, adota caractersticas externas, de acordo ou no com a anatomia sexual, para se manifestar. Alguns, por insatisfao resvalam nas teias 
perigosas do transexualismo sem entender que o corpo, tal qual ele foi plasmado,  oportunidade de crescimento e aprendizado. Os limites impostos pela evoluo na 
Terra, ao proporcionar apenas dois tipos de anatomia sexual ao Esprito, decorrem da necessidade, no estgio evolutivo em que ele se encontra, de aprender com a 
impossibilidade de manifestar sua verdadeira natureza ntima. O sexo no est necessariamente no Esprito, mas, por fora da correlao psquica envolvida no seu 
exerccio, se estrutura na mente. A mente  concebida como funo

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perispiritual, abrigando os vrios processos cognitivos e emocionais. A atividade sexual tanto quanto o desejo e o prazer resultante se encontram no perisprito 
e no corpo fsico.

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Prazer
 muito comum o ser humano viver em busca de obter prazer em tudo que faz e deseja. Parece ser algo to natural que faz parte da cultura de todas as sociedades. 
Nem sempre, porm o ser humano o faz de forma saudvel e em vistas ao seu progresso espiritual. Distingo prazer de satisfao emocional, considerando que aquele 
se situa na ligao com a matria, portanto dependendo dos sentidos, e aquela transcende essa conexo sendo de natureza subjetiva. A satisfao emocional  um estado 
de felicidade que conecta o Esprito aos contedos de seu perisprito que lhe trouxeram e trazem ntima ligao com o amor. Na essncia do prazer est o retorno 
 sensao primitiva do ser espiritual, nos primrdios da criao divina. O prazer nasce da ligao do ser com a matria primordial.  no incio de sua evoluo 
que se enraza o prazer, fruto do contato do Esprito com a matria. O prazer est no corpo fsico e a satisfao emocional est no perisprito. Prazer precisa do 
corpo e a satisfao emocional prescinde dele ou de qualquer mecanismo que no seja psquico para alcan-la.

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O prazer  alcanado graas a estmulos ambientais, externos. A satisfao emocional utiliza-se dos estmulos internos e alcana a alma em sua essncia. Muitas vezes 
o prazer se confunde facilmente com a dor, pois ambos pertencem ao corpo fsico. No prazer o indivduo necessita de algo externo, o que o transforma em objeto, abdicando 
de sua condio de sujeito. Ele passa a depender do corpo, submetendo-se aos instintos. O indivduo torna-se sujeito quando tem o domnio e o equilbrio do prazer 
do corpo e sabe obter a satisfao emocional independente dele. A estimulao do prazer pode levar o indivduo ao aumento de seu limiar, exigindo-lhe cada vez mais 
altas doses de recompensa para sua obteno. Essa prtica introduz o vcio face ao automatismo corporal, induzindo tendncias psicolgicas de difcil reverso. O 
prazer e a dor caminham juntas por se localizarem no corpo. O prazer  distinto da felicidade. O ser humano foi feito para a felicidade. A felicidade  um estado 
permanente no qual o Esprito se sente uno com Deus. O fim do ser humano no  o prazer, mas a felicidade. O prazer  uma sensao fsica. O princpio do prazer 
nos leva  fuga da realidade espiritual, isto , nos aproxima do estado de inconscincia.

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Dor e Sofrimento
Fao tambm distino entre dor e sofrimento. A dor, como disse antes, situa-se no corpo e o sofrimento pertence a instncias subjetivas perispirituais. Portanto 
doer  diferente de sofrer. O sofrimento pressupe conexo com eventos passados que provocaram sensaes e emoes geradoras de sentimentos de perda, rejeio, derrota, 
abandono, culpa, mgoa, dentre outros. A dor  uma sensao fsica e o sofrimento uma percepo do Esprito. A repetio dos processos que causam dor pode levar 
ao sofrimento. O sofrimento pode promover renovao e experincia quando o Esprito dele se utiliza para refletir sobre suas experincias pregressas valorizando 
os efeitos em vivenciar o amor. O sofrimento surge como conseqncia de atos e pensamentos do ser em evoluo; no se constitui em punio deliberada como alternativa 
de reparao a erros cometidos. A apologia ao sofrimento como forma de evoluir no deve ser buscada, visto que a escolha representa defeco em si mesma. O amor 
 sempre a forma adequada de buscar

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o conhecimento das leis de Deus. O sofrer  opo construda pelo prprio indivduo, por ignorncia. H pessoas que escolhem o sofrer, no por opo para evoluir, 
mas por entenderem ser a nica via de solucionar seu conflito. A conexo com o sofrimento parece promover o retorno do indivduo a si mesmo. Isso o leva a repensar 
sua vida e a tentar buscar uma ligao maior com aquilo que acredita ser Deus. Muitas vezes consegue conectar com um padro de lamentao e de consolo que o reconforta, 
mas no lhe acrescenta crescimento espiritual. s vezes o sofrimento o faz conectar-se com Deus quando o indivduo tambm se conecta com sua prpria fora interior, 
isto , com o deus interno. O sofrimento tambm possibilita o aumento do campo de percepo do ser pelas ligaes que automaticamente faz com o inconsciente, ampliando 
a conscincia para a busca do crescimento espiritual. Esta possibilidade estar condicionada ao estado psquico e  auto-estima do indivduo que no dever lhe permitir 
um padro de tendncia derrotista e lamentosa. Os processos de sofrimento que se experienciam nas vrias vidas e que se acumulam psiquicamente exigindo compreenso 
e transformao no alcanam a conscincia em face do mecanismo reencarnatrio do esquecimento do passado. O esquecimento na reencarnao torna-se uma espcie de 
defesa contra o "sofrimento" acumulado. A dimenso que emprestamos ao sofrimento, ou melhor, a energia com que focamos os processos que nos causam desconforto  
fator fundamental para sua permanncia.

#Adenuer Novaes 205 ------------------------------------------------ --------------------------

A sada do padro de sofrimento  proporcionada quando se busca conexo com os propsitos pessoais de existncia. Os objetivos de vida e as finalidades pela quais 
se pretende viver devem ser motivadores para a mudana do padro que caracteriza o sofrimento. Embora ele possa, e o faz, ampliar as percepes da alma, no significa 
dizer que deve ser buscado para o crescimento espiritual. Caso ele ocorra, por fora de mecanismos expiatrios, deve ser encarado como oportunidade de alcanar as 
foras interiores da alma em equilbrio e harmonia com a prpria vida.

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Saudade
A saudade  um sentimento comum a todo o ser humano muito embora as expresses variem nas diversas culturas. Embora a palavra possa no ter traduo em outras lnguas, 
o mesmo no ocorre com o sentimento que est presente na alma humana. Sentir vontade de ver outrem, de tocar, de conversar, de presentear, de conviver, bem como 
de amar,  tpico desse sentimento. Ela permite que o Esprito restabelea seu referencial de vida e que recupere as emoes e sentimentos vividos com o outro. As 
emoes e sentimentos elaborados na convivncia com o outro voltam  conscincia quando a saudade ocorre. Basta que algo que lembre o outro aparea  conscincia 
ou mesmo de forma inconsciente para que a saudade retorne. A saudade  uma espcie de formao de um conjunto de outros sentimentos que tomam o indivduo, s vezes 
de forma abrupta e inconseqente.  uma reao emocional s exigncias internas de conectar-se com o que existe no outro que proporciona felicidade e contentamento. 
Os mecanismos de defesa da projeo e da transferncia permitem que a saudade assuma a conscincia.

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Ela est presente no psiquismo perispiritual e permite que o ser, quando a satisfaz, recupere energias e recomece nova trajetria de crescimento. Quando ela no 
 satisfeita costuma levar o indivduo a um padro de falta e desconexo a si mesmo. Na impossibilidade de atend-la deve o indivduo, alm de relembrar os momentos 
de contato com o outro, trazer  conscincia a energia positiva que o outro lhe proporcionou. Ela pode ser ativada pela carncia e pela solido, o que poder tornar, 
quando no satisfeita, difcil a liberao da energia positiva desejada. Nos casos em que o outro se encontra no mundo espiritual ou, quando encarnado, em local 
incerto ou impossibilitado de estabelecer a conexo desejada, o melhor a fazer  voltar-se para si mesmo e estabelecer outro foco de interesse e ateno. s vezes 
sentimos `saudade de casa' sem sairmos dela.  uma saudade de um lugar que no sabemos onde se localiza, de pessoas que desconhecemos, de emoes que no reconhecemos, 
de situaes nunca vividas.  um sentimento de saudade que nos chega, em alguns momentos, de algo incerto, como se estivssemos sendo chamados  ptria espiritual. 
 a saudade de estarmos na posse plena de nossas capacidades espirituais. Sentir essa saudade pode ser um importante momento para que nos conectemos a Deus atravs 
da orao.

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Linguagem
O Esprito se comunica de duas maneiras distintas. Uma diretamente com Deus, visto que emana d'Ele e a outra atravs do perisprito, sua ligao com a matria. A 
primeira significa uma conexo total e singular com o Criador e impossvel de ser cortada. O ser sempre estar n'Ele e a Ele ligado. As religies falam em re-ligao, 
porm nunca houve desligamento. A palavra e a ao querem significar a focalizao das motivaes na direo do amor e da paz. A segunda diz respeito aos processos 
indiretos de comunicao do Esprito com o Universo. Sem o perisprito, na condio de Esprito Puro, a comunicao com o universo transcende qualquer percepo 
cognitiva. A linguagem verbal  a forma exterior de comunicao, sem ser a expresso essencial do Esprito. Tampouco o pensamento o , visto que ele tambm, por 
sua vez,  expresso gerada no perisprito. A palavra  apenas uma expresso limitada do pensamento, que por sua vez tambm  uma limitao  verdadeira natureza 
do Esprito. Emoes e sentimentos construdos pelo ser espiritual necessitam de expresso adequada para seu prprio

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crescimento. O pensamento e a linguagem so resultantes desse processo de exteriorizao. Antes de alcanar o perisprito, a vontade existente no Esprito, quando 
desejoso em se comunicar, permite-lhe conectar-se s vibraes universais oriundas de outros Espritos, na mesma sintonia e no mesmo nvel de evoluo. A cultura 
valoriza a linguagem como instrumento de insero do ser no mundo sem, no entanto, considerar que ele pertence ao mundo independente dela. Ela  instrumento de manifestao, 
mas no lhe determina a existncia. Os idiomas bem como as formas de comunicao institudas pela cultura refletem o predomnio da separao entre o ser e a linguagem 
em lugar da percepo una do Esprito. A busca louvvel e importante de um idioma nico no deve ser motivo do esquecimento das diferentes emoes e sentimentos 
de cada cultura, sob pena de se construir uma linguagem fria e distanciada do Esprito. A linguagem do Esprito  a emanao de Deus. Sua expresso direta traduz 
o fluxo do amor divino. As vrias formas de comunicao, em todos os nveis de relao entre os seres da Natureza refletem o amor de Deus. Os idiomas da Terra expressam 
as diversidades culturais humanas e tm sua existncia efmera. Um dia, e no ser apenas atravs da palavra, nos entenderemos `em esprito e verdade'. Do ponto 
de vista material nada  possvel fora da linguagem. Por extenso pode-se dizer que nada  possvel fora do pensamento. Porm o Esprito no depende nem de um nem 
de outro para expressar sua essncia. A importncia da linguagem, ou melhor, do expressar-se pela fala, gestos, mmicas, artes ou outra forma material de comunicao 
est nas possibilidades de relao que se estabelece.  nas relaes que o Esprito apreende as

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leis de Deus.  fundamental, por isso, que o ser humano expresse seu mundo ntimo. Fale de sua vida interior para que ela se revele a ele mesmo.  fundamental para 
evoluir, o confessar-se. Falar de si mesmo com naturalidade. No ter receio de falar de seus prprios defeitos, pois, dessa forma, poder entender-se. Falar das 
aspiraes, dos sentimentos, das emoes, dos incmodos internos, das inquietaes pessoais, isto , de tudo que esteja no limiar do inconsciente e disponvel para 
assumir a conscincia. So temas que exercem presso na conscincia exigindo exteriorizao. Bloque-los ou reprimi-los consumir energia psquica e necessidade 
de liberao futura. A linguagem verbal, a expresso visual, a comunicao afetiva e emocional, a no-verbal, a teleptica, a interna (do inconsciente), so emanaes 
do Esprito. Em todas elas seu desejo  expressar o amor de Deus.

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Imagem
A imagem  uma representao da idia. Sua existncia decorre de propriedades da matria em se adequar  idia diretora, oriunda do Esprito. Por detrs da imagem 
existem milhes de informaes, sensaes, emoes, pensamentos e sentimentos. A imagem  um smbolo a ser decodificado e compreendido como conseqncia e no causa. 
Sua expresso  fruto da cultura, da poca, do meio, da conscincia e do inconsciente de quem a elabora. As imagens com as quais nos afinamos e que nos alcanam 
a motivao, bem como aquelas que nos incomodam, falam de ns mesmos, pois apresentam aspectos desconhecidos de nossa personalidade. As formas materiais captadas 
pela mente consciente no so coisas em si, mas to somente representao de algo incognoscvel e inacessvel. S o Esprito percebe a coisa em si. O Universo  
uma representao do inconsciente humano e revela a diversidade das capacidades ali existentes. Percebemos o Universo como ele o , em face da existncia de capacidades 
humanas padronizadas. Todos os Espritos, em face da configurao pr-definida por Deus,

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iniciam o processo de desenvolvimento espiritual da mesma maneira. As imagens captadas nas experincias sucessivas, em contato com a matria, vo se superpondo e 
fornecendo possibilidades novas de apreenso do Universo. O saber sobre algo no implica em atingir o objeto. A palavra, a imagem e o conceito, no so o objeto. 
A imagem  tomada como sendo o objeto, visto que este no  acessvel  experincia imediata. Quando imaginamos, isto , quando superpomos imagens carregadas de 
contedo emocional, fornecemos energia para evocao de experincias do inconsciente. A imaginao  uma atividade altamente dinmica que mobiliza contedos psquicos. 
Ela pode nos conectar ao que  inacessvel  lgica. Leva -nos s fronteiras do corpo com o perisprito. A imaginao, como a fantasia, permite o encontro da imagem 
externa com o que existe internamente na psiqu. Esse encontro pode nos levar  essncia das coisas. A imaginao  um meio que o ego pode utilizar para um contato 
maior e mais ntimo com o inconsciente. Atravs dela pode-se estabelecer conexes com experincias de vidas passadas, trazendo  tona, de forma consciente e equilibrada, 
processos dolorosos ou no. Da mesma forma que se pode conectar com contedos psquicos de vidas passadas, pode-se tambm estabelecer contatos com entidades espirituais. 
A mediunidade intuitiva, que funciona de forma sutil, ocorre em estados de conscincia  semelhana da imaginao. A imaginao libera certos mecanismos de defesa 
do ego que impedem a conexo com o inconsciente, permitindo que se estabeleam as conexes medinicas naturais.

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Longe de ser criao deliberada, a imaginao obedece a certos automatismos psquicos que renem contedos disponveis no inconsciente  espera de expresso consciente. 
Mesmo que se queira imaginar algo completamente lgico e racional, usando contedos conscientes, estes tambm se aglutinaro segundo um ditame do inconsciente. As 
escolhas que o ego faz so contaminadas pelos processos inconscientes. A imaginao pode ser importante instrumento para se lidar com contedos inconscientes. Ela 
pode, por associao, trazer  conscincia contedos inconscientes que exercem presso inconseqente exigindo integrao. A imaginao pode se tornar um mecanismo 
de simbolizao de contedos inconscientes at que cheguem adequadamente  conscincia.

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Arqutipo
Buscando estabelecer uma base para o funcionamento da psiqu e estabelecendo uma estrutura que justificasse a gama dos fenmenos humanos, Jung intuiu o conceito 
de arqutipo. Ele penetrou na essncia da criao do Esprito, no que diz respeito ao seu contato primitivo com o mundo. O arqutipo  um conceito que representa 
uma estrutura psquica pertencente  mente. Por ela passa o impulso criador oriundo do Esprito.  uma palavra que define uma tendncia a alguma ao e que est 
presente no psiquismo de todo ser humano.  um conceito que afirma a existncia, no psiquismo individual, de tendncias a agir coletivamente. Eles so as matrizes 
coletivas sobre as quais erigimos nossa individualidade. Originaram-se a partir das experincias repetidas que, embora automatizadas no corpo fsico, geraram matrizes 
psquicas. No so tendncias instintivas, visto que no pertencem ao corpo, mas ao perisprito. Os instintos no so perispirituais, mas orgnicos. Eles se enrazam 
no corpo vital e so a "inteligncia" do organismo. Os arqutipos esto para o perisprito da mesma forma que os instintos esto para o corpo fsico.

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Os arqutipos so formas virtuais e configuraes da psiqu automtica. Eles no so passveis de percepo direta, mas sim atravs de representaes e de imagens. 
So na verdade vetores das tendncias da vontade , a qual se submete ao direcionamento deles. Sua estruturao se inicia no contato do Esprito com a matria atravs 
do perisprito. Portanto o arqutipo  uma estrutura funcional do perisprito e nele se enraza. No  um rgo fisiolgico, mas um princpio de concepo e formao 
do pensamento e, por conseguinte, das emoes, sentimentos e aes. O arqutipo no  uma estrutura concebida a priori ao Esprito. Ele se forma na sua ligao com 
o mundo. Fazendo uma comparao podemos dizer que o arqutipo primordial do ser  sua tendncia ao encontro com Deus. Esse seria, ento, o primeiro arqutipo e, 
talvez, o nico a priori. O arqutipo  uma espcie de funil por onde a vontade, o desejo, a motivao e o impulso criador atravessam, em busca de realizao. Configura-se 
como um arranjo espacial na psiqu. O Inconsciente Coletivo ou a Psiqu Objetiva era o nome dado por Jung para os contedos da estrutura psquica que consta em todo 
ser humano e que constitui os arqutipos. Jung escreveu que "Os arqutipos so sistemas de prontido que so ao mesmo tempo imagens e emoes. So hereditrios como 
a estrutura do crebro. Na verdade  o aspecto psquico do crebro. Constituem, por um lado, um preconceito instintivo muito forte e, por outro lado, so os mais 
eficientes auxiliares das adaptaes instintivas. Propriamente falando, so a parte ctnica da psique  se assim podemos falar  aquela parte atravs da qual a

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psique est vinculada a natureza, ou pelo menos em que seus vnculos com a terra e o mundo aparecem claramente. Os arqutipos so formas tpicas de comportamento 
que, ao se tornarem conscientes, assumem o aspecto de representaes, como tudo o que se torna contedo da conscincia. Os arqutipos so anteriores  conscincia 
e, provavelmente, so eles que formam os dominantes estruturais da psique em geral, assemelhando-se ao sistema axial dos cristais que existe em potncia na gua-me, 
mas no  diretamente perceptvel pela observao. Do ponto de vista emprico, contudo, o arqutipo jamais se forma no interior da vida orgnica em geral. Ele aparece 
ao mesmo tempo que a vida. "Dei o nome de arqutipos a esses padres, valendo-me de uma expresso de Santo Agostinho: Arqutipo significa um "Typos" (impresso, 
marcaimpresso), um agrupamento definido de caracteres arcaicos, que, em forma e significado, encerra motivos mitolgicos, os quais surgem em forma pura nos contos 
de fadas, nos mitos, nas lendas e no folclore." Suas palavras nos fazem entender que ele estava se referindo a algo virtual, alm da estrutura do corpo fsico que 
permeia os comportamentos coletivos do ser humano. Algo que o leva alm de sua prpria individualidade e que no o diferencia dos demais seres humanos. Que no se 
encontra nem no Esprito nem no corpo, mas na estrutura intermediria que liga um ao outro.

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Identidade, Individualidade e Personalidade
Podemos pensar que o esprito, o ser humano,  algo incognoscvel em si, porm quando ele se expressa (se manifesta) ele  e ser sempre algo de si mesmo e do meio 
no qual se apresenta. Em suas manifestaes externas ele sempre revela aspectos de sua essncia mesclados a outros do meio no qual se apresenta. Sempre que se expresse 
ser individual e coletivo ao mesmo tempo. Sua identidade estar condicionada ao momento, ao resultante do acmulo de suas experincias reencarnatrias e  sua singularidade. 
Os Espritos so distintos no s pelas diferentes experincias ao longo da evoluo como tambm pela singularidade que o Criador imprimiu em cada um, no ato da 
criao. Naquele momento o Criador, sem estabelecer hierarquia ou injustia, estabeleceu a unidade de cada ser. O Esprito logicamente  nico em si. No  possvel 
haver duas coisas iguais em si, pois a unidade  o

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fundamento do universo. A diversidade de unidades constitui uma Unidade. Nossa identidade se faz no apenas pelas aparncias ou pelas caractersticas intelectuais, 
emocionais ou sociais adquiridas ao longo da evoluo, mas principalmente pelo sentido pessoal de existir. Cada um  o que lhe constitui o mundo ntimo, construdo 
por sobre a base da singularidade gerada pelo Criador. Buscar reconhecer em si a prpria individualidade, isto , aquilo que em ns difere dos outros  fundamental 
para o crescimento espiritual. O que distinguiu um Esprito de outro no ato da criao? A resposta no dever contradizer o princpio da igualdade em Deus. Ele no 
nos fez em srie ou em duplas. Somos singularidades divinas a servio do prprio processo de auto-iluminao. A personalidade  a maneira singular pela qual o indivduo 
responde ao meio. A personalidade no se resume em atos comportamentais, pois  tambm e principalmente a estrutura que os modela e que decide sobre as respostas 
a serem dadas. Alguns atributos do esprito antes de reencarnar sero privilegiados em face das provas a que ele se submeter. O conhecimento prvio das provas e 
o meio em que encarnar permitir que tais atributos sejam discriminados. O comportamento no define nem resume a personalidade humana. Ele  to somente um de seus 
componentes, visto que boa parte do que se pensa e sente no se expressa nas atitudes. No se pode desprezar a necessidade de estabelecer um conceito dinmico para 
a personalidade. No s pela condio essencial do Esprito como elemento oriundo da fora criadora divina, como pela necessidade de entendermos como resultante 
tambm da

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dinmica da relao com um outro. Por si s o Esprito no se define, visto que sua existncia est atrelada  de Deus, e sua personalidade est  de outro ser. 
O desenvolvimento da personalidade, a partir da infncia, est se referindo  retomada do ego, ou melhor,  formao de um ego.  comum se confundir personalidade 
com ego. A estruturao ou consolidao do ego se d por uma integrao contnua de fatores motivacionais, emocionais e cognitivos internos. As caractersticas do 
ego no englobam os aspectos pertencentes  personalidade. A formao dela transcende os limites de uma existncia e nela esto inclusos os contedos inconscientes. 
O ego  apenas uma forma dinmica e funcional da personalidade se manifestar. O que chamamos de personalidade no  o Esprito em si, visto que ele no apresenta 
a gama de sensaes, emoes, pensamentos, idias e sentimentos existentes na totalidade que engloba tambm o corpo e o perisprito. Muitas so as possibilidades 
da personalidade encarnada. Em si o ser contm as potencialidades divinas e a capacidade de desenvolv-las. Por conta da cultura e da sociedade nos privamos de manifestar 
tudo de bom que encerramos em ns mesmos. Acostumamos a projetar nossas melhores qualidades e potenciais em figuras que as apresentaram, acreditando, por vezes, 
que s elas as possuem. O que o outro possui existe potencialmente em ns.  nosso dever irmos na busca do que somos. A individualidade  o prprio Esprito com 
suas aquisies das leis de Deus. Ela independe do corpo fsico e do perisprito, pois  o rtulo de Deus na Natureza.

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Sistemas Psquicos de Defesa
Prefiro substituir a palavra mecanismos, utilizada na psicologia, por sistemas, a fim de tornar compreensvel a forma como o ego e a prpria psiqu utilizam-se de 
seus automatismos para adaptar-se a situaes que contrariam seus objetivos de realizao. Sistemas de defesa so processos de enrijecimento da psiqu necessrios 
 fluidez do crescimento espiritual. Geralmente no h conscincia de sua utilizao. No so em si psicopatologias, pois se tratam de processos adaptativos com 
fim determinado e podem estar a servio do Self. Eles garantem e sustentam um propsito. O sistema de defesa caracterstico da evoluo do Esprito  aquele intitulado 
de Esquecimento do Passado. O que parece ser uma imposio arbitrria da lei torna-se um sistema necessrio  evoluo do Esprito. Esquecer no  uma opo, mas 
um automatismo. Na reencarnao o ego vai lentamente se estruturando e se consolidando nas camadas do crtex cerebral. Ele permite  conscincia se expressar. A 
conscincia do encarnado se expressa atravs

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da qumica cerebral e se o crtex no estiver formado ou se ainda est em formao no h conscincia na realidade material. Aos poucos, com as experincias da vida 
material, vai se imprimindo no crtex a conscincia de existir no mundo. As experincias ento gravadas no perisprito s atingem o crtex na proporo que encontram 
conexes com outras da vida atual. O esquecimento ento  automtico, por fora da impossibilidade das experincias gravadas no perisprito passarem para o novo 
corpo fsico. A conscincia da atual encarnao  monitorada por um novo ego que nada `sabe' do passado.  possvel a passagem de informaes do perisprito para 
o crtex, isto , para a conscincia, desde que haja situaes que se assemelhem sensorial ou emocionalmente com outras do passado e que estejam sendo vividas pelo 
indivduo. Outro exemplo de sistema de defesa e que tambm ocorre no nvel perispiritual  quando o ser humano enfrenta, numa existncia, um processo extremamente 
traumtico e que lhe causa muito sofrimento. Nestes casos ele tender a isolar tudo o que possa lhe fazer lembrar as experincias que fizeram parte dos fatos vividos. 
Isso se constituir num ncleo encastelado no inconsciente perispiritual e far com que o indivduo evite, na vida atual, viver situaes que o aproximem daqueles 
episdios. Da mesma forma, h episdios vividos em encarnaes passadas que trouxeram imensa felicidade ao indivduo, nos quais ele prefere permanecer, continuando 
a lembrar-se. Ocorre que, pela necessidade em evoluir, dever atravessar experincias no gratificantes na encarnao seguinte e tender a rejeit-las, apresentando 
uma espcie de apatia ao mundo em que vive, pela tendncia de estar sempre em busca de no esquecer o passado. Apresentar uma saudade

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inexplicvel, uma nostalgia sem sentido e um desejo de estar em outro lugar. s vezes, apresenta o desejo inconsciente de morrer. Deliberadamente ou no, foge da 
realidade numa espcie de autismo inconseqente. Em ambos os casos a lembrana parcial e controlada do passado seria proveitosa. O autismo infantil (patolgico), 
no s nos parece uma fuga  reencarnao, seja pela vontade ou no, mas tambm um sistema de defesa do Esprito ao que lhe parece extremamente aversivo.

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O deus interno
Muito mais importante do que buscar onde se localiza o Criador  perceber sua necessidade para a conscincia e a perspectiva da evoluo de seu conceito dentro de 
si mesmo. O conceito que se tem de Deus deve, na medida em que o prprio indivduo evolui, modificar-se. Um conceito esttico a respeito de Deus interfere na evoluo 
do Esprito, visto que no lhe permite a percepo de si mesmo como um ser dinmico e em crescimento espiritual.  importante concebermos Deus como Causa Primeira 
de todas as coisas, porm  tambm fundamental abrirmos a compreenso para a necessidade psicolgica da existncia de Deus. Essa possibilidade relativiza o tema 
tornando-o mais dialtico do que j . Conceber Deus como causa primria de todas as coisas deve ser entendido como algo que atende ao intelecto e que merece alcanar 
o corao. Da compreenso racional sobre Deus deve seguirse uma internalizao emocional. Deus no est l e voc c. Ele deve ser integrado ao prprio desenvolvimento 
da psiqu. A contradio existente entre um Deus criador de um mundo (Universo) perfeito e um Deus mantenedor de um

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mundo em aperfeioamento no pode ser resolvida na viso de separatividade da conscincia.  preciso transcender ao esprito como ser material para encontrar a unidade 
dessa aparente contradio dialtica. Ir ao encontro de Deus significa desenvolver em si mesmo Sua presena. H uma contradio em pensar-se que Deus criou o mundo 
do nada, pois essa idia  absurda em si mesma. Deus criador e um mundo criado levam a um impasse irredutvel, inconcilivel. Qual ser o pensamento sntese a respeito 
da origem de tudo? Talvez possa surgir se pensarmos que criar e no criar derivam da mente que no  capaz de faz-lo. O Universo deriva de Deus, porm  fruto de 
leis universais que o geraram e o mantm. O ser humano consciente, quer encarnado ou no,  o que existe de mais belo na Natureza. Ele, pela sua conscincia, representa 
o olhar de Deus. O ser humano consciente concebe um Deus que se realiza nele. O que quer que digamos, pensemos ou sintamos a respeito de Deus ou do Esprito em si, 
ser sempre fruto do entendimento construdo pelo ser humano e estruturado segundo uma lgica tambm humana. Os adjetivos com os quais costumamos delinear os atributos 
de Deus so constructos humanos que contribuem unicamente para que o prprio ser humano entenda a si mesmo.  fato para mim, por um sentido ntimo, que Deus existe, 
porm no sei dizer como e o que ele . O termo religio no deve ser entendido exclusivamente no sentido de religao, visto que uma aludida separao seria impossvel 
seno absurda. O termo deve ser tambm entendido como uma necessidade do ser humano, como pensava Santo Agostinho, em interiorizar-se

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ligando seu ego com o Self; unindo sua compreenso do mundo externo com aquilo que  divino em si mesmo. Viver  conscientizar-se de que cada experincia  um encontro 
pessoal com Deus.

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nima e nimus
Jung estabeleceu um dos conceitos mais profundos da psicologia humana quando definiu o que era arqutipo. Dentre os arqutipos que ele props, o que mais chama a 
ateno pela proximidade com a natureza humana  aquele que se refere s tendncia s contra-sexuais. A nima e o nimus so os arqutipos que encerram as tendncias 
masculina e feminina em buscar aquilo que se ope  sua psiqu consciente. No so tendncias do Esprito, mas estruturas funcionais do perisprito com as quais 
lhe permite a preender as leis de Deus. A busca pelo sexo oposto no est no Esprito, tampouco se trata de uma escolha consciente. A nima, assim como o nimus, 
 uma tendncia mediadora entre a vida consciente e a inconsciente. No encontro entre o ser humano e a Natureza, ele  o esprito (nimus da Vida) e ela  a alma 
( nima da Vida). Deus representa-se no encontro de ambos. A nima , como o nimus,  a nsia da Vida.  a vontade e o motivo do viver. Sem eles no h sentido na 
Vida. Todos temos que descobri-los, projet-los e depois perceb-los como partes estruturais em ns mesmos.

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Essas duas polaridades arquetpicas so esto encerradas nas conexes cromossmicas nem na anatomia genital. No esto nos hemisfrios cerebrais nem presentes no 
prazer sexual. So capacidades perispirituais. A distino funcional entre os hemisfrios cerebrais  reflexo das expresses polarizadas da alma e que emergem das 
experincias vividas nas reencarnaes sucessivas. As diferenas existentes no perisprito provocam as polarizaes e separaes no corpo fsico. O crebro ainda 
possui hemisfrios por conta da separatividade existente no perisprito, portanto na mente. Jung diz que "A anima  o arqutipo do feminino, que tem papel particularmente 
importante no inconsciente do homem. Eu defini a Anima simplesmente como o arqutipo da vida. Existe [no homem] uma imago no s de me, mas tambm da filha, da 
irm, da mulher amada, da deusa celeste e da Baubo ctnica. Assim, do homem tambm faz parte o feminino, sua prpria feminilidade inconsciente, que designei como 
Anima. A primeira portadora da imagem da anima  a me. Cada homem sempre carregou dentro de si a imagem da mulher; no  a imagem desta determinada mulher, mas 
a imagem de uma determinada mulher. Essa imagem, examinada a fundo,  uma massa hereditria inconsciente, gravada no sistema vital e proveniente de eras remotssimas; 
 um "tipo" (arqutipo) de todas as experincias que a srie dos antepassados teve com o ser feminino,  um precipitado que se formou de todas as impresses causadas 
pela mulher,

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 um sistema de adaptao transmitido por hereditariedade." Com relao ao nimus ele diz: "A mulher  compensada por uma natureza masculina, e por isso o seu inconsciente 
tem, por assim dizer, um sinal masculino. Em comparao com o homem, isto indica uma diferena considervel. Correlativamente, designei o fator determinante de projees 
presente na mulher com o nome de animus. Este vocbulo significa razo ou esprito. Como a anima corresponde ao Eros materno, o animus corresponde ao Logos paterno. 
O animus  uma espcie de sedimento de todas as experincias ancestrais da mulher em relao ao homem, e mais ainda,  um ser criativo e engendrador, no na forma 
da criao masculina. Assim como o homem faz brotar sua obra, criatura plena de seu feminino interior, assim tambm o masculino interior da mulher procria germes 
criadores, capazes de fecundar o feminino do homem." As vrias encarnaes em sexos diferentes, bem como as polaridades experimentadas perispiritualmente nas conexes 
com a matria, favoreceram a consolidao dessas estruturas psquicas opostas. No decorrer das vidas sucessivas, atravs das polaridades sexuais, esses dois arqutipos 
so experimentados e reforados na personalidade. A conscincia da existncia dessas polaridades opostas em ns mesmos, pode nos levar  tranqilidade na busca externa 
de realizao com o sexo oposto. A semente da totalidade existe em ns mesmos e ela se apresenta quando integramos esses dois opostos 

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conscincia. Quando isso ocorre, favorece o sentimento de totalidade no ser humano.

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Conscincia e inconsciente
Conscincia  conscincia do eu. Pode-se afirmar que no h propriamente uma conscincia, mas sim um campo de acesso pelo eu. Esse campo varia para cada indivduo 
de acordo com suas capacidades evolutivas. Por outro lado o inconsciente seria a parte do ser humano no acessvel ao eu, portanto fora do campo da conscincia. 
Em conseqncia consciente e inconsciente se referem a um nico todo. A conscincia, como o inconsciente,  uma espcie de filtro de entrada e sada de registros 
informacionais e de sentimentos. No so campos reais, mas virtuais, pois no se tratam de entes materiais e estticos. Contm registros que se perdero ao longo 
da evoluo do Esprito. No se situam no Esprito, mas nas `camadas' superficiais e profundas do perisprito e so acessveis por mecanismos sutis desenvolvidos 
nas experincias de contato com a matria. O termo inconsciente  incompleto e indefinido, pois pretende conceituar algo negando outro.  como querer

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descrever uma cadeira dizendo que ela no  uma mesa. O inconsciente , no entanto, a expresso usual para designar a codificao transitria das experincias que 
o ser espiritual, encarnado ou desencarnado, vive na sua relao com o mundo. Ela pertence ao domnio perispiritual que se estrutura em redes conectadas por "ns" 
emocionais. O termo inconsciente , de certa forma, inapropriado para designar seu contedo, visto que se trata de uma negao de algo (in = no), portanto no define 
a si mesmo. Os contedos no so de fato conscientes. Mas para quem? No so conscientes para o ego, mas o so para o Esprito. O que  chamado de inconsciente  
tudo que se constitui das experincias e de seus resduos j vividos e disponveis ao Esprito. Sobre o inconsciente Jung escreveu: "Assim definido, o inconsciente 
descreve um estado de coisas extremamente fluido: tudo o que sei, mas que no momento no estou pensando; tudo aquilo de que antes eu tinha conscincia, mas de que 
agora me esqueci; tudo o que  percebido pelos meus sentidos, mas que no foi notado pela minha mente consciente; tudo aquilo que, involuntariamente e sem prestar 
a ateno, sinto, penso, recordo, quero e fao; todas as coisas futuras que esto tomando forma em mim e que em algum momento chegaro  conscincia: tudo isto  
o contedo do inconsciente." Jung dizia tambm que "a conscincia no se cria a si mesma; emana de profundezas desconhecidas." O ego, usando o campo da conscincia, 
acessa-a por comparao. Nesse momento ele se torna dual. O inconsciente  uno, constituindo-se num todo dinmico. O ego apenas acessa sua superfcie, onde se encontram 
os

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eventos mais recentes. O inconsciente  uma instncia com razes no perisprito. A lgica que vigora no inconsciente  no-linear e  estruturada diversamente daquela 
que pertence  conscincia. O paradigma no inconsciente  emocional, enquanto que na conscincia  cognitivo. Tudo que  consciente se torna inconsciente.  uma 
tendncia inata (funcional) ao automatismo dos processos inconscientes. A repetio de experincias induz ao automatismo. A conscincia, por sua vez,  produto da 
evoluo do Esprito que, nos primrdios de sua caminhada evolutiva,  "inconsciente pleno", isto , uma estrutura que vai aos poucos se diferenciando da t talidade 
inconsciente e o formando conexes cada vez mais complexas. O inconsciente por si s  neutro. Seu dinamismo  provocado pela energia psquica mobilizada ininterruptamente 
pelo Esprito. Se a ele atribuirmos o carter autnomo, como pensam alguns, teremos trs centros de domnio da personalidade: o ego (na conscincia), o inconsciente 
(se a ele atribuirmos autonomia) e o Esprito. Em verdade a autonomia do inconsciente, tanto quanto do ego,  relativa. O domnio real da personalidade pertence 
ao Esprito, mesmo nos estados em que no nos parece existir controle algum. A conscincia se ilumina quando o ego  tomado coercitivamente de assalto e assiste 
aos lampejos das inspiraes inconscientes. Conscincia e Vida se confundem. Nesse sentido o conceito de conscincia se amplia, englobando a essncia do ser que 
abrange desde a dimenso inconsciente ao ego. O uso de alucingenos, ervas, chs, estupefacientes, bem como certas medicaes que atingem o Sistema Nervoso Central, 
reduzem o bloqueio provocado pelo crtex

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enceflico, permitindo uma maior manifestao das faixas psquicas da mente que se encontram no perisprito. Esse procedimento permite a ampliao do campo da conscincia 
que avana pelo inconsciente. Tal prtica, se irresponsvel gera conseqncias muitas vezes irreparveis ao ego, que se v confuso entre as duas instncias psquicas 
simultaneamente. A ateno ou focalizao na conscincia de determinado aspecto da vida depender dos contedos presentes no inconsciente; isso ocorre independente 
da conscincia poder discriminar os fatores ou os motivos da seleo. Essa focalizao  um direcionamento da "energia" psquica a um objeto especfico. O corpo 
fsico proporciona um limite relativo, entre o inconsciente e o consciente, que impede a passagem de certos registros emocionais de uma instncia  outra. Ao mesmo 
tempo em que impede que alguns registros carregados de afetos passem do inconsciente para a conscincia, permite que importantes aquisies lgicas e habilidades 
concretas retornem. Mesmo quando desencarnamos, nem sempre temos acesso imediato queles registros. H limites alm do corpo fsico, perispirituais, portanto, que 
impedem a lembrana imediata ou remota.

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Objetivos da Reencarnao
Os processos educativos de aperfeioamento e aquisio do saber das leis de Deus se do de forma lenta e constante. So precisos milhares de sculos para que o Esprito 
consolide uma das leis de Deus. A reencarnao  um desses processos e ocorre como fenmeno caracterizado pela entrada do Esprito num corpo de carne at sua sada. 
O termo, muito embora apropriado, no encerra em si o processo de aquisio das leis de Deus. A reencarnao  apenas um mecanismo e no implica em si a transformao 
do Esprito. A reencarnao deve ser entendida como algo muito mais do que a simples tomada de um novo corpo at seu abandono, mas tambm incluindo tudo o que ocorre 
durante a permanncia nesse corpo e os preparativos para tal perodo.  na experincia no corpo ou fora dele que se apreende as leis de Deus. A reencarnao objetiva 
levar o Esprito a uma forma que lhe possibilite descobrir-se e transformar-se para alm daquilo que acredita ser e que considera como si mesmo. Na

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reencarnao ele transcende sua prpria condio egica. Ela no  uma punio ou mesmo um corretivo, muito embora seja assim encarada por segmentos religiosos vinculados 
ao culto da idia do sofrimento como forma de purificao. H ainda os que vem Deus como um juiz que se utiliza de sentenas expiatrias para punir atravs da reencarnao. 
A Vida no se resume ao estado de esprito desencarnado, mas tambm compreende o estado de encarnado, no qual tambm se pode perceber a grandeza de Deus e a beleza 
do Universo. O fato do indivduo quando encarnado esquecer o que viveu no mundo espiritual pode significar que seu vnculo principal deva ser com as experincias 
no corpo. A Terra  campo de aperfeioamento, no s do prprio Esprito como tambm da sociedade terrena. O esquecimento do passado, aps o processo reencarnatrio, 
decorre do fato de que a gravao das experincias pregressas e seus resduos  feita no perisprito. O ego s tem acesso a esses registros que se encontram no inconsciente 
de forma simblica. O acesso ao inconsciente  dificultado pelas redes de eventos pertencentes  vida consciente. Da mesma forma ocorre para a maioria dos eventos 
durante o sono e que so gravados tambm no perisprito. Alguns, pela sua intensidade, alcanam o crtex, aparecendo como sonhos. Quando encarnados, tanto esquecemos 
o que fizemos em outras v idas como no perodo em que estivemos fora do corpo. Quando desencarnado o esprito tambm no consegue lembrar-se facilmente das vidas 
anteriores  ltima, bem como de outros perodos em que esteve desencarnado.

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No se deve temer viver na carne ou fora dela, mas buscar viver e aceitar a Vida como um campo de operao e transformao pessoal e de experincias, sem se perder 
a noo de responsabilidade pessoal. Ao Esprito  intransfervel aperfeioar-se e ir em busca do si mesmo.  preciso se arriscar no mundo e no viver fora dele 
como se a vida na Terra no nos trouxesse preciosas lies para o entendimento das leis de Deus. Devemos considerar que a Terra, isto , a descida  matria,  o 
campo de Deus, oferecido ao ser humano para sua realizao. Apesar do mundo material ser limitado,  nele que devemos aplicar o que sabemos sobre o espiritual. O 
mundo material  tambm o mundo do humano, portanto  o nosso mundo. Falar sobre o mundo espiritual, bem como provar sua existncia, faz surgir a necessidade de 
possibilitar sua aplicabilidade no mundo da matria. As religies tm sido responsveis por apontar o caminho do ser humano ao encontro de Deus e de si mesmo, porm 
h um momento da evoluo em que o Esprito deve seguir por si s para que ele prprio se realize. As religies devem se tornar sistemas dinmicos sob pena de desaparecerem. 
O ser humano em toda sua evoluo est em busca do entendimento de sua prpria existncia. Nesse percurso ele vai gradativamente compreendendo que, alm de sua individualidade, 
ele  parte de um todo. Sua felicidade  a realizao do si mesmo, isto , daquilo ao qual cada um se prope e do estabelecimento de uma sociedade harmnica e equilibrada. 
A reencarnao possibilita, pelo contato com a matria e da extraindo-se as leis de Deus, encontrar-se o sentido e objetivo da Vida. Deve-se deixar a Vida fluir. 
A

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separao estabelecida entre o bem e o mal, entre o certo e o errado, leva-nos a polarizar essa busca, no permitindo que percebamos a nossa prpria individualidade. 
Temos que entender que a reencarnao traz de volta o esprito com toda a sua experincia milenar, com aptides e dificuldades. Esse esprito, ao reencarnar, traz 
de retorno sua mente com os automatismos inerentes ao fato de ter vivido em vrias oportunidades, consolidando hbitos psquicos e gerando formas-pensamento que 
o obrigam a pensar e agir da mesma maneira como sempre o fez ao longo de suas existncias. Para sair dessa roda incansvel  necessrio irmos na busca da transformao 
interior atravs da prtica constante do amor.

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Outras formas de evoluo
A evoluo do esprito se d atravs da aquisio de valores morais e intelectuais que o capacitam a viver no Universo em harmonia e consoante as leis de Deus. Essas 
aquisies, a que chamo de apreenso das leis da Natureza, lhe servem e ao trabalho de Deus para com Sua criao. Para adquirir o conhecimento das leis de Deus, 
o ser criado (Esprito) necessita unir-se a outro elemento que lhe  contrrio em natureza (matria). Essa unio de opostos  a nica maneira de se processar a evoluo 
daquilo que  criado na direo do que  Criador? Seria possvel para ns imaginarmos outras formas de evoluo? A questo dos opostos muito bem tratada por Jung 
em seu famoso livro Mysterium Coniunctionis, parece ser algo que pode nos levar ao que  essencial e primordial na psiqu. A anlise do contato da matria com o 
Esprito e a relao deste com Deus nos aproxima da percepo da essencialidade da temtica dos opostos. No Ato da Criao do Esprito a questo dos opostos  colocada 
por Deus quando insere o ser no mundo. A busca da unidade dos

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opostos, ou de algo que os sintetize em uma nica realidade transcendente a ambos, parece ser o caminho da soluo do conflito instalado. Parece que o caminho do 
Esprito  a busca dessa unidade para a sada dos conflitos da natureza humana. A concepo terica do conceito do que  matria e o que  o Esprito resume a questo 
dos opostos. Tentar afirmar que a matria  o Esprito ou que este  constitudo de tomos espirituais resulta num "olhar" do Esprito pelo vis da matria. Ainda 
 tentar reduzir o que  o Esprito  matria. Creio que a chave se encontra na gnese do Esprito. Ao idealizarmos que se trata de uma configurao que o capacita 
a captar as leis de Deus, podemos pensar que ela poderia faz-lo a partir de sua forma e no de sua constituio. Especulando sobre a possibilidade da evoluo alm 
da matria, pode-se conceber o Esprito Puro criando universos e instituindo leis prprias para cada um deles. Neles, o Esprito seria uma espcie de arranjo que 
capta a energia divina. Esse arranjo  que forma a Natureza. A evoluo alm da unio dos opostos  possvel se entendermos que eles no so em si entes concretos, 
mas representam a percepo possvel ao ser que ainda no adquiriu certas estruturas psquicas. Mais adiante, quando mais evoludo moralmente  que o Esprito poder 
entender a evoluo sem aquela dialtica. Ser, talvez, possvel que ele mesmo construa uma evoluo sem tal dialtica. As experincias da raa, da cultura, da humanidade 
como um todo, no so diretamente absorvidas, mas sim as alteraes que elas promovem no "ter" espiritual, influenciando cada Esprito.

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A evoluo  um trabalho individual e coletivo. O Esprito evolui pelo seu prprio esforo, pelo esforo coletivo (influncia social) e pelo impositivo divino em 
si mesmo.

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